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Promotor que chamou Gilmar de ‘maior laxante do Brasil’ é punido pelo CNMP

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Carlos Moura/SCO/STF – 21.8.19

Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) aplicou a pena de censura ao promotor goiano Fernando da Silva Krebs, por uma entrevista dada à Rádio Brasil Central em junho do ano passado, quando ele criticou o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal ( STF ). Esse tipo de punição, embora não o afaste de suas atividades, fica registrado e pode atrapalhar sua progressão na carreira.

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“Nós temos o caso do Gilmar Mendes, que é considerado o maior laxante do Brasil. Ele solta todo mundo, sobretudo os criminosos de colarinho branco. Então, nós temos esse problema no Judiciário, mas nós temos uma legislação horrorosa”, disse o promotor na entrevista.

“Ele solta, inclusive, contra a lei. Ele cria sua própria lei. Aliás, o Gilmar, eu não sei como ele é ministro do Supremo ainda. Agora ministro do Supremo não pode ser investigado por corrupção?”, acrescentou.

O relator do caso no CNMP foi o conselheiro Luiz Fernando Bandeira de Mello Filho. Ele foi favorável à aplicação da pena de censura.

“É notório que o promotor requerido ultrapassou o limite do seu direito. Não resta dúvida quanto à intenção de difamar, nem tampouco quanto à direção da ofensa. Ao afirmar o que afirmou sobre o ministro Gilmar Mendes, o processado extrapolou em muito seu dever de urbanidade e de respeitar a dignidade pessoal de outrem, usando linguagem chula para adjetivar o ofendido. Sua fala não denota crítica. Ao contrário, representa a própria ofensa”, argumentou Bandeira de Mello.

A maioria dos conselheiros concordou com ele, inclusive a presidente do CNMP e procuradora-geral da República, Raquel Dodge . “Houve um excesso. E esse excesso é punível”, sfirmou Dodge.

Outros preferiram aplicar a pena de advertência, mais branda que a de censura. Um deles foi o conselheiro Dermeval Farias Gomes Filho, que se disse um crítico do STF, mas também sustentou que isso não permite fazer ofensas.

“Eu sou um crítico do Supremo Tribunal Federal. Acredito piamente que o Supremo, em matéria penal, área que pesquiso mais, exerce um ativismo muito grande, com muito uso de princípios, de abandono das regras, o que causa insegurança jurídica. Mas é claro que eu não uso adjetivos que possam ofender a qualidade do julgador, em respeito a quem decide de forma diferente e pensa de forma diferente. É assim que construímos um país melhor. Neste acaso aqui eu vejo que o membro do Ministério Público extrapolou o limite da crítica. Realmente a palavra usada contra o ministro é ofensiva”, salientou Dermeval.

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A defesa do promotor argumentou que, após a primeira entrevista, ele voltou à rádio e explicou que não quis ofender Gilmar. Krebs teria apenas feito comentários e exercido o direito à liberdade de expressão. A defesa também alegou que a referência a Gilmar como “laxante” já era usada pelo humorista José Simão, e que Krebs respeita muito o ministro e seu trabalho.

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Jiboia é encontrada por funcionários em prédio da UFRJ; assista

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Reprodução

Animal foi removido na tarde desta segunda (4)

Uma jiboia foi encontrada e retirada de uma das unidades da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) nesta segunda-feira (4), na Ilha do Fundão. Segundo informações divulgadas pela Associação de Docentes da UFRJ, a AdUFRJ, a cobra foi encontrada por volta de 12h por funcionários que faziam a limpeza do bloco A do Centro de Tecnologia (CT).

A Associação informou ainda que a Brigada de Incêndio da Coppe foi acionada para remover o animal com segurança. Mesmo atraindo uma grande quantidade de alunos, professores e funcionários, muitos que frequentam o campus da universidade relatam que não é a primeira vez que um animal aparece por ali. Segundo o aluno Huang Ken Wei, mestrando no Programa de Planejamento Energético da Coppe, outros animais também costumam aparecer no local.

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“Já vi cavalos e muitas aranhas enormes. Ali no subsolo do CT tem muita coisa. É provável que se vasculharem ali, os funcionários vão achar outros animais. Os alunos dizem que tem até jacaré no mangue!”

Já o aluno Matheus Soliz, que cursa Letras na UFRJ, conta que nunca viu algum tipo de animal silvestre no campus, mas que o aparecimento da cobra na universidade deixou um clima de insegurança entre os alunos.

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“Nunca vi nenhum tipo de animal potencialmente perigoso no campus. Mas a história da jiboia me deixa um pouco inseguro. Se é possível aparecer no CT, o prédio com a melhor infraestrutura da UFRJ e cheio de recursos, pode muito bem aparecer no meu prédio, a Letras, que tem uma infraestrutura que deixa muito a desejar”, lamentou.

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Polícia prende mais um suspeito de participar do assalto de Viracopos

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Redes sociais / Reprodução

Suspeito de participar do assalto foi preso em Caruaru.

A polícia prendeu no domingo mais um suspeito de participar do assalto a um carro forte no aeroporto de Viracopos, em Campinas, no interior de São Paulo. O homem, não-identificado, de 34 anos, foi detido nas proximidades da Feira da Sulanca, em Caruaru (PE). Com ele foram apreendidos cerca de R$ 300 mil em espécie. Segundo a Polícia Federal, o preso também é suspeito de participar de assaltos a bancos e transportadoras de São Paulo.

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A PF também prendeu outro homem. A suspeita é de que eles estavam planejando praticar algum roubo no Agreste pernambucano.

O assalto em Viracopos ocorreu no dia 17 de outubro e terminou com três pessoas mortas e quatro baleadas. Pelo menos seis bandidos fortemente armados invadiram o portão E24 do terminal em caminhonetes semelhantes às da Aeronáutica. O bando conseguiu entrar e fugir com dois malotes de dinheiro. Mais de dez membros da quadrilha esperavam do lado de fora.

Após bloqueio de rodovias e troca de tiros com policiais, todo o dinheiro roubado foi recuperado. Um dos criminosos chegou a invadir uma casa no bairro Vida Nova e fazer dois reféns.

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Mais de 20 malotes com valores em espécie, avaliados em R$ 13 milhões, estavam na mira do bando. Na hora do roubo , eram escoltados pela transportadora de valores Brink’s.

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