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Sósias do Flamengo fazem sucesso com a torcida e estão à procura de Jesus

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Não se fala em outra coisa no Rio de Janeiro: o Flamengo é líder do Campeonato Brasileiro e a galera está feliz da vida. Mas não são apenas os comandados de Jorge Jesus que fazem a alegria dos rubro-negros. Cada vez mais entrosado, o time dos sósias do Mengão já virou febre entre os cariocas e conta até com jogadores que nunca vestiram o Manto Sagrado.

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Agencia O Dia – Daniel Castelo Branco

Sosias do Flamengo


Tudo começou no dia 11 de abril, quando Jeferson Sales, 34 anos, decidiu ir ao jogo do Flamengo contra o San José, pela Libertadores, caracterizado como Gabigol, suspenso naquela partida. Sua imagem no Maracanã viralizou, e a carreira de sósia decolou a partir dali.

“Fico muito feliz por tudo que está acontecendo. O carinho não só dos rubro-negros, mas também das outras torcidas. Todo lugar que eu vou sou reconhecido. No jogo em Salvador, eu nem consegui almoçar, o carinho é muito grande. Mas eu fico muito feliz”, conta o Gabigol da torcida, ou ‘Gabigordo’, apelido que não faz jus ao seu porte físico. “A câmera engorda um pouco”, explica. 

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Apelidado de Diego nas peladas de fins de semana, o cabeleireiro Felipe Pison, 34 anos, resolveu aproveitar a semelhança para também entrar na onda. Curiosamente, ele também está se recuperando de uma grave lesão e precisou fazer três cirurgias no joelho direito.

“Eu não consigo mais entrar na minha barbearia para trabalhar, porque não tenho tempo. Sempre tem uma entrevista, uma gravação. Conheci pessoas como Zico e Adílio. Ainda sonho em conhecer o Diego, meu ídolo. Isso mudou a minha vida”, disse Felipe.

O sucesso da dupla serviu de inspiração para outros se juntarem ao grupo. Chegaram Pará, Filipe Luís, Willian Arão, Lucas Paquetá, Muralha — velho conhecido da torcida —, Bruno Henrique e até Roberto Carlos e Neymar, que nem chegaram a vestir a camisa rubro-negra. Eles formam agora a equipe Sósias do Brasil e estão a procura de novos integrantes. O sósia de Jorge Jesus, que apareceu no Maracanã na partida contra o Internacional, é um sério candidato, mas ainda não foi localizado.

Entre os eventos na agenda do grupo, estão uma partida contra o time Master do Flamengo, na Gávea, e um amistoso no Estádio Mané Garrincha.


O MAIS PARECIDO

Em entrevista após a vitória sobre o Internacional, Gabigol não teve dúvidas ao apontar qual era o sósia mais parecido: o de Filipe Luís. E a semelhança não é só física. Matheus Almeida, 18 anos, ainda é jogador de futebol e atua como lateral-esquerdo no time sub-20 do Artsul. Ele ficou surpreso com o reconhecimento do camisa 9.

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“É bom saber que estamos sendo retribuídos. Temos acompanhado eles em todos os lugares e é ótimo esse reconhecimento. Fiquei muito feliz de saber que pareço tanto com esse ídolo”, conta Matheus. 

*Estagiário sob supervisão.

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Revanche cruzeirense encerra abertura do Brasileiro Feminino

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A vitória do Cruzeiro sobre o São Paulo, por 1 a 0, no Estádio das Alterosas, em Belo Horizonte, encerrou a primeira rodada do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino. O resultado de segunda-feira (10), sacramentado pelo gol de Vanessa, aos 34 minutos do primeiro tempo, teve gosto de revanche para as mineiras, que haviam sido superadas pelas tricolores na final da Série A-2 (segunda divisão) do Brasileirão do ano passado.

O restante da rodada de abertura, disputado entre sábado (8) e domingo (9), foi marcado por goleadas. A principal foi a do Avaí/Kindermann para cima do Vitória, em Caçador (SC), por 7 a 0. Julia Bianchi, Catyellen e Bruna Calderan, duas vezes cada, e Soraya marcaram para o time catarinense. Em Campinas (SP), a Ponte Preta não resistiu ao Iranduba: 5 a 0 para as amazonenses, com gols de Érica (2), Karol, Fabíola e Jaqueline.

Ferroviária e Santos também não encontraram dificuldades para largar bem no Brasileirão. As Guerreiras Grenás, atuais campeãs, fizeram 4 a 0 no Audax em Araraquara (SP) – Chu, Sâmia, Rafaela e Luana balançaram as redes. Mesmo placar da goleada das Sereias da Vila, em casa, sobre o Flamengo. Ex-jogadora rubro-negra, Larissa fez valer a “lei da ex” com dois gols. Ketlen e Cristiane, reestreando pela equipe alvinegra após quase 10 anos, completaram o placar.

No clássico da rodada, o Corinthians foi a Vinhedo (SP), onde o Palmeiras manda seus jogos, e levou a melhor no primeiro derby paulistano da história do Brasileiro Feminino. Giovanna Crivelari, Grazi e Erika garantiram a vitória por 3 a 1 – Carla Nunes descontou para as alviverdes.

Por fim, a dupla Gre-Nal também começou bem o torneio, com resultados positivos em casa. O Grêmio recebeu o Minas Icesp em Porto Alegre (RS) e venceu por 2 a 1 – Ju Oliveira marcou duas vezes, Isadora diminuiu. Já o Internacional fez 2 a 0 no São José em Novo Hamburgo (RS), com gols das estreantes Djeni e Byanca Brasil.

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Equipe feminina do Internacional venceu o São José por 2 a 0 – Divulgação/CBF

A segunda rodada começa nesta quarta-feira (12). Confira:

Jogos de quarta-feira (12)

15h – Vitória x Palmeiras

Barradão, em Salvador

19h – Flamengo x Ponte Preta

Giulite Coutinho, em Mesquita (RJ)

Jogos de quinta-feira (13)

19h – Audax x Grêmio

José Liberatti, em Osasco (SP)

19h – São José x Cruzeiro

Martins Pereira, em São José dos Campos (SP)

19h – Minas Icesp x Ferroviária

Bezerrão, no Gama (DF)

19h – São Paulo x Internacional

Centro de Formação de Atletas (CFA), em Cotia (SP)

20h30 – Corinthians x Avaí/Kindermann

Parque São Jorge, em São Paulo

21h – Iranduba x Santos

Ismael Benigno, em Manaus

Edição: Verônica Dalcanal

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Coluna – A importância dos Estaduais

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Os olhos do torcedor brasileiro, em sua maioria, se voltam para as disputas do Brasileirão e da Copa do Brasil. São as que reúnem as principais equipes do país, pagam maiores prêmios e que classificam para as competições internacionais. Antes delas, no apertado calendário do futebol brasileiro, acontecem os Campeonatos Estaduais, que contam com a tradição e a rivalidade local para se manterem vivos. São conhecidos de forma carinhosa – o Carioca, o Paulistão, o Gauchão, o Parazão. Pois é. Lá no Norte do país existe um campeonato que contribui para a história do futebol mundial.

Domingo passado a TV Brasil transmitiu mais uma edição do clássico Remo x Paysandu, o Re-Pa. Ele simplesmente é o clássico mais disputado do mundo, com 752 edições, por várias competições, incluindo as Séries A, B e C do Brasileirão. O “Clássico Rei da Amazônia”, como é conhecido, começou a ser disputado em 1914, com direito a um gol marcado por um jogador inglês – Matthews fez para o Paysandu, na vitória do Remo por 2 a 1.

A rivalidade é longa e surgiu de uma troca de documentos. Nem precisou ter disputa política, como Barcelona x Real Madrid, o “El Clásico” espanhol; de rivalidade social, como Boca Juniors x River Plate, o “Superclásico” argentino; nem de uma guerra religiosa, como Celtic x Rangers, “The Old Firm Derby”, na Escócia. Uma ou outra palavra mal escrita e a amizade entre o Fenômeno Azul (Remo) e a Fiel Bicolor (Paysandu) terminou.

Qual dos dois tem a maior torcida é uma discussão que nem vale a pena comentar. Cada instituto diz que é um, então é melhor falar dos dois juntos. No ano passado, a dupla teve o maior e o terceiro maior público da Série C. Um dos clássicos registrou 30.242 torcedores presentes, público maior que, entre outros, Palmeiras x Santos, Corinthians x Bahia e Grêmio x Flamengo, todos pelas Série A de 2019.

Do Pará já saíram jogadores de sucesso, aqui e no exterior. Dos mais famosos, o Doutor Sócrates defendeu a Seleção em Copa do Mundo, idealizou a Democracia Corintiana e foi ídolo no Flamengo; Giovanni brilhou no Barcelona da Espanha, foi para a Seleção e ainda descobriu Paulo Henrique Ganso, que surgiu no Santos ao lado de Neymar e hoje está no Fluminense. Além deles, podemos citar Quarentinha, um dos maiores artilheiros da história do Botafogo; Paulo Vítor, goleiro tricampeão pelo Fluminense; Charles Guerreiro, que caiu nas graças da torcida do Flamengo; Rosemiro,  do Palmeiras, do Vasco e medalha de ouro no Pan, com a Seleção; Pikachu, lateral com mais gols na história do Vasco.

Como se vê, o estado do Pará nos dá motivos de sobra para termos atenção com os Estaduais. Não fossem esses torneios, não haveria rivalidade, novos valores nem história. Os críticos vão chiar, mas com certeza até eles criaram paixão pelo futebol nas arquibancadas de um Grenal, um Fla-Flu, um Ba-Vi, um San-São e, por que não, de um Re-Pa.

Edição: Verônica Dalcanal

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