Deputado reforçou a urgência de acelerar a duplicação da rodovia em Mato Grosso.

A defesa da participação do Governo de Mato Grosso foi feita durante entrevista concedida, nesta segunda-feira (27), à rádio Jovem Pan FM, de Sinop. Segundo o parlamentar, a proposta já foi apresentada ao governador Otaviano Pivetta e ao diretor-presidente da MT Par, Wener Santos.
“Tenho conversado com o governador Otaviano Pivetta, tenho conversado com o Wener Santos. Estamos montando esse quebra-cabeça sobre a possibilidade de o Estado de Mato Grosso disputar esse leilão. Creio que a Nova Rota seria a empresa para assumir essa concessão”, afirmou.
Modelo da Nova Rota
A proposta ocorre enquanto o trecho entre Sinop e Guarantã do Norte passa por um processo de repactuação da concessão da Via Brasil BR-163 junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A nova modelagem prevê a duplicação do segmento em até sete anos, com investimentos já nos três primeiros anos.
O novo edital de concessão será levado a leilão na Bolsa de Valores (B3) no dia 12 de novembro, com mecanismos mais rigorosos de fiscalização para garantir a execução eficiente da duplicação.
Para Diego Guimarães, o Governo de Mato Grosso reúne condições de executar a obra em um prazo menor, repetindo o desempenho alcançado pela Nova Rota do Oeste após a estadualização da concessionária, que já duplicou o trecho até Sinop.
“Nenhuma empresa privada vai ter o senso de dever e responsabilidade com a sociedade para antecipar um prazo de sete anos para quatro, três ou cinco anos. Agora, eu acredito que o Governo do Estado tem capacidade para isso, até pelo seu dever com a população”, disse.
O deputado destacou que o avanço das obras entre o Posto Gil e Sinop demonstra a capacidade de execução da Nova Rota do Oeste. “Estamos fazendo cerca de 400 quilômetros em três anos. Isso mostra que é possível reduzir o tempo das obras quando existe gestão, planejamento e investimento”, afirmou.
Risco de morte
Durante a entrevista, Diego Guimarães relatou que escapou de um grave acidente no último sábado (25), nas proximidades de Peixoto de Azevedo. Segundo ele, uma ultrapassagem irregular envolvendo duas carretas quase terminou em uma colisão frontal com o veículo em que viajava, em um trecho de pista simples não duplicada.
“Por muito pouco eu não seria mais um número na estatística. Deus poupou a minha vida e a das pessoas que estavam comigo”, disse o deputado, demonstrando alívio.
O deputado ficou indignado com a imprudência do motorista de uma das carretas, e afirmou que o episódio reforçou a sua convicção sobre a necessidade de avançar rapidamente com a duplicação da BR-163.
“Quantas vidas nós perdemos esperando essa duplicação? A autorização para duplicar até Guarantã é uma grande conquista, mas sete anos ainda é muito tempo para quem depende dessa rodovia todos os dias.”
Mobilização
Principal defensor da duplicação da BR-163 entre Sinop e Guarantã do Norte na Assembleia Legislativa, Diego Guimarães tem conduzido, desde 2023, uma mobilização pela antecipação da obra.
O parlamentar participou de audiências públicas em Mato Grosso e em Brasília, apresentou sugestões à ANTT durante a discussão da nova concessão e levou o tema a reuniões com representantes do Governo Federal e do Governo de Mato Grosso.
Na entrevista, o deputado também ressaltou que o avanço da pauta é resultado de um esforço coletivo, envolvendo prefeitos, parlamentares, entidades representativas, empresários, veículos de comunicação e a população da região Norte.
“Não foi uma conquista do deputado Diego Guimarães. Muitas pessoas estiveram conosco nessa luta. Prefeitos, lideranças, parlamentares, a imprensa e toda a sociedade ajudaram a transformar essa duplicação em prioridade para Mato Grosso.”
Segundo o deputado, permitir que a MT Par dispute a futura concessão ampliará a concorrência e poderá possibilitar que o modelo adotado pela Nova Rota do Oeste seja estendido ao trecho entre Sinop e Guarantã do Norte, reduzindo o prazo para a duplicação de uma das principais rodovias do país e um dos mais importantes corredores de escoamento da produção agrícola brasileira.























