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Campanha contra assédio no carnaval se estende para mais cinco estados

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Agência Brasil

Foto de braços tatuados na campanha contra o assédio no carnaval arrow-options
Reprodução/Instagram Não É Não

Campanha usa tatuagens para espalhar mensagem de consentimento

A campanha Não é Não contra o assédio no carnaval , criada em 2017 por um coletivo de mulheres vai chegar, este ano, a 15 estados brasileiros, incluindo Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Piauí, Paraíba e Espírito Santo, que participam pela primeira vez da ação.

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O coletivo distribui tatuagens temporárias com os dizeres Não é Não, faz palestras e rodas de conversa para conscientização sobre o tema. Em entrevista à Agência Brasil , a estilista Aisha Jacon, uma das criadoras da campanha, disse que o balanço da ação é positivo. “A gente vê uma adesão super expressiva e entende que o assunto tem de ser tratado. Há uma lacuna”, manifestou.

Em 2017, foram distribuídas 4 mil tatuagens ; no ano passado, esse número evoluiu para 186 mil. Para o carnaval de 2020, a meta é produzir 200 mil tatuagens. Aisha Jacob reconheceu, entretanto, que tudo vai depender da verba que for obtida por meio do financiamento coletivo, pelo site do coletivo . “É preciso que haja mais contribuições de pessoas físicas mesmo”.

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Reação

Indagada sobre a reação masculina à campanha, Aisha disse que tem de tudo, “desde apoio, homem que acha incrível e contribui (financeiramente), como tem aqueles que incomodam bastante”. Ela vê a campanha como um projeto de reeducação geral. “É fazer entender que assédio não é legal. É diferente de paquera. É um processo. Não vai ser do dia para a noite que a gente vai conseguir”.

Um dos projetos do coletivo que depende também de apoio financeiro para se expandir abrange a realização de palestras e rodas de conversa em escolas e universidades. Até o momento, as voluntárias do coletivo visitaram algumas escolas e faculdades em alguns estados.

“É o lugar que a gente mais gosta de estar como projeto”. Aisha mencionou o retorno que o projeto teve em uma escola em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro, onde as alunas relataram terem sofrido uma situação de assédio, que levaram para a diretoria. “Elas conversaram com o menino e conseguiram fazer um movimento dentro da escola de forma diferente”.

Manifesto

No manifesto contra o assédio nos espaços públicos o coletivo de mulheres salienta: “O corpo é uma festa mas não é público! O corpo é nosso e não está disponível a quem queira. Não aceitamos nenhuma forma de assédio: seja visual, verbal ou física. Assédio não é elogio. Assédio é constrangimento. É violência! Defendemos nosso direito de ir e vir, de nos divertir, de trabalhar, de gozar, de se relacionar. De ser autêntica. Que todas as mulheres possam ser tudo aquilo que quiserem ser”.

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O grupo se considera um escudo de proteção para as mulheres. “Criamos juntas um escudo, uma barreira de proteção e conexão. Formamos uma rede de apoio entre mulheres. Mais do que um recado para os homens, uma afirmação feminina do nosso desejo: podemos e vamos dizer não! É por isso que tatuamos nos nossos corpos: Não é Não! Por todas as mulheres que tiveram seus corpos violados, que sentiram medo de andar na rua, que tiveram vergonha, que sendo vítimas, se sentiram culpadas. Por todas as meninas que já nasceram ou irão nascer. Para que todas possam viver em um mundo com mais equidade de direitos e oportunidades. Por todas essas mulheres repetimos: Não é Não”.

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Festa durante crise da água no Rio motivou a demissão de presidente da Cedae

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Reprodução/ Jornal Atual

O ex-presidente da Cedae Helio Cabral

A demissão de Hélio Cabral da presidência da Cedae , na segunda-feira (10), teve o vazamento de fotos dele se divertindo em uma festa de luxo como a gota d’água para situação. As imagens obtidas pelo “Jornal Atual Rio” mostram o então chefe da companhia em uma banheira de uma cobertura na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, junto com amigos e até integrantes executivos da Companhia. A festa aconteceu no dia 12 de janeiro, quase dez dias após a crise da água estar instalada na capital e na Baixada Fluminense, com a proliferação da geosmina, que trouxe mau cheiro e gosto para torneiras.

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Já a rádio “CBN” informou que os registro do agora ex-presidente da Cedae já circulavam entre membros de vários escalões do governo do estado há semanas. No entanto, elas só foram divulgadas publicamente pela primeira vez nessa segunda-feira.

Hélio Cabral será substituído pelo engenheiro Renato Espírito Santo. A decisão de troca no comando da companhia chega 40 dias após o surgimento de informações de contaminação da água da Estação do Guandu, em Nova Iguaçu.

Nesse período, Cabral foi criticado por ter demorado em dar respostas sobre os problemas, além de ter feito promessas sobre o fim do cheiro e gosto na água, fato que ainda não se concretizou. Ele deve ser substituído pelo servidor de carreira Renato Espírito Santo.

Se inicialmente o governador Wilson Witzel afirmava que não demitiria Helio Cabral, a pressão, inclusive política, passou a ser insustentável. O desgaste começou primeiro por causa da demora do governador em se pronunciar: somente 10 dias após as notícias dos problemas, ele emitiu uma nota, enquanto passava férias na Disney, classificando os eventos como “inadmissíveis”.

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Depois, o governador tornou-se alvo de críticas por causa das indicações políticas na Cedae , em um movimento que seria comandado por Pastor Everaldo , presidente nacional do PSC de Witzel.

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Chuvas deixam mais de 500 desalojados e 142 desabrigados em São Paulo

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Agência Brasil

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Prefeitura de Botucatu

Cidades registraram quedas de árvores e enxurradas

Ao menos 516 pessoas ficaram desalojadas e 142 estão desabrigadas devido às chuvas que atingiram o estado de São Paulo na segunda-feira (10). Segundo o balanço da Defesa Civil estadual divulgado na manhã desta terça (11), os estragos foram maiores no Vale do Ribeira, na região metropolitana da capital paulista, na Baixada Santista e no Alto Tietê.

Em Botucatu, 80 pessoas estão desabrigadas e 27 ficaram desalojadas . De acordo com a prefeitura, 20 casas ficaram de baixo d’água com o transbordamento do Rio Lavapés. A força da enxurrada arrancou sete pontes e danificou outras cinco na cidade. O município decretou situação de emergência, assim como Laranjal Paulista e Taboão da Serra.

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Em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, 32 pessoas ficaram desalojadas. Ao todo, 190 residências foram atingidas pelos alagamentos decorrentes de transbordamento de córregos no município. Além disso, foram registrados três deslizamentos de terra que afetaram outras oito residências.

Também na região metropolitana da capital, Itaquaquecetuba teve quatro bairros inundados e um veículo caiu dentro de um córrego. As chuvas causaram ainda 19 desmoronamentos. Os estragos deixaram 100 desalojados e 28 desabrigados. Os municípios de Andradina, Salto, Santa Cruz da Esperança estão com situação de emergência decretada desde o início da semana passada.

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A Defesa Civil distribuiu até o momento 12 toneladas de mantimentos e produtos para ajuda humanitária nas cidades atingidas pelas chuvas. Apesar do afastamento da frente fria da costa paulista, a previsão para esta terça (11) é de continuidade das chuvas em todo o estado.

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