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Deputado Diego Guimarães defende famílias da divisa entre Mato Grosso e o Pará

O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) entrou no debate sobre a disputa territorial entre Mato Grosso e Pará que voltou a ser discutida no Supremo Tribunal Federal (STF). Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que a discussão precisa ir além da questão cartográfica e considerar a situação das famílias que vivem nas regiões de fronteira entre os dois estados.

Segundo Diego Guimarães, moradores de comunidades próximas a municípios como Guarantã do Norte, Novo Mundo, Alta Floresta, Paranaíta e Apiacás dependem historicamente da estrutura oferecida por Mato Grosso para ter acesso a serviços essenciais.

“O problema é que, muitas vezes, essas pessoas vivem em áreas que estão no mapa do Pará, mas que, na prática, não recebem a presença do Governo do Pará”, afirmou o deputado.

Durante a manifestação, Diego destacou que municípios mato-grossenses frequentemente acabam prestando apoio às comunidades da região, seja com manutenção de estradas, transporte ou serviços públicos, mas enfrentam insegurança jurídica por atuarem em áreas consideradas oficialmente território paraense.

Morador de Guarantã do Norte durante toda a infância, o parlamentar afirmou conhecer de perto a realidade das comunidades localizadas na faixa de divisa, especialmente regiões como o Vale do XV. “A minha origem é Guarantã do Norte. Eu convivo com essa realidade desde criança e, hoje, como deputado, continuo acompanhando de perto a situação dessas famílias”, declarou.

Diego Guimarães também afirmou que pretende acompanhar a discussão no STF e defender que a população local seja ouvida antes de qualquer definição definitiva sobre os limites territoriais.

“Antes de falar de terra, precisamos falar de pessoas”, concluiu. A disputa entre Mato Grosso e Pará envolve uma área de aproximadamente 22 mil quilômetros quadrados e voltou à pauta após o Governo de Mato Grosso questionar, no STF, uma decisão anterior da Corte sobre os limites entre os estados. O caso deverá passar por audiência de conciliação conduzida pelo ministro Flávio Dino.

Autor: Ericksen Vital

Fonte: Da Assessoria de Imprensa

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