O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) cobrou providências e esclarecimentos sobre a operação realizada no último fim de semana no Rio Peixoto, em Peixoto de Azevedo, que resultou na queima e destruição de balsas. O parlamentar questionou o procedimento adotado durante a ação, e afirmou que o combate a possíveis crimes ambientais precisa respeitar a legalidade e preservar o meio ambiente.

“Se o objetivo é combater um possível crime ambiental, essa não é a solução. A destruição desses equipamentos está causando novos impactos ambientais, com poluição do ar, do solo e do próprio rio. Se queremos respeitar o meio ambiente, precisamos dar o exemplo”, afirmou Diego Guimarães.
O parlamentar afirmou que irá acompanhar o caso e defendeu a apuração das circunstâncias da ação, principalmente diante da determinação anunciada pelo Governo de Mato Grosso que proibiu a queima de maquinários e equipamentos apreendidos em operações de combate a crimes ambientais.
“Até quando isso vai acontecer, minha gente? Até quando esse tipo de fiscalização vai continuar acontecendo no estado de Mato Grosso? O combate ao crime ambiental precisa acontecer, mas precisamos respeitar as regras e dar o exemplo na defesa do meio ambiente”, afirmou Diego Guimarães, em vídeo publicado no Instagram.
A mudança de procedimento foi anunciada pelo governador Otaviano Pivetta, em abril deste ano, e estabeleceu que os equipamentos apreendidos devem receber uma nova destinação, como uso em atividades de interesse público ou encaminhamento para leilão. A medida também teve como objetivo reduzir impactos ambientais provocados pela destruição por fogo.
“É importante dizer que o governador Otaviano Pivetta proibiu a queima de maquinários, uma luta que a gente tem desde o início do nosso mandato. Está proibida a queima de maquinários, como a que aconteceu no Rio Peixoto, ali no extremo norte do estado de Mato Grosso”, afirmou o deputado.
Ao comentar as imagens da operação, Diego questionou os impactos ambientais provocados pela queima dos equipamentos e destacou que o procedimento pode gerar novos danos ao meio ambiente.
“Se é para combater crime ambiental, ou possível crime ambiental, essa não é a solução. Sabe por quê? Está poluindo o ar, está poluindo o solo e olha o tanto de óleo aqui dentro do rio”, declarou.
O deputado informou ainda que buscou informações junto ao Governo do Estado após tomar conhecimento do caso. Segundo ele, conversou com o governador Otaviano Pivetta, com o chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, e com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.
“Ela disse que não há fiscalização da Sema nesse caso e que, possivelmente, seja a Polícia Ambiental. Eu quero que as devidas providências sejam tomadas, porque isso daqui nós não podemos aceitar”, afirmou.
Diego Guimarães também destacou que mantém diálogo com a cooperativa dos balseiros da região e ressaltou que os trabalhadores têm buscado a regularização da atividade junto aos órgãos competentes.
“Nós estamos em constante diálogo com a cooperativa dos balseiros da região. Eles têm trabalhado de maneira muito forte na sua regularização para obter autorização para trabalhar. O que falta, talvez, seja o documento que o próprio Estado pode emitir. Questões burocráticas, questões legais, às vezes, precisam ser superadas. Mas são trabalhadores e trabalhadoras que querem apenas manter suas famílias”, disse.
O parlamentar reforçou que sua cobrança não representa defesa de atividades ilegais, mas a necessidade de que as ações de fiscalização sejam conduzidas de forma responsável, com respeito às normas ambientais e aos procedimentos definidos pelo poder público.
“Eu não posso aceitar. Eu não vou me calar. Vou acompanhar esse caso até o final. Quero externar aqui a toda a população da região que estarei ao lado de vocês, investigando e acompanhando, para que esse tipo de cena não aconteça mais no nosso Estado”, afirmou.
Diego concluiu defendendo que o Estado combata os crimes ambientais, mas também seja exemplo na aplicação das próprias regras.
“Se quer respeitar o meio ambiente, vamos fazer e dar o exemplo”, finalizou.
Fim da queima de maquinários
Em abril deste ano, o Governo de Mato Grosso anunciou uma nova diretriz para a destinação de equipamentos apreendidos em operações ambientais. A medida foi construída em parceria com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM).
Pela nova política, máquinas e equipamentos apreendidos devem ser destinados para uso público ou leilão, evitando a destruição por fogo e permitindo que os bens possam ser utilizados em benefício da população.
Segundo o Governo do Estado, a mudança também busca reduzir os impactos ambientais causados pela queima de equipamentos, como a emissão de fumaça tóxica e a contaminação decorrente da destruição dos materiais.


























