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Exigência de vistos no Equador para venezuelanos causa caos na Colômbia

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MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Após o anúncio da exigência de visto para entrar no Equador, os venezuelanos lotaram a fronteira do país com a Colômbia.

A fuga de mais de 13 mil venezuelanos em direção ao Equador, no último fim de semana, prazo final dado pelo governo equatoriano antes de começar a exigir visto, trouxe novamente à tona o debate sobre como os países da região devem lidar com a imigração em massa. Apenas no último mês, mais de 85 mil venezuelanos deixaram a fronteira sul da Colômbia rumo ao Equador, depois que Quito anunciou a exigência de um visto para permitir que venezuelanos entrem em seu território.

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Até agora, o Equador recebeu cerca de 320 mil venezuelanos e o governo de Lenin Moreno estima que eles possam chegar a cerca de meio milhão até o fim do ano — no último mês, o número de entradas dobrou e atingiu a marca de cerca de 2.500 por dia. A medida, que entrou em vigor à meia-noite de domingo, causou filas gigantescas na fronteira com a Colômbia — que se tornou o principal destino dos venezuelanos que fogem da crise política, econômica e social do país — e fez com que o governo indicasse que aceitaria a entrada dos deslocados que tinham o selo de saída da Colômbia datado de antes de 26 de agosto, mesmo que entrassem no território do Equador após esse prazo.

Mesmo assim, na segunda-feira, centenas de venezuelanos bloquearam uma parte da passagem internacional de Rumichaca, para protestar. Vários jovens e famílias, alguns com os filhos pequenos nos ombros, se colocaram na frente de veículos para chamar a atenção para sua situação de impotência diante da nova medida.

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Em 25 de julho, o governo anunciou a decisão de emitir e exigir visto para estrangeiros. O objetivo, segundo o governo, é garantir uma migração segura e atender os venezuelanos devidamente registrados no país. Com isso, o Equado r se une a Peru, Chile e alguns países da América Central que impuseram restrições aos venezuelanos para entrar em seus territórios. Segundo a ONU, os venezuelanos que deixaram o país atingiram a marca de 4 milhões, o maior êxodo na história recente da América Latina.

Até agora, os venezuelanos poderiam entrar no país apresentando documentos de identidade, mas desde segunda-feira precisam de um visto que lhes garanta acesso a benefícios assistenciais. O visto é gratuito, mas o procedimento custa US$ 50. Além disso, passaportes vencidos são aceitos — até um máximo de cinco anos — e é necessário um certificado de antecedentes criminais validado pelas autoridades venezuelanas.

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O caos na fronteira fez com que o ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Carlos Holmes Trujillo, emitisse um comunicado, afirmando que, embora cada país “seja livre e soberano para decidir quais medidas são necessárias para enfrentar o fluxo migratório” da Venezuela, a exigência de documentos ou vistos não impedirá que os imigrantes continuem a deixar seu país para sobreviver, mas causará um aumento na migração irregular.

A Colômbia se tornou o principal destino dos imigrantes venezuelanos que fogem da crise política, econômica e social do país. Atualmente, mais de 1,4 milhão de venezuelanos estão na Colômbia e muitos deles buscam chegar a outros países da América do Sul, como Equador, Peru e Chile.

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Jiboia é encontrada por funcionários em prédio da UFRJ; assista

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Homem recolhendo cobra na UFRJ arrow-options
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Animal foi removido na tarde desta segunda (4)

Uma jiboia foi encontrada e retirada de uma das unidades da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) nesta segunda-feira (4), na Ilha do Fundão. Segundo informações divulgadas pela Associação de Docentes da UFRJ, a AdUFRJ, a cobra foi encontrada por volta de 12h por funcionários que faziam a limpeza do bloco A do Centro de Tecnologia (CT).

A Associação informou ainda que a Brigada de Incêndio da Coppe foi acionada para remover o animal com segurança. Mesmo atraindo uma grande quantidade de alunos, professores e funcionários, muitos que frequentam o campus da universidade relatam que não é a primeira vez que um animal aparece por ali. Segundo o aluno Huang Ken Wei, mestrando no Programa de Planejamento Energético da Coppe, outros animais também costumam aparecer no local.

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“Já vi cavalos e muitas aranhas enormes. Ali no subsolo do CT tem muita coisa. É provável que se vasculharem ali, os funcionários vão achar outros animais. Os alunos dizem que tem até jacaré no mangue!”

Já o aluno Matheus Soliz, que cursa Letras na UFRJ, conta que nunca viu algum tipo de animal silvestre no campus, mas que o aparecimento da cobra na universidade deixou um clima de insegurança entre os alunos.

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“Nunca vi nenhum tipo de animal potencialmente perigoso no campus. Mas a história da jiboia me deixa um pouco inseguro. Se é possível aparecer no CT, o prédio com a melhor infraestrutura da UFRJ e cheio de recursos, pode muito bem aparecer no meu prédio, a Letras, que tem uma infraestrutura que deixa muito a desejar”, lamentou.

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Polícia prende mais um suspeito de participar do assalto de Viracopos

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Suspeito de participar do assalto foi preso em Caruaru.

A polícia prendeu no domingo mais um suspeito de participar do assalto a um carro forte no aeroporto de Viracopos, em Campinas, no interior de São Paulo. O homem, não-identificado, de 34 anos, foi detido nas proximidades da Feira da Sulanca, em Caruaru (PE). Com ele foram apreendidos cerca de R$ 300 mil em espécie. Segundo a Polícia Federal, o preso também é suspeito de participar de assaltos a bancos e transportadoras de São Paulo.

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A PF também prendeu outro homem. A suspeita é de que eles estavam planejando praticar algum roubo no Agreste pernambucano.

O assalto em Viracopos ocorreu no dia 17 de outubro e terminou com três pessoas mortas e quatro baleadas. Pelo menos seis bandidos fortemente armados invadiram o portão E24 do terminal em caminhonetes semelhantes às da Aeronáutica. O bando conseguiu entrar e fugir com dois malotes de dinheiro. Mais de dez membros da quadrilha esperavam do lado de fora.

Após bloqueio de rodovias e troca de tiros com policiais, todo o dinheiro roubado foi recuperado. Um dos criminosos chegou a invadir uma casa no bairro Vida Nova e fazer dois reféns.

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Mais de 20 malotes com valores em espécie, avaliados em R$ 13 milhões, estavam na mira do bando. Na hora do roubo , eram escoltados pela transportadora de valores Brink’s.

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