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Endoscopia digestiva alta

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A endoscopia é um exame muito usado no diagnóstico de doenças frequentes do trato digestivo, como gastrite e refluxo. Conheça o preparo e recomendações.

A endoscopia digestiva alta tem esse nome porque analisa a parte superior do tubo digestivo, incluindo esôfago, estômago e a porção inicial do duodeno. É um dos exames mais comuns e eficazes para identificar — e às vezes até tratar — doenças do aparelho digestivo.

Para que serve a endoscopia

A endoscopia é capaz de identificar sinais de uma série de doenças muito comuns do trato digestivo, como gastrites, esofagites e refluxo gastroesofágico, além de ajudar no diagnóstico de doenças mais graves, como hérnia de hiato e câncer de estômago.

Quando e quem deve fazer endoscopia?

Indivíduos com queixas como azia, queimação, falta de apetite, sensação de estufamento e perda de peso que persistem por mais de uma semana podem ter indicação para fazer o exame.

A endoscopia também pode ser indicada como forma de detectar tumores precocemente, em especial os de esôfago e de estômago. De acordo com fatores de risco (como esôfago de Barrett ou presença de casos de câncer gástrico na família, por exemplo), o oncologista pode indicar a realização do exame com determinada frequência.

Qual é o preparo para fazer endoscopia?

O paciente precisa estar em jejum de 8 a 12 horas (inclusive de água) e consumir no dia anterior somente alimentos leves, de rápida digestão, preferencialmente líquidos ou pastosos, como sopas e caldos. Lembre-se de pedir a alguém maior de 18 anos que o acompanhe, pois não é permitido fazer o exame sozinho.

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Logo antes do procedimento é fornecida uma solução com medicamento para eliminar gases e bolhas que podem atrapalhar o procedimento. Já na maca, é colocada uma espécie de máscara que mantém a boca do paciente aberta para que o procedimento possa ser realizado.

Como é feita a endoscopia

O exame às vezes desperta algum temor nos pacientes por conta da sedação que é utilizada, mas é importante destacar que ela é administrada na veia e tem efeito pontual, dura somente o tempo do exame (cerca de 15 minutos). Durante todo o período, a oxigenação e a frequência cardíaca são monitoradas.

Após a anestesia, o médico endoscopista introduz o endoscópio, um tubo flexível com uma câmera e iluminação na ponta, pela garganta. O instrumento traz em um monitor imagens em tempo real do aparelho digestivo do paciente. Do início ao fim, o indivíduo recebe monitoramento cardíaco e fica conectado a uma fonte de oxigênio. Enquanto o especialista conduz o endoscópio pelo trato digestivo, ele analisa as condições dos tecidos, tira fotos para análise posterior e pode inclusive remover, com o próprio endoscópio, pólipos ou material para biópsia, caso note algo que mereça investigação.

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Como é o pós da endoscopia

Por conta da sedação, é normal se sentir “grogue” nas horas imediatamente após o exame. Logo que sai da maca, o paciente é encaminhado para uma sala onde permanece por alguns minutos (de 15 a 30), até que passe o efeito mais intenso da sedação.

Algumas pessoas se sentem sonolentas ao longo do dia inteiro, por isso é recomendado tirar o dia de licença no trabalho e não dirigir nas 24 horas seguintes. O ideal é ir para casa com o acompanhante e permanecer em repouso até o efeito do sedativo cessar completamente (cerca de 12 horas). Após o exame o paciente pode retornar com seus hábitos alimentares normalmente, mas recomenda-se não ingerir bebidas alcoólicas por pelo menos 12 horas.

Também é normal sentir um leve desconforto na garganta após o exame.

Tem no SUS?

Sim, mas é necessário encaminhamento médico. O exame também é coberto pela maioria dos planos de saúde.

Fonte: Drauzio Varella

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Benefícios em parar o tabagismo antes da cirurgia.

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O monóxido de carbono do cigarro fumado diminui a entrega de oxigênio aos tecidos. A nicotina aumenta a frequência cardíaca e pode causar vasoconstrição periférica. Entre 12 e 24 horas de interrupção do cigarro, CO e nicotina retornam aos níveis normais. A função dos cílios broncotraqueias melhora entre 2 a 3 dias de cessado o fumo, e o volume de escarro diminui aos níveis normais em mais ou menos 2 semanas. Diminuiu também o risco de trombose arterial.
Entretanto, os estudos não demonstraram uma diminuição significativa na morbidade respiratória pós operatória até 8 semanas de abstinência.

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Como a cirrose altera o suprimento sanguíneo ao fígado.

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O suprimento de sangue para o fígado deriva da veia porta e da artéria hepática. A veia porta é responsável por 75% do fluxo sanguíneo hepático, e 55% do suprimento de oxigênio. As alterações estruturais que ocorrem com a cirrose reduzem o fluxo sanguíneo portal, tornando o fígado mais dependente da artéria hepática. O sangue do leito esplâncnico, que se torna incapaz de passar pelo fígado, é desviado pelos canais colaterais porto-sistêmicos: plexo venoso esofágico, veia esplênica, plexo venoso epigástrico, plexo venoso perineal, e veias mediastinais. Com a evolução do processo, as veias colaterais dilatam e sofrem alterações varicosas.

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