Nacional

Governador do Pará nega tortura em presídios e defende Moro de acusações

Publicado

Moro e Helder Barbalho arrow-options
Reprodução/ Facebook

Moro e Helder Barbalho se reuniram em janeiro


O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), disse que a ação do Ministério Público Federal (MPF) que denuncia práticas de tortura nos presídios sob intervenção federal contém afirmações “inverídicas”. Barbalho defendeu a atuação da força-tarefa autorizada pelo ministro da Justiça, Sergio Moro , para comandar 13 presídios no estado e afirmou que o Estado do Pará ingressou como parte interessada na ação judicial que resultou no afastamento do coordenador da força-tarefa, o agente penitenciário Maycon Cesar Rottava.

Leia também: Pará: chefe da força-tarefa é afastado por maltratar detentos

Segundo o governador, o Estado apoia a posição do governo federal de defender o retorno de Rottava ao cargo, por meio de um recurso da Advocacia-Geral da União (AGU) contra a decisão judicial que falou de tortura .

A ação de improbidade administrativa é assinada por 17 dos 28 procuradores da República que atuam no Pará. Os procuradores levaram em conta depoimentos de presos colhidos dentro do MPF, depoimentos de mães e companheiros de detentos, inspeções feitas pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e por entidades de direitos humanos, depoimentos de agentes penitenciários estaduais, inspeção do Mecanismo Nacional de Combate à Tortura (vinculado ao Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos), vídeos e fotos com registro da suposta tortura. O juiz federal Jorge Ferraz Júnior enxergou motivos suficientes para atender ao pedido do MPF e afastar cautelarmente o agente do cargo de coordenador.

“O presídio do Pará , antes dessas mudanças, era dominado por essas facções criminosas, que estabeleciam um poder paralelo. Agora é o Estado que domina os presídios. E o que nós fazemos em regra geral é estabelecermos nos presídios do Pará os mesmos procedimentos e protocolos dos presídios federais”, afirmou o governador.

Leia também: Corpo sem cabeça é achado em matagal com mãos amarradas, no Pará

Segundo ele, houve um “asfixiamento” de facções criminosas no estado, a partir da atuação da força-tarefa do governo federal. Não há comprovação de casos de tortura, na visão do governador.

A ação do MPF descreve relatos de empalamento; perfuração de pés de presos por pregos; obrigação de permanecer agachados por manhãs e tardes inteiras; disposição de mulheres nuas em cima de formigueiros e de urina e fezes de rato; balas de borracha e spray de pimenta atirados a esmo; privação de água, comida e de permissão para necessidades fisiológicas; obrigação de automutilação do pênis, entre outros relatos e constatações das vistorias feitas. Funcionários da Justiça relataram que usam máscaras diante do mau cheiro dos detentos, quando eles comparecem às varas para depoimentos. O MPF disse ter sido impedido de entrar nas unidades prisionais.

Servidores do sistema prisional no estado fizeram o seguinte relato: “Havia tortura? Havia sim, mas era pontual, isolado. Depois da intervenção federal, é generalizado. O servidores não estão conseguindo dormir. Os gritos ficam na nossa cabeça. Parece que fizeram uma seleção de psicopatas, e deram o direito a eles de se regozijarem nos presos.” Para determinar o afastamento do coordenador da força-tarefa, o juiz Ferraz Júnior justificou: “Embora não conste dos autos elemento que indique que ele tenha executado diretamente os supostos atos de abuso de autoridade, tortura e maus tratos, há indícios de que, por sua postura omissiva, tenha concorrido para sua prática.”

A força-tarefa no Pará foi autorizada por Moro em 30 de julho, em atendimento a um pedido de Barbalho. Naquele dia, um massacre num presídio em Altamira (PA) terminou com a morte de 62 presos. Um novo ato de Moro prorrogou a atuação da força-tarefa até o fim deste mês. O grupo atua em 13 presídios, a exemplo do que ocorre em outros quatro estados.

Comentários Facebook
publicidade

Nacional

Festa durante crise da água no Rio motivou a demissão de presidente da Cedae

Publicado

source
Cedae arrow-options
Reprodução/ Jornal Atual

O ex-presidente da Cedae Helio Cabral

A demissão de Hélio Cabral da presidência da Cedae , na segunda-feira (10), teve o vazamento de fotos dele se divertindo em uma festa de luxo como a gota d’água para situação. As imagens obtidas pelo “Jornal Atual Rio” mostram o então chefe da companhia em uma banheira de uma cobertura na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, junto com amigos e até integrantes executivos da Companhia. A festa aconteceu no dia 12 de janeiro, quase dez dias após a crise da água estar instalada na capital e na Baixada Fluminense, com a proliferação da geosmina, que trouxe mau cheiro e gosto para torneiras.

Leia também: Voz que liberou Élcio em condomínio não é de porteiro que citou Bolsonaro

Já a rádio “CBN” informou que os registro do agora ex-presidente da Cedae já circulavam entre membros de vários escalões do governo do estado há semanas. No entanto, elas só foram divulgadas publicamente pela primeira vez nessa segunda-feira.

Hélio Cabral será substituído pelo engenheiro Renato Espírito Santo. A decisão de troca no comando da companhia chega 40 dias após o surgimento de informações de contaminação da água da Estação do Guandu, em Nova Iguaçu.

Nesse período, Cabral foi criticado por ter demorado em dar respostas sobre os problemas, além de ter feito promessas sobre o fim do cheiro e gosto na água, fato que ainda não se concretizou. Ele deve ser substituído pelo servidor de carreira Renato Espírito Santo.

Se inicialmente o governador Wilson Witzel afirmava que não demitiria Helio Cabral, a pressão, inclusive política, passou a ser insustentável. O desgaste começou primeiro por causa da demora do governador em se pronunciar: somente 10 dias após as notícias dos problemas, ele emitiu uma nota, enquanto passava férias na Disney, classificando os eventos como “inadmissíveis”.

Leia também: Aécio perde cabo de guerra com Doria por liderança do PSDB

Depois, o governador tornou-se alvo de críticas por causa das indicações políticas na Cedae , em um movimento que seria comandado por Pastor Everaldo , presidente nacional do PSC de Witzel.

Comentários Facebook
Continue lendo

Nacional

Chuvas deixam mais de 500 desalojados e 142 desabrigados em São Paulo

Publicado

source

Agência Brasil

arvore caida na rua arrow-options
Prefeitura de Botucatu

Cidades registraram quedas de árvores e enxurradas

Ao menos 516 pessoas ficaram desalojadas e 142 estão desabrigadas devido às chuvas que atingiram o estado de São Paulo na segunda-feira (10). Segundo o balanço da Defesa Civil estadual divulgado na manhã desta terça (11), os estragos foram maiores no Vale do Ribeira, na região metropolitana da capital paulista, na Baixada Santista e no Alto Tietê.

Em Botucatu, 80 pessoas estão desabrigadas e 27 ficaram desalojadas . De acordo com a prefeitura, 20 casas ficaram de baixo d’água com o transbordamento do Rio Lavapés. A força da enxurrada arrancou sete pontes e danificou outras cinco na cidade. O município decretou situação de emergência, assim como Laranjal Paulista e Taboão da Serra.

Leia também: Deslizamento de barreira atinge casa e deixa cinco feridos em São Paulo

Em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, 32 pessoas ficaram desalojadas. Ao todo, 190 residências foram atingidas pelos alagamentos decorrentes de transbordamento de córregos no município. Além disso, foram registrados três deslizamentos de terra que afetaram outras oito residências.

Também na região metropolitana da capital, Itaquaquecetuba teve quatro bairros inundados e um veículo caiu dentro de um córrego. As chuvas causaram ainda 19 desmoronamentos. Os estragos deixaram 100 desalojados e 28 desabrigados. Os municípios de Andradina, Salto, Santa Cruz da Esperança estão com situação de emergência decretada desde o início da semana passada.

Leia também: Chuva derruba ponte e deixa Botucatu em estado de calamidade

A Defesa Civil distribuiu até o momento 12 toneladas de mantimentos e produtos para ajuda humanitária nas cidades atingidas pelas chuvas. Apesar do afastamento da frente fria da costa paulista, a previsão para esta terça (11) é de continuidade das chuvas em todo o estado.

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia MT

Mato Grosso

Política MT

Política Nacional

Economia

Mais Lidas da Semana