Esportes

Revanche cruzeirense encerra abertura do Brasileiro Feminino

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A vitória do Cruzeiro sobre o São Paulo, por 1 a 0, no Estádio das Alterosas, em Belo Horizonte, encerrou a primeira rodada do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino. O resultado de segunda-feira (10), sacramentado pelo gol de Vanessa, aos 34 minutos do primeiro tempo, teve gosto de revanche para as mineiras, que haviam sido superadas pelas tricolores na final da Série A-2 (segunda divisão) do Brasileirão do ano passado.

O restante da rodada de abertura, disputado entre sábado (8) e domingo (9), foi marcado por goleadas. A principal foi a do Avaí/Kindermann para cima do Vitória, em Caçador (SC), por 7 a 0. Julia Bianchi, Catyellen e Bruna Calderan, duas vezes cada, e Soraya marcaram para o time catarinense. Em Campinas (SP), a Ponte Preta não resistiu ao Iranduba: 5 a 0 para as amazonenses, com gols de Érica (2), Karol, Fabíola e Jaqueline.

Ferroviária e Santos também não encontraram dificuldades para largar bem no Brasileirão. As Guerreiras Grenás, atuais campeãs, fizeram 4 a 0 no Audax em Araraquara (SP) – Chu, Sâmia, Rafaela e Luana balançaram as redes. Mesmo placar da goleada das Sereias da Vila, em casa, sobre o Flamengo. Ex-jogadora rubro-negra, Larissa fez valer a “lei da ex” com dois gols. Ketlen e Cristiane, reestreando pela equipe alvinegra após quase 10 anos, completaram o placar.

No clássico da rodada, o Corinthians foi a Vinhedo (SP), onde o Palmeiras manda seus jogos, e levou a melhor no primeiro derby paulistano da história do Brasileiro Feminino. Giovanna Crivelari, Grazi e Erika garantiram a vitória por 3 a 1 – Carla Nunes descontou para as alviverdes.

Por fim, a dupla Gre-Nal também começou bem o torneio, com resultados positivos em casa. O Grêmio recebeu o Minas Icesp em Porto Alegre (RS) e venceu por 2 a 1 – Ju Oliveira marcou duas vezes, Isadora diminuiu. Já o Internacional fez 2 a 0 no São José em Novo Hamburgo (RS), com gols das estreantes Djeni e Byanca Brasil.

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Equipe feminina do Internacional venceu o São José por 2 a 0 – Divulgação/CBF

A segunda rodada começa nesta quarta-feira (12). Confira:

Jogos de quarta-feira (12)

15h – Vitória x Palmeiras

Barradão, em Salvador

19h – Flamengo x Ponte Preta

Giulite Coutinho, em Mesquita (RJ)

Jogos de quinta-feira (13)

19h – Audax x Grêmio

José Liberatti, em Osasco (SP)

19h – São José x Cruzeiro

Martins Pereira, em São José dos Campos (SP)

19h – Minas Icesp x Ferroviária

Bezerrão, no Gama (DF)

19h – São Paulo x Internacional

Centro de Formação de Atletas (CFA), em Cotia (SP)

20h30 – Corinthians x Avaí/Kindermann

Parque São Jorge, em São Paulo

21h – Iranduba x Santos

Ismael Benigno, em Manaus

Edição: Verônica Dalcanal

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Esportes

Coluna – A importância dos Estaduais

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Os olhos do torcedor brasileiro, em sua maioria, se voltam para as disputas do Brasileirão e da Copa do Brasil. São as que reúnem as principais equipes do país, pagam maiores prêmios e que classificam para as competições internacionais. Antes delas, no apertado calendário do futebol brasileiro, acontecem os Campeonatos Estaduais, que contam com a tradição e a rivalidade local para se manterem vivos. São conhecidos de forma carinhosa – o Carioca, o Paulistão, o Gauchão, o Parazão. Pois é. Lá no Norte do país existe um campeonato que contribui para a história do futebol mundial.

Domingo passado a TV Brasil transmitiu mais uma edição do clássico Remo x Paysandu, o Re-Pa. Ele simplesmente é o clássico mais disputado do mundo, com 752 edições, por várias competições, incluindo as Séries A, B e C do Brasileirão. O “Clássico Rei da Amazônia”, como é conhecido, começou a ser disputado em 1914, com direito a um gol marcado por um jogador inglês – Matthews fez para o Paysandu, na vitória do Remo por 2 a 1.

A rivalidade é longa e surgiu de uma troca de documentos. Nem precisou ter disputa política, como Barcelona x Real Madrid, o “El Clásico” espanhol; de rivalidade social, como Boca Juniors x River Plate, o “Superclásico” argentino; nem de uma guerra religiosa, como Celtic x Rangers, “The Old Firm Derby”, na Escócia. Uma ou outra palavra mal escrita e a amizade entre o Fenômeno Azul (Remo) e a Fiel Bicolor (Paysandu) terminou.

Qual dos dois tem a maior torcida é uma discussão que nem vale a pena comentar. Cada instituto diz que é um, então é melhor falar dos dois juntos. No ano passado, a dupla teve o maior e o terceiro maior público da Série C. Um dos clássicos registrou 30.242 torcedores presentes, público maior que, entre outros, Palmeiras x Santos, Corinthians x Bahia e Grêmio x Flamengo, todos pelas Série A de 2019.

Do Pará já saíram jogadores de sucesso, aqui e no exterior. Dos mais famosos, o Doutor Sócrates defendeu a Seleção em Copa do Mundo, idealizou a Democracia Corintiana e foi ídolo no Flamengo; Giovanni brilhou no Barcelona da Espanha, foi para a Seleção e ainda descobriu Paulo Henrique Ganso, que surgiu no Santos ao lado de Neymar e hoje está no Fluminense. Além deles, podemos citar Quarentinha, um dos maiores artilheiros da história do Botafogo; Paulo Vítor, goleiro tricampeão pelo Fluminense; Charles Guerreiro, que caiu nas graças da torcida do Flamengo; Rosemiro,  do Palmeiras, do Vasco e medalha de ouro no Pan, com a Seleção; Pikachu, lateral com mais gols na história do Vasco.

Como se vê, o estado do Pará nos dá motivos de sobra para termos atenção com os Estaduais. Não fossem esses torneios, não haveria rivalidade, novos valores nem história. Os críticos vão chiar, mas com certeza até eles criaram paixão pelo futebol nas arquibancadas de um Grenal, um Fla-Flu, um Ba-Vi, um San-São e, por que não, de um Re-Pa.

Edição: Verônica Dalcanal

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Esportes

Flamengo não pensa em estádio próprio

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O sonho do torcedor do Flamengo em ter um estádio próprio não está nos planos da atual diretoria do clube. E a informação é do próprio presidente Rodolfo Landim. Em entrevista exclusiva no programa “No Mundo da Bola”, da TV Brasil, o dirigente foi bem enfático ao dizer que o projeto da atual administração é conseguir a concessão do estádio para os próximos 35 anos.

“Desde o momento em que me lancei candidato, penso nessa questão. A torcida canta ‘o Maraca é nosso’, então temos de atendê-la. Além disso, o Maracanã está muito bem localizado, com transportes públicos bem acessíveis, tradição esportiva, história”, diz Landim. “Além disso, há a questão do custo. Um estádio simples vai custar R$ 12,5 mil por assento, e se projetarmos 60 mil lugares isso nos custaria cerca de R$ 800 milhões, que somados ao custo do terreno iria a R$ 1 bilhão”, completa.

Segundo Rodolfo Landim, o valor iria impactar as finanças do Flamengo, que teria de assumir um “endividamento gigantesco”, que obrigaria o clube a consumir cerca de R$ 120 milhões/ano para amortizar a dívida e pagar os juros. “E isso tudo para termos um estádio menor, numa localização pior. Não está nos nossos planos”, garante.

 

O dirigente revela que o Flamengo estuda a retirada de cadeiras de alguns setores do estádio, desde que consiga a concessão – e isso implicaria num aumento de cerca de 15 mil novos lugares. Mas isso só será possível no ano que vem, já que este ano o Maracanã será utilizado na final da Copa Libertadores e há um acordo entre Conmebol e CBF para que todos os lugares sejam marcados.

“Existe um projeto de lei que permite modificar o Maracanã e retirar cadeiras do estádio, já sancionado pelo Governo do Estado”, diz Landim. “Ficou acertado, no Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) que está sendo preparado para todos os que vão participar do processo licitatório, que se leve esse aspecto em consideração. É um interesse do governo também”, garante o presidente do Flamengo.

Por fim, Landim falou da renovação do contrato de Jorge Jesus. Segundo ele, o objetivo é fazer com que o técnico português permaneça no cargo até o fim de 2021, quando termina o mandato dele na presidência. O dirigente ainda brincou com a possibilidade de Jesus assumir o comando da seleção brasileira.

“Deixa isso pra lá. O Tite está muito bem na seleção e o Jesus vai ficar apenas no Flamengo. Ele e nossos jogadores. O grupo do Tite para a Copa América já está praticamente fechado e não precisa convocar nenhum de nossos atletas”, concluiu com bom humor.

Edição: Verônica Dalcanal

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