Nacional

Merkel também quer debater incêndios na Amazônia na reunião do G7

Publicado

Bolsonaro dom Merkel arrow-options
Clauber Cleber Caetano/PR

Merkel havia afirmado que advertiria Brasil sobre desmatamento

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel , acredita que os incêndios na Amazônia são “uma situação de grave emergência” que precisa ser discutida na Cúpula do G7, informou nesta sexta-feira (23) em Berlim.

“Os incêndios na Amazônia são terríveis e perigosos não somente para o Brasil e todos os países envolvidos, mas para o mundo inteiro, porque a floresta é de grande importância para o sistema global climático”, disse o porta-voz de Merkel, Steffen Seibert, em uma coletiva de imprensa.

“Não é exagerado definir a Amazônia como o pulmão verde do mundo”, completou. Ontem, o presidente da França, Emmanuel Macron, tinha sugerido que as queimadas na Amazônia fossem um dos temas da reunião dos chefes de Estado e de Governo dos sete países mais ricos do mundo que começa amanhã, em Biarritz, no sul da França. “Nossa casa queima. Literalmente. A Amazônia, o pulmão de nosso planeta, que produz 20% do nosso oxigênio, arde em chamas. É uma crise internacional”, escreveu o mandatário em sua conta no Twitter.

Leia também: Em TV Alemã, Bolsonaro vira bobo da corte, Borat e personagem de terror

“Membros do G7, vamos nos encontrar daqui a dois dias para falar dessa urgência”, propôs. Após a crítica de Macron, outros líderes também se uniram para fazer apelos por uma reação do governo brasileiro contra os episódios de incêndio e desmatamento na Amazônia. O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, foi um dos que endossaram o discurso. “Não poderia deixar de concordar. Trabalhamos muito para proteger o meio ambiente no G7 do ano passado, em Charlevoix, e precisamos continuar neste fim de semana”, disse o político pelas redes sociais. “Nossas crianças e netos contam com a gente”.

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, informou que conversou ontem com o presidente Jair Bolsonaro e ofereceu ajuda para controlar os incêndios na Amazônia. “Ofereci a Jair Bolsonaro ajuda a este país irmão e amigo para combater com maior eficácia e força os graves incêndios florestais que afetam a Amazônia”, contou o mandatário. “Também espero conversar com o presidente da Bolívia, Evo Morales, para fazer a mesma proposta de ajuda”. Na área da Amazônia que fica em território boliviano, três semanas consecutivas de incêndio consumiram mais de 500 mil hectares de floresta em Santa Cruz.

Leia também: Bolsonaro dá recado a Merkel: “Pega essa grana e refloreste a Alemanha, tá ok?”
O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia também expressou “preocupação” pelos “múltiplo incêndios” registrados na Amazônia e apoiou o chamado internacional para conter o que chamou de “catástrofe ambiental”. “Nós unimos a chamado urgente da região e da comunidade internacional para usarmos todos os esforços necessários para conter essa catástrofe que está provocando danos irreversíveis aos ecossistemas, à estabilidade do clima, à biodiversidade, aos recursos hídricos e às comunidades indígenas”, ressaltou a Chancelaria, completando que “a tragédia na Amazônia não tem fronteiras”, pois compromete o clima de várias nações, entre elas a Colômbia. Reação – O governo brasileiro não recebeu bem as pressões internacionais.

No Twitter, Bolsonaro acusou Macron de tentar “instrumentalizar uma questão interna do Brasil e de outros países amazônicos para ganhos políticos pessoais”. “O tom sensacionalista com que se refere à Amazônia (apelando até para fotos falsas) não contribui em nada para a solução do problema”, postou o presidente. “O governo brasileiro segue aberto ao diálogo, com base em dados objetivos e no respeito mútuo. A sugestão do presidente francês, de que assuntos amazônicos sejam discutidos no G7 sem a participação dos países da região, evoca a mentalidade colonialista descabia do século XXI”, criticou. Um dos filhos do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, cujo nome tem sido cotado para assumir a embaixada do Brasil nos Estados Unidos, também atacou o líder francês, publicando um vídeo no Twitter cujo título chamava Macron de “idiota”.

Comentários Facebook
publicidade

Nacional

Jiboia é encontrada por funcionários em prédio da UFRJ; assista

Publicado

Homem recolhendo cobra na UFRJ arrow-options
Reprodução

Animal foi removido na tarde desta segunda (4)

Uma jiboia foi encontrada e retirada de uma das unidades da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) nesta segunda-feira (4), na Ilha do Fundão. Segundo informações divulgadas pela Associação de Docentes da UFRJ, a AdUFRJ, a cobra foi encontrada por volta de 12h por funcionários que faziam a limpeza do bloco A do Centro de Tecnologia (CT).

A Associação informou ainda que a Brigada de Incêndio da Coppe foi acionada para remover o animal com segurança. Mesmo atraindo uma grande quantidade de alunos, professores e funcionários, muitos que frequentam o campus da universidade relatam que não é a primeira vez que um animal aparece por ali. Segundo o aluno Huang Ken Wei, mestrando no Programa de Planejamento Energético da Coppe, outros animais também costumam aparecer no local.

Leia também: Mulher é encontrada morta com cobra no pescoço em ‘casa de répteis’

“Já vi cavalos e muitas aranhas enormes. Ali no subsolo do CT tem muita coisa. É provável que se vasculharem ali, os funcionários vão achar outros animais. Os alunos dizem que tem até jacaré no mangue!”

Já o aluno Matheus Soliz, que cursa Letras na UFRJ, conta que nunca viu algum tipo de animal silvestre no campus, mas que o aparecimento da cobra na universidade deixou um clima de insegurança entre os alunos.

Leia também: Briga entre vespa e cobra-coral por corpo de outra cobra viraliza; assista

“Nunca vi nenhum tipo de animal potencialmente perigoso no campus. Mas a história da jiboia me deixa um pouco inseguro. Se é possível aparecer no CT, o prédio com a melhor infraestrutura da UFRJ e cheio de recursos, pode muito bem aparecer no meu prédio, a Letras, que tem uma infraestrutura que deixa muito a desejar”, lamentou.

Comentários Facebook
Continue lendo

Nacional

Polícia prende mais um suspeito de participar do assalto de Viracopos

Publicado

Assalto em Viracopos arrow-options
Redes sociais / Reprodução

Suspeito de participar do assalto foi preso em Caruaru.

A polícia prendeu no domingo mais um suspeito de participar do assalto a um carro forte no aeroporto de Viracopos, em Campinas, no interior de São Paulo. O homem, não-identificado, de 34 anos, foi detido nas proximidades da Feira da Sulanca, em Caruaru (PE). Com ele foram apreendidos cerca de R$ 300 mil em espécie. Segundo a Polícia Federal, o preso também é suspeito de participar de assaltos a bancos e transportadoras de São Paulo.

Leia também: Polícia prende três suspeitos de participar do roubo ao Aeroporto de Viracopos

A PF também prendeu outro homem. A suspeita é de que eles estavam planejando praticar algum roubo no Agreste pernambucano.

O assalto em Viracopos ocorreu no dia 17 de outubro e terminou com três pessoas mortas e quatro baleadas. Pelo menos seis bandidos fortemente armados invadiram o portão E24 do terminal em caminhonetes semelhantes às da Aeronáutica. O bando conseguiu entrar e fugir com dois malotes de dinheiro. Mais de dez membros da quadrilha esperavam do lado de fora.

Após bloqueio de rodovias e troca de tiros com policiais, todo o dinheiro roubado foi recuperado. Um dos criminosos chegou a invadir uma casa no bairro Vida Nova e fazer dois reféns.

Leia também: Criança de 2 anos joga carro dentro de piscina no interior de São Paulo

Mais de 20 malotes com valores em espécie, avaliados em R$ 13 milhões, estavam na mira do bando. Na hora do roubo , eram escoltados pela transportadora de valores Brink’s.

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana