Mato Grosso: Por "maus tratos" dentro de presídio, deputados pedem transferência de Fabris

Mato Grosso: Por "maus tratos" dentro de presídio, deputados pedem transferência de Fabris

A Comissão de Ética da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) vai solicitar à Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) que efetue a transferência do deputado estadual Gilmar Fabris (PSD), que está preso desde o último dia 15 no Centro de Custódia da Capital (CCC), provavelmente para o 1º Batalhão do Corpo de Bombeiros, no bairro Verdão, em Cuiabá.

Conforme apurou o Gazeta Digital, o motivo do pedido seria a denúncia feita aos deputados de que Gilmar Fabris estaria sofrendo maus tratos e recebendo tratamento mais rígido em relação aos demais detentos da unidade prisional, como ser impedido de deixar a cela, por exemplo. De acordo com a defesa do parlamentar, ele sofre de problemas crônicos de saúde e faz uso contínuo de medicação.

Segundo informações de bastidores, a família de Gilmar Fabris estaria tentando sensibilizar o presidente da Assembleia Legislativa Eduardo Botelho (PSB) para que tome providências em relação ao caso. A assessoria de imprensa de Fabris, no entanto, nega qualquer interferência da família do deputado e afirma que seus advogados apenas ingressaram no Supremo Tribunal Federal (STF) com um pedido de revogação da prisão.

O caso teria sido repassado de Botelho para a comissão de ética da ALMT, que é presidida pelo deputado Leonardo Albuquerque (PSD) e que deve procurar, nos próximos dias, uma agenda com o juiz de execuções penais para se informar sobre a situação e sobre as possibilidades para resolver o caso.

Leia também - Ministro diz que Gilmar Fabris fugiu da PF usando pijama

Gilmar Fabris está preso desde o último dia 15, quando foi acusado pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de obstrução de Justiça ao deixar seu apartamento às pressas e levando uma pasta de documentos minutos antes da chegada da Polícia Federal em sua residência no dia 14, quando foi deflagrada a operação Malebolge (12ª fase da Ararath), que efetuou busca e apreensão na casa e no gabinete do parlamentar, apontado como um dos recebedores de propina paga pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

Fabris negou ter fugido da polícia e alegou, por meio de seus advogados, que tem o costume de acordar cedo e levar a pasta consigo, pois é nela que guarda seus medicamentos de uso contínuo. Naquele dia, por volta das 14h, ele se apresentou acompanhado de 2 advogados na sede da Polícia Federal, onde prestou depoimento durante toda a tarde e, em seguida, foi encaminhado ao Centro de Custódia.


Fonte: Celly Silva, repórter do GD