Política Nacional

Médico de Bolsonaro fará esta noite avaliação da alimentação

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O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, informou que na noite de hoje (14) o cirurgião-chefe responsável pelo procedimento ao qual o presidente Jair Bolsonaro foi submetido, Antônio Luiz Macedo, deve avaliar novamente a alimentação do presidente. Atualmente, Bolsonaro está recebendo uma dieta líquida, essencialmente de chás e água, complementada pela alimentação endovenosa (pelas veias). Mais cedo, Macedo disse que espera o momento apropriado para passar a uma dieta cremosa, com alimentos um pouco mais consistentes, evitando sobrecarregar o intestino.

O presidente chegou a receber dieta líquida a partir de segunda-feira (9), um dia após a cirurgia para tratamento de uma hérnia no abdômen, formada em consequência das outras cirurgias que fez após a facada recebida em setembro do ano passado, durante a campanha eleitoral. A alimentação oral, no entanto, foi suspensa na quarta-feira (11).

O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, fala à imprensa no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, sobre a prorrogação do afastamento do presidente, Jair Bolsonaro.

O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, diz que o presidente tem seguido estritamente as recomendações médicas – Arquivo/Agência Brasil

Foi introduzida ainda uma sonda nasogástrica para retirar o excesso de gás e líquido. O equipamento foi retirado na manhã de sexta-feira (13), quando também foi retomada gradualmente a ingestão de líquidos.

Visita

O presidente Jair Bolsonaro recebeu hoje (14) visita da família enquanto se recupera de uma cirurgia realizada no último domingo (8), no Hospital Vila Nova Star. Segundo o porta-voz da Presidência, Rêgo Barros, estiveram com o presidente a sua irmã, o cunhado e sobrinhos.

De acordo com o porta-voz, Bolsonaro tem seguido estritamente as recomendações médicas e usado “muito pouco” o celular, tanto para se informar, quanto para se comunicar. Ele está acompanhado pela esposa, Michele, e pelo filho Carlos, vereador da cidade do Rio de Janeiro pelo PSC. Não está agendado nenhum encontro com autoridades.

Recuperação lenta

Macedo explicou que o presidente tem como característica a demora para retomar as funções intestinais. O médico explicou que no processo de recuperação das duas outras vezes em que o operou, em setembro de 2018 e em janeiro deste ano, o intestino de Bolsonaro só voltou a funcionar em um processo lento. “É sempre um retorno lento. Mas quando retorna, vai rápido”, enfatizou ao comentar o estado de saúde do presidente.

Essa característica também está presente neste pós-operatório, segundo Macedo, apesar das condições favoráveis para a recuperação. “Ele está evoluindo bem, mas existe certa dificuldade no retorno intestinal”, acrescentou.

Com o atraso na recuperação, na quinta-feira (12) foi estendido o prazo de afastamento de Bolsonaro da Presidência por quatro dias, por decisão da equipe médica. O vice-presidente, Hamilton Mourão, segue no exercício da Presidência nesse período.

Esta é a quarta cirurgia a que o presidente se submete desde o ataque sofrido em setembro do ano passado.

 

 
Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Política
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Congresso promove doação de mechas de cabelo e lenços como parte das ações do Outubro Rosa

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Nesta quinta-feira (17), no Espaço Ivandro Cunha Lima do Senado Federal, a ação beneficente Liga do Bem realizou cortes gratuitos para incentivar a doação de mechas de cabelo de no mínimo 10 centímetros para a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Mama, instituição que dispõe de estrutura para montagem de perucas. A iniciativa faz parte da campanha das ações do Outubro Roda no Congresso.

O cabelereiro Djalma Dias acredita que essa solidariedade pode ajudar mulheres que estão passando pelo tratamento do câncer. “Eu participo também das entregas das perucas, cortando o cabelo dessas mulheres já com a peruca no lugar. É muito gratificante. ”

Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Mechas de pelo menos 10 cm servirão para confecção de perucas que serão doadas a pacientes em tratamento de câncar

A secretária Fernanda Gadelha compartilha do mesmo pensamento. Diagnosticada com câncer de mama aos 35 anos, e feliz em poder doar, acha a iniciativa um gesto nobre, que pode transformar a vida de outra pessoa, além de elevar a autoestima. “Eu já passei pelo tratamento e hoje estou com um cabelo grande ao ponto de poder cortar para ajudar outras mulheres. Ajuda muito mais a mim do que a elas. ”

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A servidora Kivia Gomes fez questão de realizar a doação de seus cabelos. Ela já presenciou de perto o tratamento e disse que a pior parte é a perda do cabelo. “Eu tenho um familiar que já teve câncer de mama duas vezes então eu estou muito feliz em poder ajudar.”

A campanha do Outubro Rosa é realizada anualmente para a conscientização sobre o diagnóstico precoce do câncer de mama. Durante todo o mês de outubro a Câmara está iluminada de rosa em alusão à campanha.

Liga do Bem
A Liga do Bem, que reúne servidores do Senado, está promovendo também no mês de outubro a campanha de doação de lenços. Há pontos de coleta na Câmara dos Deputados. Após serem esterilizados pelo Instituto Hospital de Base, os lenços serão distribuídos para pacientes com câncer e crianças hospitalizadas.

Para a voluntária Patrícia Seixas, a ação é uma abordagem positiva, focada na recuperação e superação das mulheres que sofrem com a doença. “A gente trabalha com a autoestima dessas mulheres. Se com um lenço elas já ficam felizes, imagina com um cabelo”.

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As iniciativas do Outubro Rosa são promovidas pela Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados e pela Procuradoria Especial da Mulher do Senado Federal.

Reportagem – Giovanna Ribeiro
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Agência Câmara Notícias
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Política Nacional

Exportadores de suco de laranja não conseguem avaliar impactos da Operação Citrus

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Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Audiência debateu impactos de operação da Receita Federal na cadeia produtiva da laranja

Empresas exportadoras de sucos de laranja ainda não conseguiram avaliar os impactos da Operação Citrus, da Receita Federal, que investiga a sonegação de R$ 500 milhões ao longo de cinco anos. O assunto foi discutido nesta quinta-feira (17), em audiência pública da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados.

Após ações de fiscalização em empresas do setor, a Receita Federal identificou que 85% das exportações de suco de laranja das maiores empresas eram destinadas a empresas do mesmo grupo no exterior. Como os preços praticados entre empresas relacionadas não são negociados no mercado aberto, a legislação determina que eles sejam ajustados para serem equiparados a preços praticados entre outros parceiros comerciais.

No caso do suco de laranja, a Receita identificou o subfaturamento na exportação, com vendas por preços até 30% menores do que os de mercado, o que fez diminuir o imposto de renda das empresas e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O Brasil é o maior exportador mundial do produto.

Segundo o diretor-executivo da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), Ibiapaba Netto, a discussão é técnica e vem ocorrendo entre o setor e a Receita Federal. Não há, segundo ele, sinalização sobre o fim desse processo que trata de metodologias de um cálculo muito sofisticado sobre exportações.

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“Este é um assunto que é levado extremamente a sério pelo setor, é um assunto sensível, que envolve uma sofisticação muito grande de metodologias que foram, inclusive, construídas junto com a Receita. Eu acho que é cedo para falar de qualquer coisa, ainda não é o momento para se discutir isso”, afirmou.

O deputado Bosco Costa (PL-SE), que propôs a audiência, disse que a Receita Federal não quis mandar representantes porque a investigação é sigilosa.

Já o representante do Ministério da Agricultura, Carlos Goulart, afirmou que o tema é uma questão tributária e, portanto, se refere à Receita Federal. Goulart, que é diretor do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas do Ministério da Agricultura, não acredita que a operação da Receita provoque consequências para o Brasil no mercado de exportações de suco de laranja nem no de frutas.

“Nós não esperamos encontrar nenhum tipo de impacto na imagem ou na credibilidade da certificação que o ministério faz na exportação de frutas frescas, que poderia ser atingida, ou no suco de laranjas, porque nós somos dominantes no mercado mundial. E não há nenhuma ação do Ministério da Agricultura sobre o processo de exportação do suco de laranjas por ser um material processado”, disse Goulart.

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Guerra fiscal O deputado Bosco Costa afirmou que o tema vai além da operação da Receita Federal. Ele acredita que a guerra fiscal provocou queda na produção dos estados e isso tem relação com a Operação Citrus. Seu estado, o Sergipe, que já foi o segundo maior produtor de laranjas no Brasil, vem diminuindo a produção.

“Eu não quero entrar no mérito, mas a gente sabe que há briga, há guerra fiscal, e isso levou a Receita Federal também a investigar algo no que se refere às exportações do suco de laranja, que envolve toda uma cadeia produtiva”, disse o parlamentar.

O Brasil exporta suco de laranja há mais de 50 anos. O faturamento varia entre 1,7 bilhão e 2 bilhões de dólares por ano. O setor gera 200 mil empregos, entre diretos e indiretos. Entre janeiro e agosto, a citricultura foi responsável por 6,6% da geração de empregos formais no Brasil, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Reportagem – Luiz Cláudio Canuto
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Agência Câmara Notícias
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