Mato Grosso

Comissão especial da ALMT pede volta às aulas após julho

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Durante a primeira reunião de forma remota, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, a Comissão Especial que vai discutir a retomada das atividades escolares nas redes públicas estadual e municipal, suspensas como forma de prevenção à transmissão do novo coronavírus (Covid-19), sugeriram que a volta às aulas precisa acontecer após o mês de julho.

Durante a reunião de instalação, os membros da comissão externaram preocupação em relação à preservação da vida e da saúde dos profissionais da educação, dos estudantes e de seus familiares. Por esse motivo, posicionaram-se contrários ao retorno das aulas ainda no primeiro semestre do ano e defenderam que seja analisada a possibilidade de retomada das atividades no segundo semestre.

“Esquece esse semestre. Há tempo para tudo. Agora é tempo de recolhimento. Qual pai e qual mãe vai mandar seus filhos para a escola? Vamos começar a nos preocupar com isso a partir da segunda quinzena de julho. Não podemos expor as crianças. Temos que ter responsabilidade”, declarou o deputado estadual Wilson Santos (PSDB).

A comissão se reunirá todas as segundas-feiras, às 14h, e será presidida pelo deputado estadual Valdir Barranco (PT), tendo como membros os demais deputados que compõem a Comissão Permanente de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto, bem como representantes do Ministério Público do Estado, do Tribunal de Contas do Estado, da Associação Mato-grossense dos Municípios, da União dos Dirigentes Municipais de Educação, da Secretaria de Estado de Educação, da Secretaria de Estado de Saúde e do Sindicado dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso.

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga, transmitiu à comissão a preocupação dos prefeitos de Mato Grosso. “Neste momento retornar as aulas seria jogar fora tudo o que foi feito desde o início. A maioria dos prefeitos não concorda com retorno das atividades escolares nos próximos dois meses. Gostaríamos de discutir o assunto a partir do mês de julho”.

Neurilan também pediu que o retorno das aulas nas redes estadual e municipal de ensino seja tratado de forma conjunta pela comissão e sugeriu a formação de subcomissões para analisar dados científicos relacionados à disseminação do vírus, bem como medidas a serem adotadas nas escolas referentes a questões sanitárias, legais, jurídicas e contábeis, como a contratação de profissionais para substituir os que fazem parte do grupo de risco.

O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior concordou que as discussões devem levar em consideração as redes municipal e estadual de ensino e afirmou que o Ministério Público Estadual também entende não haver condições para retorno das aulas no primeiro semestre.

O vice-presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) de Mato Grosso, Eduardo Ferreira da Silva, salientou a necessidade de alinhar o cumprimento do calendário escolar à estrutura ofertada nas escolas. Já o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), Valdeir Pereira, criticou a decisão do município de Sinop, que determinou o retorno às aulas na semana passada.

Evolução de casos em MT – O deputado Lúdio Cabral (PT) apresentou levantamento feito por ele a partir de dados relativos ao avanço dos casos de Coronavírus em Mato Grosso e no Brasil. Entre as diversas informações destacadas pelo parlamentar, está a constatação de semelhança de comportamento das curvas nacional e estadual no que se refere ao número total de casos por milhão de habitantes registrado dia a dia. O fato, segundo ele, permite fazer uma projeção do que poderá acontecer em Mato Grosso nos próximos dias, caso seja mantida a taxa média semanal de crescimento.

Ainda conforme o deputado, se for mantida a taxa de crescimento da ocupação de leitos do SUS registrada nos últimos 10 dias em Mato Grosso, a expectativa é que 100% dos leitos estejam ocupados até o dia 25 de maio. “Tudo o que vai acontecer sofre influência direta do grau de isolamento social que estamos observando em nosso estado”, observou.

Seduc – A secretária-adjunta de Gestão Educacional da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Rosa Maria Luzardo, afirmou que o governo vem realizando ações para se adequar à realidade do momento e minimizar os prejuízos gerados aos alunos, como a implantação de uma plataforma digital para que os estudantes possam dar prosseguimento aos estudos. Por fim, garantiu que todas as discussões referentes ao calendário escolar serão feitas de maneira transparente com a comissão.

 

Por Olhar Direto

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Mato Grosso

Pedro Satélite assume cargo na Assembléia Legislativa após deputado se licenciar

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O ex-deputado Pedro Satélite (PSD), que tem base eleitoral na região de Guarantã do Norte, volta à Assembleia Legislativa de Mato Grosso nesta semana. Ele assume o lugar do deputado Sebastião Rezende (PSC), que se licenciou “por motivos particulares” pelo prazo máximo de quatro meses. A expectativa é de que Satélite, que não conseguiu a reeleição em 2018, participe das sessões on line já nesta quarta-feira (17).

A licença do pastor Sebastião Rezende foi comunicada na sexta-feira (12), junto com o comunicado de substituição por Pedro Satélite, que não é o primeiro suplente da chapa. Por direito, a vaga seria do sinopense Silvano Amaral (MDB), que não vai sair da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF) para voltar, provisoriamente, ao parlamento.

O segundo suplente, Toninho de Souza (PSD), que é vereador em Cuiabá e que já ocupou uma cadeira na Assembleia ano passado também abriu mão para atender ao “rodízio” da coligação e dar o acesso a Pedro Satélite.

O político do Nortão é experiente no parlamento. Se elegeu pela primeira vez em 1994, reelegendo-se duas vezes seguidas em 1998 e 2002. Nas eleições de 2006 e 2010 ficou na suplência, assumindo definitivamente em 2013. No ano seguinte, em 2014, reelegeu-se e em 2018, com 13.860 votos não conquistou a vaga.

Só Notícias/Marco Stamm 

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Mato Grosso

Saúde de Mato Grosso entrará em colapso nos próximos dias

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O secretário de Estado de Saúde (SES), Gilberto Figueiredo, alertou que Mato Grosso já pode se considerar em estado de colapso da saúde pública. Os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) devem ter ocupação total já nos próximos dias e não há nada que possa ser feito com efeitos imediatos. A consequência dessa situação será um número inevitável de mortes por pacientes que serão tratados em leitos de enfermaria, mesmo necessitando de UTI. As afirmações foram feitas durante entrevista coletiva de imprensa nesta terça-feira (9), transmitida por meio das redes sociais.

“Marcar o dia exato [para o colapso] é complicado. Marcar o dia vai colapsar? Por que nós não podemos admitir que já colapsou? Porque, se nós já sabemos que vamos receber uma demanda de número de pacientes que não vai encontrar leitos de UTI nos próximos dias ou nas próximas horas, qual é o momento exato de dizer que [o sistema] colapsou? Se não tem leito à disposição, se não tem profissional à disposição, o que mais falta para decretar o colapso? Então, não nos enganemos, já colapsou!”, exclamou.

Gilberto explicou que a situação no estado já não está mais sob controle e o número de casos tem aumentado muito nos últimos dias. Entre a tarde de segunda-feira (8) e a manhã de terça, quando o secretário concedeu a entrevista, 10 novos pacientes foram internados em leitos de UTI.

Até o momento da transmissão, duas grandes unidades de saúde estadual já tinham assumido o status de colapso. O Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, e o Hospital Estadual Santa Casa, em Cuiabá, já não possuem nenhum leito de UTI disponível para atendimento a vítimas de covid-19.

Durante toda a transmissão, Figueiredo pontuou atitudes que poderiam evitar a nova realidade em que Mato Grosso se encontra. Duas delas se destacam: não promover aglomeração de pessoas, com o cumprimento do isolamento social, sempre que possível e proatividade dos prefeitos em contribuir para aumentar o número de leitos de UTI em seus municípios.

Esses dois pontos foram duramente criticados pelo secretário como determinantes para a atual situação.

A briga entre governo do Estado e Prefeitura de Cuiabá também foi alvo das críticas de Gilberto. Isso porque o Município se recusa a fornecer seus leitos para a Central de Regulação Estadual, mesmo tendo um bom número de UTI disponível.

Até a noite de segunda-feira, Mato Grosso tinha 4.243 casos confirmados de covid-19, sendo 1.454 pessoas curadas, 227 pacientes hospitalizados, 2.436 em isolamento social e 126 vítimas fatais.

Em março, o então ministro da Saúde, Henrique Mandetta, explicou a classificação técnica de colapso no sistema de saúde. Ele é definido quando, ainda que haja dinheiro, plano de saúde e ordem judicial, não há vaga disponível para atender ao paciente.

Fonte: Jornal Estadão

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