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Tenho muita lubrificação e não sinto prazer; o que fazer? Delas responde

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A lubrificação vaginal é essencial para que a mulher sinta prazer durante o sexo, mas, assim como muitas questões relacionadas ao corpo feminino, isso não funciona da mesma forma para todas. No caso de uma leitora do Delas , por exemplo, o problema é ficar lubrificada em excesso – o que, segundo ela, acaba diminuindo a sensibilidade na hora da penetração.

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fruta cortada ao meio dando alusão à vagina lubrificada arrow-options
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Lubrificação vaginal é uma questão importante para o prazer da mulher, mas ficar ‘molhada’ demais nem sempre é bom

No relato enviado à nossa equipe, a leitora (cuja identidade não foi divulgada) diz: “Tenho muita lubrificação a ponto de me atrapalhar na hora do sexo. Eu não sinto prazer nenhum, o que eu posso fazer para diminuir a lubrificação ?”, questiona. 

Respondendo a pergunta,  Débora Pádua , sexóloga e fisioterapeuta pélvica, afirma que, antes de mais nada, isso não deve ser vista como um problema para as mulheres. “Quanto mais lubrificada a mulher está, menos dificuldade ela vai ter na penetração. Então, é muito bom que ela esteja excitada, lubrificada e sem sentir dor por causa desse ‘excesso’”, comenta.

A ginecologista e obstetra Patrícia Varella concorda: “Isso é um sinal de que o organismo está respondendo do ponto de vista químico e hormonal, quer dizer que o parceiro está dando prazer e eles adoram saber disso.”

Então, por que incomoda? “Algumas mulheres acham ruim ficar ‘molhada’ demais, porque desliza muito e ela perde um pouco do contato com o pênis. Outras ficam com vergonha por causa desse excesso, mas ela apenas tem facilidade com as glândulas que a deixam lubrificada e a excitação acaba sendo um pouco mais fácil, consequentemente”, completa a sexóloga.

É possível diminuir a lubrificação natural?

Existem algumas dicas para aquelas que não se sentem confortáveis com a sensação “molhada” no dia a dia. Evitar calças muito apertadas, por exemplo, é uma delas, já que às vezes pode estimular o clitóris. Outra sugestão é usar mais de uma calcinha durante o dia, sempre trocando quando sentir incômodo.

“É sempre melhor usar calcinhas de algodão e até dormir sem calcinha. Se for preciso, tome dois banhos por dia. Caso a umidade traga desconfortos, como coceira, vermelhidão, odor forte e diferente do habitual, a dica é procurar um ginecologista”, indica Patrícia. 

Consultar um especialista também pode ajudar a saber se há alguma desregulação hormonal, já que medicações, como o anticoncepcional, podem alterar a produção de lubrificação.

Leia também: 11 coisas que você precisa saber sobre lubrificação feminina

E na hora do sexo?

“Se a mulher não tiver sentindo o atrito do pênis na vagina , ela pode fazer um pouquinho mais de contração e não deslizar demais o pênis, isso já ajuda. Curta a relação sem ficar preocupada com o que o parceiro está pensando sobre a sua lubrificação, apenas deixe seu corpo responder pelo prazer que você está recebendo”, recomenda Débora.

“Se de fato estiver atrapalhando, use uma toalhinha limpa e seque a região externa na entrada da vagina”, diz a ginecologista. Porém, ela afirma que a melhor coisa é usar isso à seu favor, já que os homens gostam de saber que estão agradando as parceiras. “Você pode até pedir um oral se estiver muito molhada, para que ele saiba disso.” 

Ambas reforçam que é essencial conhecer o próprio corpo para saber o que pode te deixar mais “molhada” e a sexóloga dá um último lembrete para perder a “nóia” sobre o tema: “Lembre-se que não existe uma regra do quanto lubrificada você tem que ficar durante o sexo, o importante é se sentir bem”, finaliza. 

Leia também: Como usar lubrificante? Veja diferentes tipos e dicas de especialista

Tem alguma dúvida que envolva sexo, sexualidade ou até mesmo posições sexuais? Faça como a leitora que nos mandou a questão sobre   lubrificação e entre em contato conosco pelo email [email protected] . Nós traremos uma especialista para respondê-la com sigilo total!

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Mãe solo que sofreu isolamento social após gravidez cria “tinder das mães”

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O sentimento de solidão e a falta  de companhia após as duas gravidezes que viveu foi o que motivou a britânica Rebecca McGoff, de 37 anos, a criar o Buump Active, um aplicativo de relacionamentos que conecta mães que moram perto e incentiva a prática de exercícios em conjunto.

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Reproduçao/DailyMail

Mãe de duas meninas (8 e 12 anos), Rebecca diz que se sentiu solitária após o parto

O suporte para desenvolver o aplicativo veio do departamento de Esportes, Mídia e Cultura do Reino Unido, que em 2017 ofereceu financiamento para ideias que ajudassem pessoas a entrar em forma e mudar de vida. A ideia de Rebecca, que contou sua experiência como mãe , foi escolhida pela instituição e recebeu um aporte de 346 euros, o equivalente a cerca de R$1.600.

Em outubro do ano passado, nasceu o Buump Active, a primeira rede social do tipo, dedicada a manter as novas mamães ativas após o nascimento do bebê. Ao portal DailyMail, Rebecca disse que se sente “grata ao ajudar outras mães na busca pela sua melhor versão”. 

“Eu passava dias trancada em casa e saía apenas para pequenas caminhadas com o carrinho de bebê das minhas filhas , que hoje estão com 12 e 8 anos”, recorda ela. “As pessoas não falam sobre isso. Existe uma grande culpa em assumir que os primeiros dias de uma mãe são difíceis”, explica. 

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Assim como em aplicativos de namoro, o Buump permite a criação de um perfil e um “passeio” pelas informações de outras mães, ajustadas de acordo com a distância em que vivem. Após o primeiro contato, é possível marcar um encontro em um parque, aula de ioga ou outro local que as envolvidas julguem apropriado.

Fonte: IG Mulher

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“Amor de Mãe” aborda “barriga de aluguel”: como funciona e quem pode fazer?

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Popularmente conhecida como “barriga de aluguel”, a gestação por substituição ganhou evidência na novela “Amor de Mãe”, da TV Globo, na última semana. Na trama escrita por Manuela Dias, a personagem Thelma (Adriana Esteves) se oferece para gerar o neto após Camila (Jéssica Ellen) ter sofrido um aborto espontâneo do filho que esperava de Danilo (Chay Suede).
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Reprodução/ Globo

Na novela Amor de Mãe, da TV Globo, Thelma será barriga de aluguel para Danilo e Camila e gerará o neto

Esse procedimento vem sendo adotado por casais que não podem engravidar ou possuem problemas de fertilidade e saúde. De acordo com a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), utilizar o termo ” barriga de aluguel ” é errado, é mais indicado “doação temporária do útero” ou “gestão por substituição”.
“A palavra ‘aluguel’ gera uma conotação monetária e, de acordo com a resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), que regula esse método, não é permitido que a doação temporária tenha caráter lucrativo ou comercial”, ressalta Adelino Amaral Silva, médico especialista da SBRA.
A resolução do CFM nº 2168, de 21 de setembro de 2017, afirma que as doadoras temporárias de útero devem pertencer à família de um dos parceiros, com parentesco de até quarto grau. Ou seja, mães, irmãs, tias, sobrinhas, primas e avós podem contribuir para a realização do sonho dos casais, assim como Thelma. Demais casos, a exemplo de casais que não possuem membros da família em condições de engravidar, ainda podem requerer uma autorização ao CFM para uma terceira pessoa possa emprestar o útero.
Em muitos casos, as mulheres que procuram esse procedimento nasceram sem útero ou tiveram que tirar o órgão cirurgicamente devido a doenças, sofreram problema médico que impeça ou contraindique a gestação ou são casais em união homoafetiva. 

Como funciona o procedimento de gestão por substituição?

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Parentes próximos são autorizados a serem “barriga de aluguel” de casal

O procedimento para uma gestão por substituição , no caso dos casais heterossexuais, o primeiro passo é a estimulação medicamentosa dos ovários da mãe biológica e o preparo do útero a ser doado temporariamente para que esteja receptivo aos embriões para a gestação.
“No dia em que se faz a retirada dos óvulos, o homem fornece os espermatozoides que serão utilizados para fazer a fecundação. Os embriões formados serão transferidos para o útero da mulher que está cedendo por meio do procedimento de fertilização in vitro”, explica o Adelino.
Em casais homossexuais o método é diferente para cada caso, mas ambos precisam de doadores anônimos de material genético, além do útero temporário. “No caso de um casal de homens, é necessário usar os óvulos de uma doadora anônima e os espermatozoides de um dos dois. Os embriões resultantes serão transferidos para o útero. No caso das mulheres, normalmente é realizada a gestação compartilhada, onde uma fornece os óvulos e a outra, o útero. Os espermatozoides partem de um doador anônimo”, conclui o médico.
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É importante ressaltar que, por não haver legislação no Brasil que trate sobre a gestação por substituição ( barriga de aluguel ), os tribunais baseiam-se atualmente na Resolução Ética do Conselho Federal de Medicina, que indica punição caso os médicos não sigam as instruções previstas.

Fonte: IG Mulher

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