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Motorista de aplicativo teria matado mulher por ela estar grávida

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Fábio admitiu o crime e foi preso nesta terça

A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI) prendeu, na manhã desta terça-feira (8), Fábio Souza da Silva, apontado como autor da morte de Julia Inez Rodrigues Soares. Ele e a vítima teriam um relacionamento e o motivo do crime seria o fato de ela ter engravidado.

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O corpo de Julia Inez foi encontrado na madrugada de segunda-feira, na Praia do Sossego, em Niterói, com sinais de espancamento, provavelmente com um pedaço de madeira. De acordo com os agentes, Fábio é motorista de aplicativo e foi detido pelo crime de feminicídio, enquanto seguia com um passageiro pela Ponte Rio-Niterói, na pista sentido Rio.

Ele teve a prisão temporária decretada. De acordo com a Polícia Militar, uma equipe foi acionada para o local, através do serviço 190, para verificar a denúncia de um corpo abandonado Rua Desembargador Nicolau.

Após chegarem ao local, os policiais encontraram a vítima já sem vida e acionaram a Divisão de Homicídios. Segundo a polícia, Fábio caiu em contradição ao afirmar, inicialmente, que não havia se encontrado com Julia na noite de domingo. No entanto, imagens de câmeras de segurança obtidas por agente da DH comprovaram o encontro. Fábio, então, passou a admitir ter estado com a vítima, mas em Piratininga.

Em novas buscas, os investigadores localizaram imagens que mostram o carro de Fábio chegando ao local onde o corpo de Julia foi encontrado. “Ele (Fábio) tinha um relacionamento com a Julia, engravidou e a chave dessa discussão seria a não aceitação dessa gravidez”, explicou o delegado responsável pelo caso, Phelipe Cyrne.

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Segundo o delegado, diante de todas as provas, Fábio já admitiu ter cometido o crime. Julia foi morta com dois golpes de madeira no crânio. Fábio será indiciado por feminicídio e aborto sem consentimento da gestante. A pena, nesses casos, pode ultrapassar 30 anos de condenação.

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Festa durante crise da água no Rio motivou a demissão de presidente da Cedae

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Reprodução/ Jornal Atual

O ex-presidente da Cedae Helio Cabral

A demissão de Hélio Cabral da presidência da Cedae , na segunda-feira (10), teve o vazamento de fotos dele se divertindo em uma festa de luxo como a gota d’água para situação. As imagens obtidas pelo “Jornal Atual Rio” mostram o então chefe da companhia em uma banheira de uma cobertura na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, junto com amigos e até integrantes executivos da Companhia. A festa aconteceu no dia 12 de janeiro, quase dez dias após a crise da água estar instalada na capital e na Baixada Fluminense, com a proliferação da geosmina, que trouxe mau cheiro e gosto para torneiras.

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Já a rádio “CBN” informou que os registro do agora ex-presidente da Cedae já circulavam entre membros de vários escalões do governo do estado há semanas. No entanto, elas só foram divulgadas publicamente pela primeira vez nessa segunda-feira.

Hélio Cabral será substituído pelo engenheiro Renato Espírito Santo. A decisão de troca no comando da companhia chega 40 dias após o surgimento de informações de contaminação da água da Estação do Guandu, em Nova Iguaçu.

Nesse período, Cabral foi criticado por ter demorado em dar respostas sobre os problemas, além de ter feito promessas sobre o fim do cheiro e gosto na água, fato que ainda não se concretizou. Ele deve ser substituído pelo servidor de carreira Renato Espírito Santo.

Se inicialmente o governador Wilson Witzel afirmava que não demitiria Helio Cabral, a pressão, inclusive política, passou a ser insustentável. O desgaste começou primeiro por causa da demora do governador em se pronunciar: somente 10 dias após as notícias dos problemas, ele emitiu uma nota, enquanto passava férias na Disney, classificando os eventos como “inadmissíveis”.

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Depois, o governador tornou-se alvo de críticas por causa das indicações políticas na Cedae , em um movimento que seria comandado por Pastor Everaldo , presidente nacional do PSC de Witzel.

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Chuvas deixam mais de 500 desalojados e 142 desabrigados em São Paulo

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Agência Brasil

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Prefeitura de Botucatu

Cidades registraram quedas de árvores e enxurradas

Ao menos 516 pessoas ficaram desalojadas e 142 estão desabrigadas devido às chuvas que atingiram o estado de São Paulo na segunda-feira (10). Segundo o balanço da Defesa Civil estadual divulgado na manhã desta terça (11), os estragos foram maiores no Vale do Ribeira, na região metropolitana da capital paulista, na Baixada Santista e no Alto Tietê.

Em Botucatu, 80 pessoas estão desabrigadas e 27 ficaram desalojadas . De acordo com a prefeitura, 20 casas ficaram de baixo d’água com o transbordamento do Rio Lavapés. A força da enxurrada arrancou sete pontes e danificou outras cinco na cidade. O município decretou situação de emergência, assim como Laranjal Paulista e Taboão da Serra.

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Em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, 32 pessoas ficaram desalojadas. Ao todo, 190 residências foram atingidas pelos alagamentos decorrentes de transbordamento de córregos no município. Além disso, foram registrados três deslizamentos de terra que afetaram outras oito residências.

Também na região metropolitana da capital, Itaquaquecetuba teve quatro bairros inundados e um veículo caiu dentro de um córrego. As chuvas causaram ainda 19 desmoronamentos. Os estragos deixaram 100 desalojados e 28 desabrigados. Os municípios de Andradina, Salto, Santa Cruz da Esperança estão com situação de emergência decretada desde o início da semana passada.

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A Defesa Civil distribuiu até o momento 12 toneladas de mantimentos e produtos para ajuda humanitária nas cidades atingidas pelas chuvas. Apesar do afastamento da frente fria da costa paulista, a previsão para esta terça (11) é de continuidade das chuvas em todo o estado.

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