Cuiabá

Projeto Cota Zero é debatido na Câmara de Cuiabá.

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Misael destacou que a Câmara, ao abrir as portas para que a sociedade possa debater as questões que lhe afeta, desempenha o seu papel mais importante: dar voz à população.
Diversos vereadores da Casa participaram do debate. Diego Guimarães (Progressistas) marcou posição abertamente contra o projeto. Para ele, o cota zero vai trazer grande desestímulo aos amantes da pesca amadora, que é praticada por aquela pessoa que pesca um ou dois exemplares, no final de semana.
Diego afirmou que não vê essa medida como a mais eficaz para a preservação dos rios e do meio ambiente, pois o que destrói a natureza “é a pesca predatória”. Além disso, ele ressaltou que “nossa sociedade é ribeirinha e toda sua história foi construída tendo a pesca como um dos principais elementos”. Sendo assim, questionou: por que não estabelecer uma forma alternativa? Tal qual aconteceu com a pesca do dourado, que ficou proibida por um tempo até recuperar a população, exemplificou.
O vereador Clebinho Borges (DC) mostrou-se também indignado com a proposta. “Isso é inadmissível, não podemos aceitar”, disparou. Em vez de proibir a pesca o parlamentar entende que o mais indicado é aumentar a fiscalização nos rios para combater a pesca predatória, “que é criminosa”.
“A preocupação maior deve ser em cuidar dos rios para preservação e não proibir a pesca, que é uma atividade cultural no nosso estado”. Ele acrescentou questionando qual a proposta o governador tem para os velhos pescadores, pessoas que tem mais de 60 anos e nunca trabalharam com oura coisa. “O governador vai dar subsídio para elas?”
A Secretária Executiva do Conselho Estadual de Pesca (Cepesca-MT) doutora Gabriela Rocha Priante Teles, explicou que o governo fez alterações pontuais no projeto original elaborado pelo conselho. Por isso declarou que tem dificuldade em defender o projeto.
Ela explicou que o Cepesca-MT, que é formado por 18 membros representantes dos diversos segmentos envolvidos com a atividade pesqueira no estado, foi criado em 2014 com a função de subsidiar o governo nos assuntos relacionados à prática pesqueira.
O que ora se discute, ela informou, é uma minuta que foi enviada pelo Cepesca ao governo e que posteriormente remeteu ao legislativo estadual, resultado de discussão que levou 2 anos, cujo intuito seria melhorar  a lei vigente nº 9.096/2009, que regulamenta a pesca em Mato Grosso.
A Secretária citou que vários itens da lei vigente estão em desacordo com a realidade, em função das diferenças regionais existentes, impossibilitando sua execução.
Os rios de Mato Grosso fazem parte de três importantes bacias hidrográficas, sendo, Amazônica, Araguaia-Tocantins e Paraguai. E ainda que ocorram praticamente as mesmas espécies nessas águas, as dimensões de comprimento e pesos são diferentes em cada uma delas, ocasionando a dificuldade em adotar a mesma regra legal.
Além disso, ela salientou que de nada ou pouco adianta lei se ela não é cumprida. Evitando a generalização, que soa desrespeitosa, ela disse que existem parcelas de pescadores que não cumprem a lei, mesmo sendo amadores ou profissionais. E, como agravante, ainda têm os criminosos. Todos esses infringem a lei quando utilizam apetrechos proibidos, ignoram as medidas recomendadas legalmente, não observam a cota ou pescam no período da piracema.
Formada em sua maioria por pescadores e empresários do ramo pesqueiro, a platéia se posicionou, quase unanimidade, contra o projeto. Como representante do Paiaguás, Carlos Brito, Secretário Adjunto da Casa Civil, explicou que o projeto não é de autoria do atual governador, Mauro Mendes.
Brito informou que o projeto em debate faz parte da política de desenvolvimento sustentável da aqüicultura e da pesca, que foi construída desde começo do ano 2000, através de conferências conduzidas pelo então Ministério da Agricultura e da Pesca, resultando na Lei Federal nº 11.959, de 29 de junho de 2009, que estabeleceu a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura e da Pesca, regulamentando as atividades pesqueiras no país.
Para exemplificar, no Rio Grande do Sul a lei da pesca sustentável entrou em vigor em 2018, o mesmo ocorrendo com o vizinho Goiás desde 2013, no Pará a lei da pesca sustentável está em vigor desde janeiro de 2005 e no vizinho Mato Grosso do Sul está prevista para vigorar a partir de 2020, tendo sido aprovada em fevereiro deste ano, com prazo para adequação da população atingida pela medida legal.
A audiência pública foi realizada no Plenário Ana Maria do Couto, na sede do legislativo, e contou com a presença de centenas de pessoas dentre autoridades, pescadores e comerciantes.
Fonte:Kamila Arruda | Câmara Municipal de Cuiabá

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Após salvar homem de pular do Portão do Inferno, empresário diz que cumpriu seu dever

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A segunda-feira do empresário Thulio Prates começou diferente. Em vez de cumprir com as obrigações do trabalho na sua empresa em Cuiabá, ele não consegue parar de atender ao telefone para dar entrevistas. Isso porque um vídeo no qual ele aparece evitando um suicídio no Portão do Inferno, na estrada de Chapada dos Guimarães, viralizou e agora ele é chamado de herói nas redes sociais.

O vídeo foi gravado por uma terceira pessoa que estava num carro logo atrás da moto de Thulio. É possível ver que o homem para seu carro no meio da estrada impedindo o trânsito, desce descalço e, transtornado, caminha em direção ao precipício. Quando tenta subir na mureta, é agarrado por Thulio, que o imobiliza no chão.

Demonstrando timidez e até certo incômodo com a fama repentina, Thulio disse ao Só Notícias que “só quis ajudar” e que tomou a decisão de agarrar o homem “quando ele colocou o pé na mureta”. “Está todo mundo me cumprimentando nas redes sociais. O que eu sinto é a sensação de dever cumprido”, completou.

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O homem salvo ainda não foi identificado. Após salvá-lo, Thulio o deixou sob os cuidados de uma mulher que aparece no vídeo.

O Portão do Inferno fica na curva mais perigosa da estrada de Chapada dos Guimarães e antes de chegar ao local tem quebra-molas para os carros reduzirem a velocidade. Ontem dois ônibus colidiram de frente na curva, sem ferir ninguém.

O precipício recebe o nome de Portão do Inferno pelo perigo e porque já foi usado como ponto de descarte de cadáveres.

 

Só Notícias/Marco Stamm

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Cuiabá

Asfalto cede durante chuva e S10 com moradores de Cuiabá é ‘engolida’ por cratera em rodovia

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Os moradores de Cuiabá Luciano Alves de Souza e Gustavo Soares passaram por um tremendo susto, após serem ‘engolidos’, juntamente com caminhonete Chevrolet S10, por uma cratera que se abriu no asfalto da GO-206 na madrugada desta sexta-feira (29). Por sorte, os dois ocupantes do veículo – que viajavam para o Paraná – sofreram apenas escoriações leves.

A pista está interditada nos dois sentidos.

De acordo com o G1 Goiás, o Corpo de Bombeiros informou que chovia muito durante a noite, o que pode ter contribuído para que a terra cedesse e levasse o asfalto junto. Equipes foram acionadas para apurar a dimensão do buraco e verificar se ele pode aumentar.

Os carros seguiam em direção a Itajá quando a cratera se abriu na pista. A S10 dos cuiabanos ficou com a frente e as portas amassadas. Já um segundo carro ficou com as rodas para cima.

A Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) disse que controlou o tráfego no local e está mobilizando uma equipe para sinalização emergencial. Técnicos foram ao ponto onde aconteceu o desabamento para avaliar as intervenções necessárias para corrigir o problema.

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Fonte: RepórterMT

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