Economia

5G: Abratel sugere migração da radiodifusão da banda C para banda Ku

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A Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel) apresentou à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) uma proposta formal para o futuro uso da faixa 3,5 GHz. Atualmente a frequência é usada para a transmissão de canais abertos de televisão pela banda C, recebida nas antenas parabólicas domésticas. 

A frequência também é usada profissionalmente pelas emissoras de TV para os chamados links. No entanto, a faixa deverá ser repassada para a nova tecnologia padrão 5G de transmissão de dados. 

O leilão do 5G está previsto para 2020, apesar de ainda não estar claro se será possível a coexistência de utilização na mesma faixa de frequência, sem que, por exemplo, o 5G interfira na recepção dos canais nas antenas domésticas de banda C, usadas em aproximadamente 22 milhões de domicílios brasileiros.

Testes feitos pela Anatel mostraram que para diminuir a interferência, haveria necessidade de instalação de filtros e novos receptores nas parabólicas domésticas. No entanto, a viabilidade e efetividade dessa alteração ainda é incerta.

A proposta da Abratel, entidade que tem entre as associadas a Rede Record e a Rede TV!, é migrar a radiodifusão da banda C para a banda Ku, e utilizar recursos obtidos com o leilão do 5G para a compra e distribuição de kits de banda Ku para a população de baixa renda, que faz uso das parabólicas de banda C. 

“O serviço só tem hoje 22 milhões de receptores nos domicílios por conta do custo do equipamento. A gente está falando de LNB [receptor] que custa R$ 20. O receptor melhorado [de banda C, com filtro para diminuir a interferência do 5G], ainda não foi ofertado, mas a expectativa de preço dele é da ordem de R$ 160. E ele não resolveu o problema [de interferência]”, disse hoje (27) o representante da Abratel, Wender Souza, em evento que debateu a nova tecnologia 5G no Congresso da Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão (SET), na capital paulista.

Segundo o superintendente da Anatel, Vinícius Oliveira Caram Guimarães, a agência ainda não tem uma posição fechada se o mais adequado seria a migração da radiodifusão da banda C para a banda Ku, ou a coexistência do 5G com a radiodifusão na banda C.

“Se o setor convergir para uma solução definitiva, ainda que seja no médio prazo, única, tendo a Abratel, a Abert [Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão], todos os envolvidos acordados em migrar os serviços [da banda C para a banda Ku], uma solução casada, orquestrada, seria o ideal para as redes móveis quanto para os radiodifusores”, disse Guimarães.

De acordo com Vicente Bandeira de Aquino, membro do Conselho Diretor da Anatel, todas as hipóteses para a solução do uso da frequência 3,5Ghz pelo 5G estão sendo discutidas, mas a proposta levada para as consultas públicas será a de convivência entre o 5G e as parabólicas domésticas.

“Esse tipo de interferência, o único lugar no mundo [em] que existe é no Brasil. São assuntos que temos que maturar para chegar a denominadores comuns. Nós vamos, em pouco tempo, chegar a essa solução. Nosso edital [para o leilão do 5G] vai a consulta pública com essa previsão, de uma proposição de convivência entre o 5G e as TVRO [parabólicas domésticas]”, informou.

Edição: Nádia Franco

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Economia

13º salário movimentará R$ 3,3 bi em MT.

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O pagamento do 13º salário dos mato-grossenses deve injetar R$ 3,3 bilhões na economia do estado. O dado é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e foi divulgado na última terça-feira (5) pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Cuiabá).

A expectativa do comércio é de que a liberação do recurso ajude nas vendas do final do ano. A previsão é um incremento de 5% a 7% nas vendas de Natal.

Em relação a 2018 o pagamento dos setores públicos e privados ficou em R$ 3,1 bilhões, ou seja, houve um incremento de 5% em 2019, onde o salário médio subiu de R$ 2.790 mil para R$ 2.907 mil, crescimento de 4,2%.

O Dieese aponta também que o 13º será liberado a 339,8 mil aposentados e pensionistas. Eles ficarão com 21% do valor total, com a soma de R$ 719 milhões e salário médio de R$ 2.115,63.

Já os 903,6 mil trabalhadores do mercado formal receberão R$ 2,6 bilhões (78,5%), com média de R$ 2.907,11 por pessoa.

Até dezembro de 2019, o pagamento do 13º salário deve injetar na economia brasileira mais de R$ 214 bilhões, cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB).

Fonte: G1, MT

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Economia

Tesouro capta US$ 3 bi no exterior com juros mais baixos em sete anos

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O Tesouro Nacional captou US$ 3 bilhões de investidores internacionais com as menores taxas de juros em sete anos. O dinheiro veio da emissão, feita hoje (21), de US$ 2,5 bilhões em títulos da dívida externa com vencimento em janeiro de 2050 e de US$ 500 milhões em títulos da dívida externa com vencimento em maio de 2029.

A taxa obtida na emissão dos papéis de cerca de 30 anos, com vencimento em 2050, somou 4,914% ao ano. Esse foi o segundo menor juro da história para esse tipo de título, superior apenas à taxa obtida na emissão de novembro de 2011 (4,694% ao ano). Para os papéis de 10 anos, com vencimento em 2029, a taxa totalizou 3,809% ao ano, também a segunda menor da história, maior apenas que os juros de 3,449% ao ano obtidos na emissão de janeiro de 2012.

Por meio do lançamento de títulos da dívida externa, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores internacionais com o compromisso de devolver os recursos com juros. Isso significa que o Brasil devolverá o dinheiro daqui a vários anos com a correção dos juros acordada, de 3,809% ao ano para os papéis que vencem daqui a 10 anos, e de 4,914% ao ano para os papéis que vencem daqui a 31 anos.

Taxas menores de juros indicam redução da desconfiança dos investidores de que o Brasil não conseguirá pagar a dívida. Com os sucessivos rebaixamentos sofridos pelo país, os estrangeiros passaram a cobrar juros mais elevados para comprar os papéis brasileiros.

O Tesouro Nacional aproveitou cerca de US$ 1 bilhão dos recursos obtidos com a emissão do título com vencimento em 2050 para recomprar títulos da dívida externa pública brasileira em circulação no mercado. A retirada desses papéis, explicou o Tesouro Nacional, reduz o custo do endividamento do Brasil no exterior.

Histórico

Na última emissão de papéis de aproximadamente 10 anos, em março deste ano, o Brasil havia captado US$ 1,5 bilhão no exterior com juros de 4,7% ao ano . Os juros estão inferiores aos registrados em março de 2016, quando o Tesouro tinha captado US$ 1,5 bilhão no exterior com taxas de 6,125% ao ano.

Na última emissão de papéis de cerca de 30 anos, em janeiro de 2018, o Brasil havia captado US$ 1,5 bilhão no exterior com juros de 5,6% ao ano . Na ocasião, as taxas haviam sido as mais baixas em quatro anos.

A taxa do título brasileiro foi 265 pontos-base mais alta que a dos títulos do Tesouro americano de 30 anos e 203 pontos-base maior que a dos papéis americanos de 10 anos. Isso significa que o Tesouro Nacional pagará juros 2,65 pontos percentuais acima dos papéis de 30 anos emitidos pelo governo dos Estados Unidos e taxas 2,03 pontos acima dos bônus norte-americanos de 10 anos. Os títulos norte-americanos são considerados os papéis mais seguros do mundo.

Grau de investimento

De acordo com o Tesouro Nacional, tanto os juros como o spread – diferença entre os juros dos títulos do governo brasileiro e do governo dos Estados Unidos – está muito próximo do período em que o Brasil tinha grau de investimento (selo de bom pagador concedido pelas agências internacionais de classificação de risco). O Brasil perdeu o grau de investimento das agências de risco entre setembro de 2015 e fevereiro de 2016.

A operação de hoje atraiu o interesse dos investidores. Segundo o Tesouro, a demanda superou a oferta em três vezes para os títulos com vencimento em 2050 e em cinco vezes para os papéis com vencimento em 2029.

Os recursos captados no exterior serão incorporados às reservas internacionais do país em 14 de novembro. De acordo com o Tesouro Nacional, as emissões de títulos no exterior não têm como objetivo principal reforçar as divisas do país, mas fornecer um referencial para empresas brasileiras que pretendem captar recursos no mercado financeiro internacional.

Edição: Fábio Massalli

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