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Enfrentamento à Desinformação: uso do termo fake news para rotular a desinformação é atentado à democracia, diz especialista

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O segundo vídeo da série Enfrentamento à Desinformação mostra que, ao longo do tempo, a expressão fake news ganhou uma conotação pejorativa e passou a ser utilizada para desqualificar qualquer coisa. Por isso, a grande maioria dos especialistas defende a utilização da expressão “desinformação” no lugar de fake news.

Para a coordenadora do Projeto Credibilidade e ex-presidente do Projeto Projor, Angela Pimenta, usar o termo fake news para rotular a desinformação, a má informação e a informação errada ou equivocada é um atentado ao ofício jornalístico e, por extensão, à democracia. “Maus políticos no mundo inteiro têm tentado rebater informações que não são favoráveis a eles com esse nome [fake news]. Isso também pode incitar a perseguição de jornalistas tentando fazer o seu trabalho”, alerta.

Na visão da advogada especializada em liberdade de expressão e internet Taís Gasparian, o termo fake news é ambíguo, impreciso e utilizado por políticos para desacreditar a imprensa. Para o professor de Direito Eleitoral Diogo Rais, a expressão acabou ganhando uma conotação pejorativa e se transformou numa espécie de arma para desqualificar o emissor.

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Daniel Bramatti, presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), recomenda que o termo fake news não seja utilizado em matérias jornalísticas, por abarcar uma quantidade muito grande de elementos que simulam uma notícia, mas que não necessariamente sejam notícias.

Série de vídeos

Produzida pelo Núcleo de TV da Assessoria de Comunicação (Ascom) do TSE, a série de cinco vídeos acerca do enfrentamento da desinformação traz depoimentos de especialistas nacionais e internacionais que participaram do Seminário Internacional Fake News e Eleições, realizado em maio deste ano pela Corte Eleitoral com o apoio da União Europeia.

Confira, no canal do TSE no YouTube, os vídeos já publicados da série. O tema da próxima semana será a importância da identificação de notícias falsas.

MC/LC

 

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TRE-BA encerra biometria em mais 39 municípios, atingindo mais de 85% de regularizações nessas cidades

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Com o encerramento do recadastramento biométrico em mais 39 municípios baianos, ocorrido na quinta-feira (31/10), o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) registrou o percentual de 85,33% (455.152 mil eleitores) de regularizações nessas cidades, sem ocorrências de filas registradas durante todo o período da revisão.

A Bahia ultrapassou a marca de 9 milhões de eleitores biometrizados (87,35%) e é o segundo estado, em números absolutos, de eleitores revisados (atrás apenas de São Paulo), além de possuir o maior percentual entre os Regionais de grande porte.

O presidente do regional baiano, desembargador Jatahy Júnior, avaliou o balanço como exitoso. “Considero que o percentual de mais de 85% de regularizações é, sem dúvida, vitorioso. Conseguimos alcançar esse número sem filas e com muita tranquilidade. Aqueles que não atenderam à convocação da Justiça Eleitoral provavelmente são pessoas que residem em outros municípios”, explicou.

De acordo com o aplicativo Biomaps, das três cidades que bateram recorde no atendimento, se destacou, em primeiro lugar, o município de São Gonçalo dos Campos, que registrou o maior percentual de biometrizados: 93,88% (26.401). Já a cidade de Conceição da Feira registrou 93,42% (15.682) de atendimentos. Em terceiro lugar, com 90,68% (11.118), ficou Angical.

Caminho do sucesso

Desde o início desta nova fase da biometria, iniciada em maio de 2019, uma série de ações foram realizadas com o objetivo de alcançar a meta estipulada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foi lançado, de forma inédita, o agendamento eletrônico preferencial e universal para todos os 417 municípios baianos. No serviço, o eleitor poderia acessar o site do TRE-BA e escolher o dia e o horário para realizar a revisão biométrica.

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Também foi implementado o telefone 0800 071 6505, com o mesmo objetivo, além dos mutirões – com funcionamento dos cartórios nos finais de semana. Outra inovação foi o agendamento via WhatsApp, possibilitando mais um canal de atendimento ao cidadão, todos com a garantia de que a conclusão da biometria na Bahia fosse realizada sem filas quilométricas, “respeitando a cidadania”, um dos compromissos da atual gestão do TRE baiano.

Foram realizadas 25 audiências públicas, em Salvador e no interior da Bahia, contemplando todos os municípios em revisão. Os eventos, que tiveram o objetivo de firmar alianças com os poderes públicos e a sociedade civil das cidades envolvidas, contaram com a participação do desembargador Jatahy Júnior e de demais membros da Corte, além do procurador eleitoral Cláudio Gusmão.

Além de percorrer as cidades em convocação extraordinária, o presidente Jatahy lançou o Caminhão da Biometria. O veículo, equipado com oito kits de atendimento, com capacidade de recadastrar cerca de 400 eleitores por dia, teve o propósito de atender a população mais afastada das sedes dos municípios.

Confira o percentual de cada um dos 39 municípios que encerraram o recadastramento no dia 31 de outubro:

Município

Zonas

Eleitorado

Biometrizados

% Biometrizados

SÃO GONÇALO DOS CAMPOS

108

28123

26401

93,88%

CONCEIÇÃO DA FEIRA

108

16786

15682

93,42%

ANGICAL

126

12261

11118

90,68%

RETIROLÂNDIA

196

11948

10830

90,64%

SÃO DOMINGOS

120

7563

6837

90,40%

PIRAÍ DO NORTE

151

6706

5988

89,29%

CANDEAL

114

7575

6725

88,78%

PLANALTINO

37

6623

5834

88,09%

SANTA BÁRBARA

160

18556

16339

88,05%

RIACHÃO DO JACUÍPE

114

26462

23104

87,31%

VALENTE

120

19275

16824

87,28%

TANQUINHO

160

7154

6228

87,06%

PÉ DE SERRA

114

11678

10167

87,06%

JACARACI

92

11745

10185

86,72%

MATINA

113

9207

7980

86,67%

JAGUARARI

179

21748

18792

86,41%

LICÍNIO DE ALMEIDA

117

9811

8478

86,41%

GENTIO DO OURO

68

9238

7970

86,27%

GANDU

151

22626

19495

86,16%

URANDI

117

12819

10995

85,77%

BAIANÓPOLIS

126

11816

10085

85,35%

NOVA FÁTIMA

196

7329

6253

85,32%

CAPELA DO ALTO ALEGRE

196

9666

8224

85,08%

PINDAÍ

117

12619

10661

84,48%

NOVA IBIÁ

151

5452

4587

84,13%

IBIPEBA

176

13554

11385

84,00%

ITAGUAÇU DA BAHIA

68

10379

8683

83,66%

CARDEAL DA SILVA

144

7472

6249

83,63%

LAJEDO DO TABOCAL

37

6361

5306

83,41%

MORTUGABA

92

9480

7900

83,33%

ENTRE RIOS

144

32176

26549

82,51%

CRISTÓPOLIS

126

11953

9848

82,39%

BARRA DO MENDES

176

12307

10137

82,37%

RIACHO DE SANTANA

113

23687

19369

81,77%

LAMARÃO

160

8318

6704

80,60%

ITAMARI

151

6579

5265

80,03%

MARACÁS

37

21346

16969

79,49%

XIQUE-XIQUE

68

35577

27914

78,46%

ITIRUÇU

37

9387

7092

75,55%

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Dados extraídos do biomaps


Fonte: Assessoria de Comunicação do TRE-BA

 

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Repositório de Dados Eleitorais reúne informações das eleições de 1945 até 2018

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disponibiliza uma importante ferramenta que garante a transparência das informações geridas pela Justiça Eleitoral. Trata-se do Repositório de Dados Eleitorais, que reúne informações de candidatos e políticos eleitos nas eleições de 1945 a 2018. Além disso, oferece arquivos que podem ser baixados por meio de softwares estatísticos.

As informações são acessadas por jornalistas, estudantes e advogados, que utilizam os dados para suas pesquisas sobre o resultado das eleições, eleitorado, partidos políticos e prestação de contas. Nesta última opção, é possível acessar em detalhes a lista de doadores e de fornecedores com CNPJ, bem como os gastos de cada candidato.

O banco existe desde 2009, antes mesmo da Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527), que entrou em vigor em maio de 2012. Como a demanda por conhecimento é crescente, o TSE resolveu deixar os dados disponíveis na internet para possibilitar uma resposta mais rápida a qualquer interessado.

Dados estatísticos

O banco, organizado pela área de Estatística do TSE, traz arquivos que contêm dados brutos. Em alguns casos, depois de baixados, esses arquivos devem ser renomeados, trocando a extensão “.txt” por “.csv”, o que possibilitará a abertura das informações em qualquer planilha eletrônica. A partir dos dados brutos, qualquer consulta, filtro ou cruzamento das informações é de responsabilidade do pesquisador.

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Algumas informações – como o perfil do eleitorado por gênero e faixa etária, por exemplo – só passaram a ser monitoradas a partir de 1994. Os dados sobre prestações de contas partidárias estão disponíveis de 2002 para cá e, por sua vez, os relativos às prestações de contas eleitorais somente a partir de 2017. Portanto, as informações mais antigas tratam basicamente dos candidatos e de partidos que concorreram às eleições desde meados da década de 1940.

Independentemente do tipo de consulta, serão gerados dois arquivos, um com os dados e outro com instruções para a formatação das tabelas. É importante ler o arquivo de instruções, que contém o layout das tabelas existentes no Repositório de Dados Eleitorais, e observar a data de geração do arquivo para, então, fazer as importações e consultas de forma adequada.

Os dados são atualizados periodicamente, de forma a refletir todas as retotalizações ocorridas.

No espaço, também é possível acessar dados de comparecimento e abstenção nas Eleições Gerais de 2018, bem como informações sobre pesquisas eleitorais (de 2012 a 2018), seus respectivos questionários e as localidades em que foram realizadas. Além disso, o usuário pode consultar os dados processuais referentes ao pleito de 2018.

Leia mais:  TSE confirma cassação dos diplomas de prefeito e vice de Tianguá (CE)

Conheça mais sobre o Repositório de Dados Eleitorais.

IC/LC, DM

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