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Secretário de Finanças evita convocação e adia explicações sobre aumento do IPTU em Guarantã do Norte

A população de Guarantã do Norte segue sem respostas claras sobre o polêmico aumento do IPTU. O que já era motivo de indignação popular ganhou novos contornos nesta semana: o Secretário Municipal de Coordenação e Finanças, Ivane Molina, simplesmente informou que não irá comparecer à convocação da Câmara Municipal na data previamente marcada.

A Comissão de Finanças da Câmara havia convocado o secretário para prestar esclarecimentos no dia 6 de abril, diante da crescente revolta dos contribuintes com os altos valores do imposto. No entanto, em resposta oficial protocolada no dia 2 de abril, Molina alegou “compromissos institucionais inadiáveis” para justificar sua ausência.

A justificativa, embora formalmente apresentada, não convence — e tampouco acalma os ânimos. Em um momento em que a população cobra transparência e responsabilidade, a ausência do principal responsável pela política tributária do município soa como descaso e fuga do debate público.

No documento encaminhado à Câmara, o secretário afirma que indicará “oportunamente” uma nova data para comparecimento, invocando prerrogativas regimentais. Na prática, o que se vê é um adiamento de explicações urgentes, justamente quando o contribuinte mais precisa de respostas.

O episódio levanta questionamentos inevitáveis:
Por que não priorizar um tema de tamanha relevância social?
Por que evitar um espaço legítimo de prestação de contas?
E, principalmente, até quando a população ficará sem esclarecimentos sobre os critérios que levaram ao aumento do IPTU?

A situação evidencia um distanciamento preocupante entre a gestão pública e a realidade enfrentada pelos cidadãos. Enquanto boletos chegam com valores elevados, o responsável por explicá-los opta por não comparecer.

Agora, cabe à Câmara Municipal decidir se aceitará passivamente o adiamento ou se adotará medidas mais firmes para garantir o comparecimento da autoridade convocada.

Uma coisa é certa: a pressão popular não diminui — e a ausência de respostas só tende a aumentar o desgaste político.

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