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Segurança importa, e muito, no smartphone; saiba como se proteger

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Você acha que seu smartphone está seguro agora?


“Não habilite a instalação a partir de fontes desconhecidas. Só instale apps do Google Play. Se fizer isso, não precisa de antivírus”. Durante muito tempo, essas foram as principais recomendações aos usuários de smartphones Android para manter a segurança . Mas os tempos mudaram, as estratégias dos criminosos também, e hoje isso não é mais o bastante. Foi o que apresentou a Kaspersky durante a 13ª Cúpula Latino-Americana de Cybersegurança , realizada no final de agosto em Puerto Iguazu, Argentina.

Quando falamos em segurança em smartphones, há quem “ria na cara do perigo”, dizendo “pode invadir, não tenho nada no meu celular!”. Cláudio Martinelli, Diretor Geral da Kaspersky na América Latina, tem uma resposta na ponta da língua para esse tipo de usuário:

“Tem o telefone da mãe dele lá. Que pode ser o alvo de um sequestro, de uma chamada feita de uma prisão. Tem o endereço da sua casa, da sua família. Tem a sua localização geográfica, tem o caminho que você faz de sua casa pro seu trabalho.

Você não deixa a porta da sua casa aberta quando sai pro trabalho, você passa a chave e põe tranca no portão. Com seu celular é a mesma coisa: ele é a porta de entrada mais próxima da sua vida física, não da sua vida digital. Está tudo lá. Ninguém nesse mundo sabe mais da sua vida do que o seu celular, ele sabe mais do que a sua esposa, do que sua mãe. É uma presunção muito grande alguém achar que não corre risco.”

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E as ameças são reais. Segundo a empresa, entre julho de 2018 e Julho de 2019 o Brasil ocupou a 7ª posição no ranking mundial de países mais atacados por malware , com 22 ataques por segundo. Se considerarmos apenas os dispositivos móveis, são 6,2 ataques por segundo na América Latina.

A principal ameaça é AdWare , um tipo de malware que infecta o smartphone e bombardeia o usuário com anúncios, muitas vezes ao ponto de tornar impossível usar o aparelho. Outro perigo comum são os ataques de phishing , quando o criminoso “joga uma lábia” e, se passando por uma central de banco, por exemplo, convence a vítima a divulgar dados confidenciais, como o número de uma conta ou cartão e sua senha.

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Mas há outros perigos. Um deles, apresentado pela primeira vez durante o evento, é o BRATa , um RAT (Remote Administration Tool, Ferramenta de Administração Remota) que foi distribuído através do Google Play e, em uma de suas muitas versões, chegou a ter mais de 10 mil downloads antes de ser removido da loja. Uma vez instalado, o BRATa permite que um malfeitor tenha controle total sobre o aparelho da vítima, inclusive com a capacidade de ver em tempo real tudo o que está acontecendo na tela.

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Segundo Santiago Pontiroli, Analista de Segurança da Kaspersky, o malware abusa de um serviço legítimo do Android, o serviço de acessibilidade, para infectar aparelhos. Isso torna qualquer smartphone Android equipado com este serviço (praticamente qualquer aparelho com Android 5.0 ou mais recente) seja uma vítima em potencial. Smartphones infectados não mostram nenhum “sintoma” particular (como anúncios fora de hora ou lentidão), e uma vez que tenha cumprido sua missão o malware pode ser removido remotamente pelos criminosos, sem deixar vestígios no aparelho.

O alvo dos bandidos, claro, são credenciais bancárias, já que 65% das transações bancárias no Brasil são feitas através de smartphones. E uma vez que os criminosos tem seus dados, o prejuízo vem rápido.

“O criminoso brasileiro é muito imediatista, ele quer ter um ganho de forma rápida, é o que eles chamam de correria. Se eles pegam sua credencial agora, em menos de 30 minutos sua conta vai ser invadida ou seu cartão vai ser clonado, é super rápido. Eles têm essa agilidade porque sabem que as equipes anti-fraude também estão trabalhando, então querem aproveitar o momento”, diz Fabio Assolini, Pesquisador Sênior de Segurança na Kaspersky.

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Mas não só as credenciais bancárias que são valiosas. Dados pessoais, como nomes completos, endereço e número de CPF podem ser usados para habilitar outros golpes no futuro. Segundo Assolini, “as informações pessoais do usuário vão apoiar a fraude financeira. Com o passar do tempo os bancos passaram a exigir alguns dados para confirmar operações e o criminoso se viu num mato sem cachorro. Então o que eles começaram a fazer? Investir esforços na obtenção de dados pessoais. Alguns criminosos viram oportunidade nisso e constroem sistemas gigantescos com um monte de bases de dados vazadas e vendem esses dados como um serviço pra outros criminosos.”

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E como se proteger?

A primeira dica é ter um pouco de senso crítico: ameaças como o BRATa, por exemplo, se espalham disfarçadas de “atualizadores” de apps populares como o WhatsApp ou CCleaner , aproveitando-se do fato de que muitos usuários não sabem que no Android os apps se atualizam automaticamente, sem precisar de uma ferramenta especial para isso.

Muitas vezes, o “gancho” para fisgar o usuário são correntes espalhadas via Facebook ou WhatsApp, alertando o usuário da necessidade “urgente” de uma atualização para não ficar sem acesso ao serviço, seguidas, claro, de um prático link direto para o malware. Às vezes, as mensagens podem vir de um familiar ou amigo, que inocentemente as repassa “por via das dúvidas”.

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Martinelli dá outras dicas, como nunca repetir senhas e usar um gerenciador, que pode criar senhas fortes para cada site que você visita armazenadas em um “cofre” protegido por uma senha mestre. Isso é especialmente importante numa época em que a quantidade de serviços que utilizamos aumenta exponencialmente, e a tentação de ter uma “senha única” para “facilitar as coisas” (e poupar sua memória) é grande.

Por fim, ele recomenda a seletividade: evite conectar-se a qualquer Wi-Fi grátis que aparece nas redondezas, pois ele pode ser uma armadilha para interceptar seus dados enquanto você navega. Vai fazer compras em um site no qual não confia?  “Use um endereço de e-mail temporário, que não te vincule à sua conta principal. Você não controla com que frequência esse site é atualizado, quais as medidas de segurança que ele usa, então é uma chance de você se anonimizar, se tornar diferente em cada serviço pra não deixar rastros”.

E, claro, coloque um antivírus no celular.

Fonte: IG Tecnologia
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Adeus, chaves: brasileiros adotam a biometria nos condomínios

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Biometria sem contato é uma das tendências do mercado para condomínios

A tecnologia digital já tornou vários equipamentos obsoletos, como o telefone público, a câmara fotográfica e o radio-relógio. A chave de casa deve a sua próxima vítima.

biometria  tem se consolidado nos condomínios do País, já que um a cada três brasileiros já gostaria de abrir a porta de casa com a identificação de uma parte do corpo.

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O dado é da pesquisa realizada pela empresa de identidade aumentada Idemia, em 11 países. Segundo o levantamento, o Brasil foi o país em que a população demonstrou o maior desejo, entre todos os pesquisados, de utilizar a  biometria  para acessar a própria casa.

“Para os moradores, o grande benefício é não precisar de chaves ”, conta o gerente predial Fernando Oliveira, responsável pela gestão de um condomínio de luxo com 44 apartamentos no Alto da Lapa, bairro nobre de São Paulo.

O condomínio já investiu cerca de R$ 150 mil em identificação biométrica, tanto para na portaria como para acessar áreas internas , como a academia e a piscina. “Alguns condôminos gostam tanto da tecnologia que estão adotando na porta dos apartamentos”, relata Fernando.

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A última novidade do condomínio foi a  biometria contactless , ou seja, sem contato, para acesso à garagem. Com ela, basta o condômino passar os dedos da mão em uma máquina que lembra um scanner para abrir a catraca.

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Uma das vantagens da tecnologia sem contato é a rapidez da leitura , que garante segurança a quem está chegando em casa. “A tecnologia permite o fluxo de 50 carros por minuto”, afirma o gerente regional de Vendaspara Brasil e Cone Sul da Idemia, Ricardo Miralha.

Veja o vídeo da  biometria contactless


Fernando ressalta que além da comodidade para o morador, a biometria ajuda na administração do prédio. “Com a biometria, fazer a gestão do acesso é muito mais fácil e seguro, porque temos os dados nas mãos”, explica. Segundo ele, em alguns casos, a tecnologia pode inclusive diminuir custos administrativos.

Para ele, a única desvantagem da biometria é a dificuldade de alguns moradores de fazer o cadastramento . “Temos alguns condôminos que são muito ocupados e não tem jeito, para usar a biometria tem que cadastrar. Por isso, as vezes, alguns demoram a utilizar a tecnologia”, afirma.

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O preço das tecnologias de reconhecimento biométrico ainda não é acessível para todos, mas segundo Miralha, está caindo. “Nos últimos dez anos, o preço dos equipamentos de biometria caiu cerca de 60%”, calcula.

Smartphones foram a porta de entrada

A biometria já foi utilizada pelo menos uma vez por 94% dos brasileiros , segundo o levantamento da Idemia. A maioria deles (89%) por meio do desbloqueio biométrico do telefone celular.

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Os números são bem superiores à média global . Nos 11 países pesquisados, 78% já tinham tido acesso à tecnologia e 63% com o desbloqueio do celular. “Com certeza o celular ajudou a popular a biometria e o brasileiro tem facilidade de absorver e utilizar novas tecnologias”, avaia Miralha.

Tendências

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Totem de biometria utilizado em um condomínio da capital paulista

Segundo o especialista, existem outras tecnologias de reconhecimento biométrico além do reconhecimento da digital com ou sem contato.

Ele cita o reconhecimento de voz, do rosto, a leitura vascular, e a de íris. Para Miralha, porém, algumas tem aceitação melhor do que outras. “As pessoas têm um certo incômodo com a leitura de íris , por exemplo, porque é necessário passar uma luz nos olhos”, explica.

Entre as tendências, ele cita a leitura vascular . “Um método em crescimento. Inclusive ele consegue detectar, por exemplo, de um dedo está vivo ou morto”, afirma.

Isso significa que no caso da leitura da capilaridade das veias , não é apenas a impressão digital que conta, o que deixa o método mais seguro, já que cópias de silicone ou mesmo um dedo separado do corpo, não são lidos pela máquina.

“Novas tecnologias estão sendo criadas a todo momento”, afirma. Ele relata que existem métodos de reconhecimento pelo DNA da pessoa e pesquisas em desenvolvimento para reconhecimento biométrico pelo formato da orelha e pelo cheiro de cada ser humano.   

Fonte: IG Tecnologia
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Não são só as três câmeras: inteligência artificial dá a Apple as melhores fotos

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Olhar Digital

Com a implementação de três câmeras no  iPhone 11 Pro, a Apple começa a competir diretamente com outras fabricantes como Samsung e Huawei, que já possuem três câmeras na parte traseira de seus dispositivos. Mas, atualmente, até mesmo smartphones mais baratos carregam duas ou três câmeras no verso do telefone. São os algoritmos usados no processamento, e não o hardware, que desempenham um papel fundamental na qualidade das imagens, conforme afirma Reuters .

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Apple lança três novos modelos de Iphone arrow-options
Divulgação/Apple

Apple lança três novos modelos de Iphone.

Durante o anúncio dos novos iPhone, Phil Schiller, diretor de marketing da Apple, comentou sobre a capacidade dos novos aparelhos de conseguir a fotografia perfeita mesclando oito exposições separadas capturadas antes da foto principal. “Quando o obturador é pressionado é feita uma exposição longa e, em um segundo, uma rede neural analisa uma combinação de exposições longas e curtas, selecionando pixel por pixel para conseguir o melhor resultado”, explica Schiller sobre a tecnologia “Deep Fusion”.

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Em sua apresentação, os executivos da empresa passaram bastante tempo falando sobre o novo processador desenvolvido especialmente para o aparelho, apelidado de  A13 Bionic . A parte responsável por fazer a melhor foto possível é conhecida como “processador neural”, reservado para as tarefas que envolvem inteligência artificial. A Samsung e a Huawei também projetam chips personalizados com recursos de IA para seus telefones, e o Google possui um núcleo especial dedicado ao processamento visual, chamado Pixel Visual Core.

A empresa também vai integrar alguns recursos bastante requisitados por seus usuários, como o modo noturno, criado para que fotos capturadas com pouca luz pareçam melhores. Alguns aparelhos da Huawei e os Google Pixel já têm esse recurso desde o ano passado.

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Ryan Reith, vice-presidente do programa de rastreamento global de dispositivos móveis da IDC, disse que a disputa pelas melhores câmeras e telas criou um jogo caro no qual os fabricantes de telefones precisam investir cada vez mais em novos recursos para garantir que seus dispositivos se diferenciem dos concorrentes.

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Via: Reuters

Fonte: IG Tecnologia
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