Nacional

A história do dragão na garagem

Publicado

Dragão na garagem reflete a necessidade de dados na ciência arrow-options
Friedrich Johann Justin Bertuch

Ilustração de 1806

Conheci essa história com o grande astrônomo e divulgador Carl Sagan.

Imagine que um vizinho vem te dizer, “Cara, você não vai acreditar, mas tem um dragão na minha garagem!”

“Uau, sensacional!”, respondo. “Posso ir lá ver?”

“Puxa, infelizmente, ele é invisível.”

Que decepção, né.

“Tudo bem, então deixa eu sentir o hálito dele pra ver se tem cheiro de enxofre mesmo.”

“Ah, mas ele também não tem cheiro.”

Começo a ficar bastante decepcionado.

“Ok, então pelo menos deixa eu passar a mão nele para sentir como são as escamas.”

“Só que esse dragão é intangível.”

A essa altura, desisto e mando meu vizinho catar coquinho.

Para todos os efeitos, esse dragão não existe. Não importa se meu vizinho está mentindo ou não, porque não tenho como verificar o que ele está dizendo.

O mesmo vale para o método científico. É muito difícil dizer que estamos tentando encontrar a verdade absoluta do Universo, já que não temos como ter certeza.

Isaac Newton estava certo por centenas de anos ao dizer que corpos no espaço se atraem mutuamente. Até que um tal de Albert Einstein, no século XX, chegou e disse que na verdade os corpos deformam o espaço-tempo ao seu redor.

Pode parecer uma loucura, e seria se os dados não demonstrassem que a teoria de Einstein estava correta. Os dados transformaram uma ideia excêntrica na nova “verdade” — ou pelo menos no novo paradigma científico para a gravitação universal. Até que um novo modelo e novos dados mostrem algo que Einstein não previu.

Para crer em algo como verdade científica, precisamos dos dados para suportar nossas hipóteses. Não importa se quem fala é um gênio ou um excêntrico, nossas afirmações sempre carecem de verificação experimental, algo que qualquer um possa usar para falsificar ou confirmar o modelo.

O mesmo deve valer para políticas públicas. Governantes devem se apoiar em evidências científicas para guiar suas ações. Sem os dados, não há como estabelecer parâmetros no que diz respeito a temas como o aquecimento global ou os incêndios na Amazônia.

Sem os dados, estamos à mercê deste ou daquele grupo ideológico que pode criar suas próprias verdades.

Acompanhe o colunista no Twitter

Leia mais: a ciência brasileira em perigo

Comentários Facebook
publicidade

Nacional

Jiboia é encontrada por funcionários em prédio da UFRJ; assista

Publicado

Homem recolhendo cobra na UFRJ arrow-options
Reprodução

Animal foi removido na tarde desta segunda (4)

Uma jiboia foi encontrada e retirada de uma das unidades da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) nesta segunda-feira (4), na Ilha do Fundão. Segundo informações divulgadas pela Associação de Docentes da UFRJ, a AdUFRJ, a cobra foi encontrada por volta de 12h por funcionários que faziam a limpeza do bloco A do Centro de Tecnologia (CT).

A Associação informou ainda que a Brigada de Incêndio da Coppe foi acionada para remover o animal com segurança. Mesmo atraindo uma grande quantidade de alunos, professores e funcionários, muitos que frequentam o campus da universidade relatam que não é a primeira vez que um animal aparece por ali. Segundo o aluno Huang Ken Wei, mestrando no Programa de Planejamento Energético da Coppe, outros animais também costumam aparecer no local.

Leia também: Mulher é encontrada morta com cobra no pescoço em ‘casa de répteis’

“Já vi cavalos e muitas aranhas enormes. Ali no subsolo do CT tem muita coisa. É provável que se vasculharem ali, os funcionários vão achar outros animais. Os alunos dizem que tem até jacaré no mangue!”

Já o aluno Matheus Soliz, que cursa Letras na UFRJ, conta que nunca viu algum tipo de animal silvestre no campus, mas que o aparecimento da cobra na universidade deixou um clima de insegurança entre os alunos.

Leia também: Briga entre vespa e cobra-coral por corpo de outra cobra viraliza; assista

“Nunca vi nenhum tipo de animal potencialmente perigoso no campus. Mas a história da jiboia me deixa um pouco inseguro. Se é possível aparecer no CT, o prédio com a melhor infraestrutura da UFRJ e cheio de recursos, pode muito bem aparecer no meu prédio, a Letras, que tem uma infraestrutura que deixa muito a desejar”, lamentou.

Comentários Facebook
Continue lendo

Nacional

Polícia prende mais um suspeito de participar do assalto de Viracopos

Publicado

Assalto em Viracopos arrow-options
Redes sociais / Reprodução

Suspeito de participar do assalto foi preso em Caruaru.

A polícia prendeu no domingo mais um suspeito de participar do assalto a um carro forte no aeroporto de Viracopos, em Campinas, no interior de São Paulo. O homem, não-identificado, de 34 anos, foi detido nas proximidades da Feira da Sulanca, em Caruaru (PE). Com ele foram apreendidos cerca de R$ 300 mil em espécie. Segundo a Polícia Federal, o preso também é suspeito de participar de assaltos a bancos e transportadoras de São Paulo.

Leia também: Polícia prende três suspeitos de participar do roubo ao Aeroporto de Viracopos

A PF também prendeu outro homem. A suspeita é de que eles estavam planejando praticar algum roubo no Agreste pernambucano.

O assalto em Viracopos ocorreu no dia 17 de outubro e terminou com três pessoas mortas e quatro baleadas. Pelo menos seis bandidos fortemente armados invadiram o portão E24 do terminal em caminhonetes semelhantes às da Aeronáutica. O bando conseguiu entrar e fugir com dois malotes de dinheiro. Mais de dez membros da quadrilha esperavam do lado de fora.

Após bloqueio de rodovias e troca de tiros com policiais, todo o dinheiro roubado foi recuperado. Um dos criminosos chegou a invadir uma casa no bairro Vida Nova e fazer dois reféns.

Leia também: Criança de 2 anos joga carro dentro de piscina no interior de São Paulo

Mais de 20 malotes com valores em espécie, avaliados em R$ 13 milhões, estavam na mira do bando. Na hora do roubo , eram escoltados pela transportadora de valores Brink’s.

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana