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Coluna – Calendário cheio no vôlei

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O calendário apertado é uma das principais reclamações de jogadores, técnicos e dirigentes no vôlei. A Federação Internacional da modalidade (FIVB) ainda não conseguiu equilibrar de forma saudável a sequência de competições de clubes e seleções ao longo da temporada. Em 2020 a situação é pior por causa da Olimpíada. A temporada de clubes termina em maio, mesmo mês em que se inicia a principal competição entre países antes dos Jogos Olímpicos, a Liga das Nações (VNL, na sigla em inglês).

A Liga deve ser o principal laboratório para as seleções na preparação para a Olimpíada de Tóquio. Afinal, é a oportunidade de cada país enfrentar os rivais diretos na busca pela medalha olímpica. Por outro lado, o torneio é extremamente desgastante. São cinco semanas consecutivas de jogos em diferentes países, sem contar com a fase final. Entre os homens, o torneio começa no dia 22 de maio e se estende até 21 de junho. Para as mulheres, as datas vão de 19 de maio a 18 de junho. Pela primeira vez as datas das finais masculina e feminina vão coincidir: serão realizadas entre os dias 1 e 5 de julho.

Neste ano, a seleção feminina faz as duas primeiras etapas em casa, nas cidades de Cuiabá e Brasília, respectivamente. Depois começa o giro pelo mundo: joga em sequência na China, na Polônia e fecha a primeira fase na Coreia do Sul. A etapa final será em Nanquim, na China. O time comandado por Renan dal Zotto estreia na VNL atuando nos Estados Unidos. Na segunda semana vem para o Brasil, onde atua em Brasília. Depois segue para Polônia e Irã antes de retornar ao solo brasileiro para a última etapa na cidade de Campo Grande. A fase final da Liga masculina acontece em Turim, na Itália.

Serão apenas 20 dias entre o final da Liga e o início da Olimpíada, entre 24 de julho e 9 de agosto. A verdadeira volta ao mundo em pouco mais de um mês causa prejuízos físicos em qualquer elenco. Ainda mais às vésperas da competição mais aguardada do ciclo. Por isso, é muito provável que os técnicos mesclem os times que vão atuar nas semanas da Liga das Nações. Força máxima, se necessário, apenas para a fase final.

A FIVB estuda alterações no calendário do vôlei mundial para os próximos anos. Mas 2020 tem ao menos uma novidade. Em agosto, após o fim dos Jogos Olímpicos, a entidade instituiu um período obrigatório de duas semanas para descanso dos atletas. A temporada nos clubes só poderá ser iniciada a partir de 15 de setembro.

Mais países classificados para Tóquio

Até domingo (12) estarão definidos todos os países classificados para os Jogos Olímpicos. Nesta semana estão sendo jogados os pré-olímpicos regionais, que distribuem as últimas cinco vagas em cada naipe para o torneio de vôlei. Até a sexta-feira (10), dia em que esta coluna foi escrita, quatro países já haviam carimbado o passaporte. No feminino, a Argentina venceu a disputa com a Colômbia e ficou com a vaga na América do Sul. No pré-olímpico africano, o Quênia superou o favorito Camarões e vai para Tóquio. Nos torneios masculinos, a França superou problemas e desbancou Sérvia, Bulgária e Alemanha para confirmar a vaga europeia. Na África quem se garantiu foi a Tunísia. A partir da confirmação dos últimos classificados será possível vislumbrar os grupos do torneio olímpico de vôlei.

Edição: Verônica Dalcanal

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Revanche cruzeirense encerra abertura do Brasileiro Feminino

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A vitória do Cruzeiro sobre o São Paulo, por 1 a 0, no Estádio das Alterosas, em Belo Horizonte, encerrou a primeira rodada do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino. O resultado de segunda-feira (10), sacramentado pelo gol de Vanessa, aos 34 minutos do primeiro tempo, teve gosto de revanche para as mineiras, que haviam sido superadas pelas tricolores na final da Série A-2 (segunda divisão) do Brasileirão do ano passado.

O restante da rodada de abertura, disputado entre sábado (8) e domingo (9), foi marcado por goleadas. A principal foi a do Avaí/Kindermann para cima do Vitória, em Caçador (SC), por 7 a 0. Julia Bianchi, Catyellen e Bruna Calderan, duas vezes cada, e Soraya marcaram para o time catarinense. Em Campinas (SP), a Ponte Preta não resistiu ao Iranduba: 5 a 0 para as amazonenses, com gols de Érica (2), Karol, Fabíola e Jaqueline.

Ferroviária e Santos também não encontraram dificuldades para largar bem no Brasileirão. As Guerreiras Grenás, atuais campeãs, fizeram 4 a 0 no Audax em Araraquara (SP) – Chu, Sâmia, Rafaela e Luana balançaram as redes. Mesmo placar da goleada das Sereias da Vila, em casa, sobre o Flamengo. Ex-jogadora rubro-negra, Larissa fez valer a “lei da ex” com dois gols. Ketlen e Cristiane, reestreando pela equipe alvinegra após quase 10 anos, completaram o placar.

No clássico da rodada, o Corinthians foi a Vinhedo (SP), onde o Palmeiras manda seus jogos, e levou a melhor no primeiro derby paulistano da história do Brasileiro Feminino. Giovanna Crivelari, Grazi e Erika garantiram a vitória por 3 a 1 – Carla Nunes descontou para as alviverdes.

Por fim, a dupla Gre-Nal também começou bem o torneio, com resultados positivos em casa. O Grêmio recebeu o Minas Icesp em Porto Alegre (RS) e venceu por 2 a 1 – Ju Oliveira marcou duas vezes, Isadora diminuiu. Já o Internacional fez 2 a 0 no São José em Novo Hamburgo (RS), com gols das estreantes Djeni e Byanca Brasil.

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Equipe feminina do Internacional venceu o São José por 2 a 0 – Divulgação/CBF

A segunda rodada começa nesta quarta-feira (12). Confira:

Jogos de quarta-feira (12)

15h – Vitória x Palmeiras

Barradão, em Salvador

19h – Flamengo x Ponte Preta

Giulite Coutinho, em Mesquita (RJ)

Jogos de quinta-feira (13)

19h – Audax x Grêmio

José Liberatti, em Osasco (SP)

19h – São José x Cruzeiro

Martins Pereira, em São José dos Campos (SP)

19h – Minas Icesp x Ferroviária

Bezerrão, no Gama (DF)

19h – São Paulo x Internacional

Centro de Formação de Atletas (CFA), em Cotia (SP)

20h30 – Corinthians x Avaí/Kindermann

Parque São Jorge, em São Paulo

21h – Iranduba x Santos

Ismael Benigno, em Manaus

Edição: Verônica Dalcanal

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Coluna – A importância dos Estaduais

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Os olhos do torcedor brasileiro, em sua maioria, se voltam para as disputas do Brasileirão e da Copa do Brasil. São as que reúnem as principais equipes do país, pagam maiores prêmios e que classificam para as competições internacionais. Antes delas, no apertado calendário do futebol brasileiro, acontecem os Campeonatos Estaduais, que contam com a tradição e a rivalidade local para se manterem vivos. São conhecidos de forma carinhosa – o Carioca, o Paulistão, o Gauchão, o Parazão. Pois é. Lá no Norte do país existe um campeonato que contribui para a história do futebol mundial.

Domingo passado a TV Brasil transmitiu mais uma edição do clássico Remo x Paysandu, o Re-Pa. Ele simplesmente é o clássico mais disputado do mundo, com 752 edições, por várias competições, incluindo as Séries A, B e C do Brasileirão. O “Clássico Rei da Amazônia”, como é conhecido, começou a ser disputado em 1914, com direito a um gol marcado por um jogador inglês – Matthews fez para o Paysandu, na vitória do Remo por 2 a 1.

A rivalidade é longa e surgiu de uma troca de documentos. Nem precisou ter disputa política, como Barcelona x Real Madrid, o “El Clásico” espanhol; de rivalidade social, como Boca Juniors x River Plate, o “Superclásico” argentino; nem de uma guerra religiosa, como Celtic x Rangers, “The Old Firm Derby”, na Escócia. Uma ou outra palavra mal escrita e a amizade entre o Fenômeno Azul (Remo) e a Fiel Bicolor (Paysandu) terminou.

Qual dos dois tem a maior torcida é uma discussão que nem vale a pena comentar. Cada instituto diz que é um, então é melhor falar dos dois juntos. No ano passado, a dupla teve o maior e o terceiro maior público da Série C. Um dos clássicos registrou 30.242 torcedores presentes, público maior que, entre outros, Palmeiras x Santos, Corinthians x Bahia e Grêmio x Flamengo, todos pelas Série A de 2019.

Do Pará já saíram jogadores de sucesso, aqui e no exterior. Dos mais famosos, o Doutor Sócrates defendeu a Seleção em Copa do Mundo, idealizou a Democracia Corintiana e foi ídolo no Flamengo; Giovanni brilhou no Barcelona da Espanha, foi para a Seleção e ainda descobriu Paulo Henrique Ganso, que surgiu no Santos ao lado de Neymar e hoje está no Fluminense. Além deles, podemos citar Quarentinha, um dos maiores artilheiros da história do Botafogo; Paulo Vítor, goleiro tricampeão pelo Fluminense; Charles Guerreiro, que caiu nas graças da torcida do Flamengo; Rosemiro,  do Palmeiras, do Vasco e medalha de ouro no Pan, com a Seleção; Pikachu, lateral com mais gols na história do Vasco.

Como se vê, o estado do Pará nos dá motivos de sobra para termos atenção com os Estaduais. Não fossem esses torneios, não haveria rivalidade, novos valores nem história. Os críticos vão chiar, mas com certeza até eles criaram paixão pelo futebol nas arquibancadas de um Grenal, um Fla-Flu, um Ba-Vi, um San-São e, por que não, de um Re-Pa.

Edição: Verônica Dalcanal

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