Mato Grosso

Secretário prevê pico da pandemia em MT entre setembro e outubro

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O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, disse que Mato Grosso está no estágio inicial da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e a previsão é que o declínio da doença ocorra a partir de outubro. Ele destacou que o Estado ainda não chegou ao pico da doença, mas alertou a população para que adote as medidas necessárias para evitar a disseminação do vírus, principalmente nos próximos três meses, pois há estimativa de crescimento substancial de pessoas infectadas.

Em uma semana, em Mato Grosso houve crescimento de 72,6% de pessoas infectadas pelo vírus. Na última segunda-feira (11), a Secretaria de Estado de Saúde (SES) notificou 545 casos, no dia 18 o número subiu para 941. Os números de mortes também aumentaram em uma semana. Na segunda-feira passada eram 19 mortes e nessa segunda o número chegou a 30.

“Nós não chegamos ao pico, nós estamos no início no Estado de Mato Grosso de uma pandemia, bom que a população saiba disso, a população precisa acordar aquele que pode evitar circulação, pode nesse momento fazer isolamento social, pode proteger seus familiares com mais idade e aqueles que têm comodidades, que o façam. Nós estamos no início de uma pandemia que ainda vai trazer muito desconforto ao Estado”, disse.

“Enquanto não tivermos uma vacina, não vamos conseguir tirar esse vírus de circulação. Enquanto houver pessoas para serem infectadas, infectando outras, porque sequer sabem que estão infectadas e continuam na atividade normal, nós vamos ter o número crescente de casos”, complementou.

Gilberto destacou que todas as decisões que virão pela frente dependerão do comportamento da população. Ele destacou que, embora tenha ocorrido a flexibilização das medidas restritivas, as pessoas precisam fazer o dever de casa.

“Eu vejo muita gente cobrando dos governantes uma lei, aplicação de uma multa, mas ele mesmo podendo ajudar não faz a sua tarefa de casa, então não dá para transferir simplesmente para o gestor público toda a obrigação daquilo que tem que ser feito, cada um de nós pode dar sua contribuição”, destacou.

 

Fonte: Repórter MT

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Mato Grosso

Pedro Satélite assume cargo na Assembléia Legislativa após deputado se licenciar

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O ex-deputado Pedro Satélite (PSD), que tem base eleitoral na região de Guarantã do Norte, volta à Assembleia Legislativa de Mato Grosso nesta semana. Ele assume o lugar do deputado Sebastião Rezende (PSC), que se licenciou “por motivos particulares” pelo prazo máximo de quatro meses. A expectativa é de que Satélite, que não conseguiu a reeleição em 2018, participe das sessões on line já nesta quarta-feira (17).

A licença do pastor Sebastião Rezende foi comunicada na sexta-feira (12), junto com o comunicado de substituição por Pedro Satélite, que não é o primeiro suplente da chapa. Por direito, a vaga seria do sinopense Silvano Amaral (MDB), que não vai sair da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF) para voltar, provisoriamente, ao parlamento.

O segundo suplente, Toninho de Souza (PSD), que é vereador em Cuiabá e que já ocupou uma cadeira na Assembleia ano passado também abriu mão para atender ao “rodízio” da coligação e dar o acesso a Pedro Satélite.

O político do Nortão é experiente no parlamento. Se elegeu pela primeira vez em 1994, reelegendo-se duas vezes seguidas em 1998 e 2002. Nas eleições de 2006 e 2010 ficou na suplência, assumindo definitivamente em 2013. No ano seguinte, em 2014, reelegeu-se e em 2018, com 13.860 votos não conquistou a vaga.

Só Notícias/Marco Stamm 

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Mato Grosso

Saúde de Mato Grosso entrará em colapso nos próximos dias

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O secretário de Estado de Saúde (SES), Gilberto Figueiredo, alertou que Mato Grosso já pode se considerar em estado de colapso da saúde pública. Os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) devem ter ocupação total já nos próximos dias e não há nada que possa ser feito com efeitos imediatos. A consequência dessa situação será um número inevitável de mortes por pacientes que serão tratados em leitos de enfermaria, mesmo necessitando de UTI. As afirmações foram feitas durante entrevista coletiva de imprensa nesta terça-feira (9), transmitida por meio das redes sociais.

“Marcar o dia exato [para o colapso] é complicado. Marcar o dia vai colapsar? Por que nós não podemos admitir que já colapsou? Porque, se nós já sabemos que vamos receber uma demanda de número de pacientes que não vai encontrar leitos de UTI nos próximos dias ou nas próximas horas, qual é o momento exato de dizer que [o sistema] colapsou? Se não tem leito à disposição, se não tem profissional à disposição, o que mais falta para decretar o colapso? Então, não nos enganemos, já colapsou!”, exclamou.

Gilberto explicou que a situação no estado já não está mais sob controle e o número de casos tem aumentado muito nos últimos dias. Entre a tarde de segunda-feira (8) e a manhã de terça, quando o secretário concedeu a entrevista, 10 novos pacientes foram internados em leitos de UTI.

Até o momento da transmissão, duas grandes unidades de saúde estadual já tinham assumido o status de colapso. O Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, e o Hospital Estadual Santa Casa, em Cuiabá, já não possuem nenhum leito de UTI disponível para atendimento a vítimas de covid-19.

Durante toda a transmissão, Figueiredo pontuou atitudes que poderiam evitar a nova realidade em que Mato Grosso se encontra. Duas delas se destacam: não promover aglomeração de pessoas, com o cumprimento do isolamento social, sempre que possível e proatividade dos prefeitos em contribuir para aumentar o número de leitos de UTI em seus municípios.

Esses dois pontos foram duramente criticados pelo secretário como determinantes para a atual situação.

A briga entre governo do Estado e Prefeitura de Cuiabá também foi alvo das críticas de Gilberto. Isso porque o Município se recusa a fornecer seus leitos para a Central de Regulação Estadual, mesmo tendo um bom número de UTI disponível.

Até a noite de segunda-feira, Mato Grosso tinha 4.243 casos confirmados de covid-19, sendo 1.454 pessoas curadas, 227 pacientes hospitalizados, 2.436 em isolamento social e 126 vítimas fatais.

Em março, o então ministro da Saúde, Henrique Mandetta, explicou a classificação técnica de colapso no sistema de saúde. Ele é definido quando, ainda que haja dinheiro, plano de saúde e ordem judicial, não há vaga disponível para atender ao paciente.

Fonte: Jornal Estadão

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