Suspeitos de roubo a banco presos no RJ devem ser transferidos para MT

Suspeitos de roubo a banco presos no RJ devem ser transferidos para MT

Augusto Macaúbas, o “Gordão”, e Jurandir da Silva, o “Jura”, presos nessa quinta-feira (4) em Volta Redonda (RJ), suspeitos de fazerem parte de uma quadrilha especializada em roubos a bancos, devem ser transferidos para Cuiabá nos próximos dias. Segundo a Polícia Civil, uma equipe da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) deverá ir à capital fluminense para trazer a dupla para Mato Grosso. O bando teria roubado aproximadamente R$ 5 milhões em, pelo menos, 10 assaltos e era investigado há mais de seis meses.

O cumprimento dos mandados faz parte operação Luxus, deflagrada pela Polícia Civil nessa quinta. Dos 26 mandados de prisão preventiva decretados contra 17 pessoas, 15 foram cumpridos. Dois ainda são procurados. Com os suspeitos presos no Rio de Janeiro, a polícia apreendeu um dispositivo que seria usado para bloquear sinais de câmera de segurança e alarme de bancos.

Em dois dos assaltos foram roubados aproximadamente R$ 2 milhões, gastos com carros e motos importados, lanchas, viagens, festas com amigos e mulheres. O grupo costumava ostentar os gastos abertamente nas redes sociais, segundo a Polícia Civil. Uma das presas recebe benefício do Bolsa Família e um policial militar de Poconé, a 104 km de Cuiabá, é suspeito de ajudar os criminosos.

As prisões foram decretadas em função das investigações dos assaltos a duas agências do Banco do Brasil, sendo uma na capital e outra em Poconé, ocorridos em novembro de 2016 e fevereiro de 2017.

Conforme as investigações, a quadrilha fazia o levantamento de pontos vulneráveis das agências bancárias e escolhiam dias e horários com pouco movimento de pessoas nas ruas, como fins de semana e feriados. Os assaltantes quebravam a parede e desligavam o alarme com uso de bloqueadores de sinal, assim como as câmeras. Depois, abriam os caixas eletrônicos e os cofres para retirar o dinheiro.

Além dos prejuízos financeiros, a quadrilha ainda deixava parte da população sem os serviços bancários, como foi o caso de Poconé.


Fonte: G1