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Vasco depende de combinação de resultados para ir à Libertadores

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O Vasco só entra em campo amanhã (05), mas o torcedor que ainda acredita em uma vaga na Copa Libertadores 2020 vai ficar atento às partidas de hoje (04). Praticamente garantido na Sul-Americana, o Cruzmaltino tem chances mínimas de conseguir disputar a maior competição do continente. O time de Vanderlei Luxemburgo consegue chegar se vencer os dois últimos jogos, se o Corinthians perder seus dois últimos confrontos, e se o Fortaleza e Goiás sofrerem uma derrota ou terminarem a competição com dois empates.

O Corinthians enfrenta o Ceará, no Castelão, às 19h30 nesta quarta  (4). Também hoje (4), às 21h30, o Fortaleza pega o Fluminense, no Maracanã. O Goiás só entra em campo amanhã (5) contra o Palmeiras, no Brinco de Ouro, em Campinas (SP).

É muito difícil o caminho do Vasco para a Libertadores, e o próprio elenco reconhece isso. Logo após a derrota para o São Paulo, o lateral-direito Yago Pikachu já sabia que a vaga tinha ficado distante.

“Ficou muito difícil, até porque os adversários venceram e a distância ficou maior. A gente tem que continuar trabalhando para fazer nosso melhor e ver o que vai acontecer, mas a gente sabe que essa vaga para a Libertadores ficou um pouco distante. Temos que fazer nosso papel contra o Cruzeiro dentro de casa”.

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O Vasco jogou contra o Cruzeiro, ganhou, e ainda tem chances de ir à Liberadores. Como Pikachu disse, é pensar em cada partida. O próximo compromisso será amanhã (5) com o Bahia, na Fonte Nova, às 19h15. É um adversário direto, já que o esquadrão de aço tem 48 pontos, um a mais que o Gigante da Colina.

Vanderlei Luxemburgo terá um desfalque para o jogo em Salvador. O autor do gol da vitória contra o Cruzeiro, Fredy Guarín, recebeu o terceiro cartão amarelo e está fora. Por outro lado, Raul retorna de suspensão e deve ser titular. Marcos Júnior, que foi poupado devido a um choque de cabeça na partida contra o São Paulo, também tem chances de jogar.

Depois do confronto com o Bahia, o Vasco fecha a participação no Campeonato Brasileiro no domingo (8), às 16h, contra a Chapecoense. O presidente do clube, Alexandre Campello, confirmou em sua conta no twitter a transferência da partida de São Januário para o Maracanã. A expectativa é de um grande público embalado pela adesão em massa de sócio-torcedores.

Ontem (03), o Vasco ultrapassou o Flamengo e se tornou o clube com maior número de sócio-torcedores do Brasil. No início da manhã desta quarta (04), o clube já havia alcançado a marca de 148 mil sócios. A promoção de 50% de desconto nos planos de sócios-torcedores do Vasco segue até domingo (8), dia da partida com a Chapecoense.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Revanche cruzeirense encerra abertura do Brasileiro Feminino

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A vitória do Cruzeiro sobre o São Paulo, por 1 a 0, no Estádio das Alterosas, em Belo Horizonte, encerrou a primeira rodada do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino. O resultado de segunda-feira (10), sacramentado pelo gol de Vanessa, aos 34 minutos do primeiro tempo, teve gosto de revanche para as mineiras, que haviam sido superadas pelas tricolores na final da Série A-2 (segunda divisão) do Brasileirão do ano passado.

O restante da rodada de abertura, disputado entre sábado (8) e domingo (9), foi marcado por goleadas. A principal foi a do Avaí/Kindermann para cima do Vitória, em Caçador (SC), por 7 a 0. Julia Bianchi, Catyellen e Bruna Calderan, duas vezes cada, e Soraya marcaram para o time catarinense. Em Campinas (SP), a Ponte Preta não resistiu ao Iranduba: 5 a 0 para as amazonenses, com gols de Érica (2), Karol, Fabíola e Jaqueline.

Ferroviária e Santos também não encontraram dificuldades para largar bem no Brasileirão. As Guerreiras Grenás, atuais campeãs, fizeram 4 a 0 no Audax em Araraquara (SP) – Chu, Sâmia, Rafaela e Luana balançaram as redes. Mesmo placar da goleada das Sereias da Vila, em casa, sobre o Flamengo. Ex-jogadora rubro-negra, Larissa fez valer a “lei da ex” com dois gols. Ketlen e Cristiane, reestreando pela equipe alvinegra após quase 10 anos, completaram o placar.

No clássico da rodada, o Corinthians foi a Vinhedo (SP), onde o Palmeiras manda seus jogos, e levou a melhor no primeiro derby paulistano da história do Brasileiro Feminino. Giovanna Crivelari, Grazi e Erika garantiram a vitória por 3 a 1 – Carla Nunes descontou para as alviverdes.

Por fim, a dupla Gre-Nal também começou bem o torneio, com resultados positivos em casa. O Grêmio recebeu o Minas Icesp em Porto Alegre (RS) e venceu por 2 a 1 – Ju Oliveira marcou duas vezes, Isadora diminuiu. Já o Internacional fez 2 a 0 no São José em Novo Hamburgo (RS), com gols das estreantes Djeni e Byanca Brasil.

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Equipe feminina do Internacional venceu o São José por 2 a 0 – Divulgação/CBF

A segunda rodada começa nesta quarta-feira (12). Confira:

Jogos de quarta-feira (12)

15h – Vitória x Palmeiras

Barradão, em Salvador

19h – Flamengo x Ponte Preta

Giulite Coutinho, em Mesquita (RJ)

Jogos de quinta-feira (13)

19h – Audax x Grêmio

José Liberatti, em Osasco (SP)

19h – São José x Cruzeiro

Martins Pereira, em São José dos Campos (SP)

19h – Minas Icesp x Ferroviária

Bezerrão, no Gama (DF)

19h – São Paulo x Internacional

Centro de Formação de Atletas (CFA), em Cotia (SP)

20h30 – Corinthians x Avaí/Kindermann

Parque São Jorge, em São Paulo

21h – Iranduba x Santos

Ismael Benigno, em Manaus

Edição: Verônica Dalcanal

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Coluna – A importância dos Estaduais

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Os olhos do torcedor brasileiro, em sua maioria, se voltam para as disputas do Brasileirão e da Copa do Brasil. São as que reúnem as principais equipes do país, pagam maiores prêmios e que classificam para as competições internacionais. Antes delas, no apertado calendário do futebol brasileiro, acontecem os Campeonatos Estaduais, que contam com a tradição e a rivalidade local para se manterem vivos. São conhecidos de forma carinhosa – o Carioca, o Paulistão, o Gauchão, o Parazão. Pois é. Lá no Norte do país existe um campeonato que contribui para a história do futebol mundial.

Domingo passado a TV Brasil transmitiu mais uma edição do clássico Remo x Paysandu, o Re-Pa. Ele simplesmente é o clássico mais disputado do mundo, com 752 edições, por várias competições, incluindo as Séries A, B e C do Brasileirão. O “Clássico Rei da Amazônia”, como é conhecido, começou a ser disputado em 1914, com direito a um gol marcado por um jogador inglês – Matthews fez para o Paysandu, na vitória do Remo por 2 a 1.

A rivalidade é longa e surgiu de uma troca de documentos. Nem precisou ter disputa política, como Barcelona x Real Madrid, o “El Clásico” espanhol; de rivalidade social, como Boca Juniors x River Plate, o “Superclásico” argentino; nem de uma guerra religiosa, como Celtic x Rangers, “The Old Firm Derby”, na Escócia. Uma ou outra palavra mal escrita e a amizade entre o Fenômeno Azul (Remo) e a Fiel Bicolor (Paysandu) terminou.

Qual dos dois tem a maior torcida é uma discussão que nem vale a pena comentar. Cada instituto diz que é um, então é melhor falar dos dois juntos. No ano passado, a dupla teve o maior e o terceiro maior público da Série C. Um dos clássicos registrou 30.242 torcedores presentes, público maior que, entre outros, Palmeiras x Santos, Corinthians x Bahia e Grêmio x Flamengo, todos pelas Série A de 2019.

Do Pará já saíram jogadores de sucesso, aqui e no exterior. Dos mais famosos, o Doutor Sócrates defendeu a Seleção em Copa do Mundo, idealizou a Democracia Corintiana e foi ídolo no Flamengo; Giovanni brilhou no Barcelona da Espanha, foi para a Seleção e ainda descobriu Paulo Henrique Ganso, que surgiu no Santos ao lado de Neymar e hoje está no Fluminense. Além deles, podemos citar Quarentinha, um dos maiores artilheiros da história do Botafogo; Paulo Vítor, goleiro tricampeão pelo Fluminense; Charles Guerreiro, que caiu nas graças da torcida do Flamengo; Rosemiro,  do Palmeiras, do Vasco e medalha de ouro no Pan, com a Seleção; Pikachu, lateral com mais gols na história do Vasco.

Como se vê, o estado do Pará nos dá motivos de sobra para termos atenção com os Estaduais. Não fossem esses torneios, não haveria rivalidade, novos valores nem história. Os críticos vão chiar, mas com certeza até eles criaram paixão pelo futebol nas arquibancadas de um Grenal, um Fla-Flu, um Ba-Vi, um San-São e, por que não, de um Re-Pa.

Edição: Verônica Dalcanal

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