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Dodge pede que Bolsonaro vete projeto de abuso e fala sobre sucessão na PGR

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Divulgação/Governo de Transição

Procuradora-geral da República, Raquel Dodge, em conversa com o presidente Jair Bolsonaro

 BRASÍLIA – Depois de se reunir com o presidente  Jair Bolsonaro  no fim da tarde desta quinta-feira, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, informou ter solicitado que ele vete o projeto de lei de abuso de autoridade ou pelo menos parte do texto, aprovado na semana passada pelo Congresso.

Outro tópico da conversa foi a sucessão no comando da  Procuradoria-Geral da República (PGR) . A própria Dodge é candidata à recondução, apesar de não integrar a lista tríplice da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR).

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A reunião ocorreu no Palácio do Planalto e durou cerca de 50 minutos. De acordo com a PGR, que divulgou um relato sobre o encontro, Dodge destacou nove artigos do projeto que “não podem deixar de ser vetados”.

Ela explicou ao presidente que o combate ao abuso de autoridade de agentes de Estado , entre eles magistrados, membros do Ministério Público, parlamentares que atuam em comissões parlamentares de Inquérito (CPIs) e policiais, “não pode enfraquecer as instituições do Sistema de Justiça, sem as quais o crime e os ilícitos prosperam e os conflitos sociais seguirão sem solução”.

Segundo a procuradora-geral, o texto prevê “tipos penais abertos e imprecisos”. Um dos resultados, para ela, seria a intimidação de magistrados, promotores, procuradores e delegados de polícia no desempenho de suas competências básicas, o que traria insegurança jurídica e poderia afetar o combate a crimes como a corrupção e a lavagem de dinheiro.

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 “A Justiça pública substitui a vingança privada e, para isso, precisa de uma estrutura jurídica à altura do desafio de punir criminosos sem hesitação, sem medo e sem excessos. O Sistema de Justiça enfraquecido não contribui para a paz social, pois é incapaz de resolutividade”, disse Dodge, segundo a PGR.

Ao falar sobre a escolha do presidente sobre o comando da PGR , ela argumentou “a democracia liberal brasileira depende de instituições fortes, que reconheçam o regime de leis e atuem nos estritos limites de independência e harmonia estabelecidos na Constituição”.

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O atual mandato de Dodge termina no dia 17 de setembro. Bolsonaro, que havia prometido anunciar sua escolha até meados de agosto, não se comprometeu com um novo prazo publicamente. Dentro do Palácio do Planalto, a previsão é que a indicação seja anunciada até, no máximo, o dia 7 de setembro, para que a pessoa escolhida tenha um tempo mínimo para ser sabatinada no Senado –ao qual cabe aprovar ou não a nomeação.

De acordo com a PGR, Dodge “avaliou de forma positiva o encontro, reiterando a importância de o presidente estar bem informado sobre o modo de funcionamento do MP para a tomada de decisões”.

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Jiboia é encontrada por funcionários em prédio da UFRJ; assista

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Reprodução

Animal foi removido na tarde desta segunda (4)

Uma jiboia foi encontrada e retirada de uma das unidades da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) nesta segunda-feira (4), na Ilha do Fundão. Segundo informações divulgadas pela Associação de Docentes da UFRJ, a AdUFRJ, a cobra foi encontrada por volta de 12h por funcionários que faziam a limpeza do bloco A do Centro de Tecnologia (CT).

A Associação informou ainda que a Brigada de Incêndio da Coppe foi acionada para remover o animal com segurança. Mesmo atraindo uma grande quantidade de alunos, professores e funcionários, muitos que frequentam o campus da universidade relatam que não é a primeira vez que um animal aparece por ali. Segundo o aluno Huang Ken Wei, mestrando no Programa de Planejamento Energético da Coppe, outros animais também costumam aparecer no local.

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“Já vi cavalos e muitas aranhas enormes. Ali no subsolo do CT tem muita coisa. É provável que se vasculharem ali, os funcionários vão achar outros animais. Os alunos dizem que tem até jacaré no mangue!”

Já o aluno Matheus Soliz, que cursa Letras na UFRJ, conta que nunca viu algum tipo de animal silvestre no campus, mas que o aparecimento da cobra na universidade deixou um clima de insegurança entre os alunos.

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“Nunca vi nenhum tipo de animal potencialmente perigoso no campus. Mas a história da jiboia me deixa um pouco inseguro. Se é possível aparecer no CT, o prédio com a melhor infraestrutura da UFRJ e cheio de recursos, pode muito bem aparecer no meu prédio, a Letras, que tem uma infraestrutura que deixa muito a desejar”, lamentou.

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Polícia prende mais um suspeito de participar do assalto de Viracopos

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Redes sociais / Reprodução

Suspeito de participar do assalto foi preso em Caruaru.

A polícia prendeu no domingo mais um suspeito de participar do assalto a um carro forte no aeroporto de Viracopos, em Campinas, no interior de São Paulo. O homem, não-identificado, de 34 anos, foi detido nas proximidades da Feira da Sulanca, em Caruaru (PE). Com ele foram apreendidos cerca de R$ 300 mil em espécie. Segundo a Polícia Federal, o preso também é suspeito de participar de assaltos a bancos e transportadoras de São Paulo.

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A PF também prendeu outro homem. A suspeita é de que eles estavam planejando praticar algum roubo no Agreste pernambucano.

O assalto em Viracopos ocorreu no dia 17 de outubro e terminou com três pessoas mortas e quatro baleadas. Pelo menos seis bandidos fortemente armados invadiram o portão E24 do terminal em caminhonetes semelhantes às da Aeronáutica. O bando conseguiu entrar e fugir com dois malotes de dinheiro. Mais de dez membros da quadrilha esperavam do lado de fora.

Após bloqueio de rodovias e troca de tiros com policiais, todo o dinheiro roubado foi recuperado. Um dos criminosos chegou a invadir uma casa no bairro Vida Nova e fazer dois reféns.

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Mais de 20 malotes com valores em espécie, avaliados em R$ 13 milhões, estavam na mira do bando. Na hora do roubo , eram escoltados pela transportadora de valores Brink’s.

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