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Ex-secretária diz que alerta foi ignorado e acusa prefeito de guarantã de usar o cargo para perseguição política.

Uma declaração assinada pela ex-secretária municipal de Educação, Zelinda Fátima Fassina, aponta a existência de suposta perseguição política contra o servidor público Valcimar José Fuzinato, envolvendo decisão administrativa do prefeito Alberto Márcio Gonçalves, no município de Guarantã do Norte.

O documento, firmado em cartório na cidade de Matupá, relata que o prefeito expediu a Portaria nº 0285, datada de 30 de janeiro de 2005, determinando a remoção do servidor Valcimar José Fuzinato para a Escola do Campo Boa Esperança. Segundo a ex-secretária, a decisão teria sido motivada “tão somente por espírito de vingança política”.

Ex-secretária afirma ter advertido o prefeito

Na declaração, Zelinda Fassina relata que, à época dos fatos, exercia o cargo de secretária municipal de Educação e Cultura e que advertiu formalmente o prefeito sobre a irregularidade do ato administrativo.

De acordo com ela, a remoção do servidor contrariava as disposições da Instrução Normativa nº 19/2024, que regulamentava o processo de contagem de pontos para atribuição de classes e aulas, além da definição do regime de jornada de trabalho para o ano letivo de 2025 nas unidades escolares e creches da rede municipal.

Mesmo após a advertência, a ex-secretária afirma que o prefeito decidiu manter a medida.

Segundo o relato presente no documento, o gestor teria levado adiante a remoção “de maneira consciente”, caracterizando, na avaliação dela, abuso de poder administrativo.

Alegação de motivação política

A declaração também sustenta que o prefeito teria plena ciência das possíveis consequências legais do ato, mas ainda assim optou por mantê-lo. Conforme descrito por Zelinda Fassina, a intenção teria sido prejudicar diretamente o servidor Valcimar Fuzinato, que, segundo ela, havia sido opositor político do gestor em processo eleitoral.

No documento, a ex-secretária afirma que as informações apresentadas correspondem à “mais pura e lídima verdade” e se coloca à disposição para reafirmar o conteúdo perante autoridades policiais ou judiciais, caso necessário.

Documento foi registrado em cartório

A declaração foi assinada em 18 de setembro de 2025 e teve firma reconhecida em cartório, conferindo autenticidade formal ao documento.

Até o momento, não há informação pública sobre eventual manifestação oficial por parte do prefeito citado ou de outros envolvidos acerca das alegações apresentadas na declaração.

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