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Aprosoja Brasil pede a governo que defenda produção sustentável de soja no Cerrado

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Aprosoja Brasil pede a governo que defenda produção sustentável de soja no Cerrado

Créditos: Foto: Vinicius Tavares

31 de Julho de 2019

Representantes dos produtores de soja de todo o Brasil entregaram à ministra da Agricultura Tereza Cristina a Carta de Palmas, documento na qual os sojicultores pedem que o governo federal se manifeste contra a moratória da soja na região do Cerrado conhecida como Matopiba, que abrange áreas dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. O encontro ocorreu nesta terça-feira (30/7), em Brasília.

A Carta De Palmas é resultado do seminário Soja Responsável – Produzindo com Sustentabilidade, realizado em Palmas (TO), em julho, em parceria entre a Aprosoja Brasil e pelas Aprosojas estaduais, e que discutiu dados da Embrapa Territorial.

No manifesto, a moratória é classificada como uma campanha publicitária financiada por organizações não governamentais da Europa com o objetivo de denegrir a imagem do agro brasileiro. Ainda de acordo com a Carta, o Cerrado brasileiro não está ameaçado de acabar e a soja não é fator relevante de desmatamento, nem neste bioma, nem no bioma amazônico.

“O Matopiba está 72% preservado, sendo que a agricultura ocupa apenas 5% de sua área, enquanto que a soja abrange 3% da área originalmente ocupada pelo bioma na região”, consta do documento.

No encontro, os produtores defenderam o realinhamento institucional da Embrapa e o reconhecimento dos dados da Embrapa Territorial como fonte de informações sobre o uso e ocupação do solo no Brasil.

A comitiva também entregou o documento ao secretário executivo do Ministério da Agricultura, Marcos Montes, ao ministro Alexandre Ghisleni, do Departamento de Promoção do Agronegócio do Ministério de Relações Exteriores, e ao assessor especial da Casa Civil, Abelardo Lupion, que se comprometeu a envolver outras áreas do governo na defesa do agronegócio brasileiro, e aproveitou a presença na Casa Civil do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, para falar sobre a iniciativa.

Participaram das visitas o presidente da Aprosoja Brasil, Bartolomeu Braz Pereira, o presidente da Aprosoja Goiás, Adriano Barzotto, o presidente da Aprosoja Tocantins, Maurício Buffon, o diretor administrativo da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Beber, o diretor executivo da Aprosoja MT, Wellington Andrade e o diretor executivo da Aprosoja Brasil, Fabrício Rosa.

 

Fonte: Aprosoja Brasil

Ascom Aprosoja Brasil

Contatos: (61) 3551-1640

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Prazo para entrega da Declaração do ITR 2020 termina dia 30 de setembro

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Faltam poucos dias para o término do prazo de entrega da Declaração do ITR 2020. A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) orienta os produtores rurais para não deixarem o envio da declaração para última hora. O envio da DITR pode ser feito até o dia 30 de setembro, fim do prazo de entrega.

A multa para quem apresentar a DITR depois do prazo é de 1% (um por cento) ao mês ou fração de atraso, lançada de ofício e calculada sobre o total do imposto devido, não podendo seu valor ser inferior a R$ 50,00 (cinquenta reais). O imposto de valor inferior a R$ 100,00 deve ser pago em quota única, que deve ser paga até o último dia do prazo para a apresentação da declaração.

A DITR deve ser elaborada com uso de computador, por meio do Programa Gerador da Declaração do ITR, disponibilizado na página da Receita Federal (http://receita.economia.gov.br/). Ela pode ser transmitida pela internet ou entregue em uma mídia removível nas unidades da Receita Federal.

A gestora do Núcleo Técnico da Famato, Lucélia Avi, lembra que os produtores rurais de Mato Grosso estão dispensados de apresentar o Ato Declaratório Ambiental (ADA) na declaração do ITR à Receita Federal para isenção do imposto incidente sobre Áreas de Preservação Permanente (APP) e de Reserva Legal (RL).

Lucélia Avi ainda pede que o produtor fique atento ao Valor da Terra Nua (VTN) na hora de preencher a declaração do ITR. “O produtor deve ficar atento ao VTN estabelecido pelo município de origem. Lembrando que a prefeitura tem que publicar o VTN anual”, apontou Lucélia Avi.

Se, depois da apresentação da declaração, o contribuinte verificar que cometeu erros ou omitiu informações, deve, antes de iniciado o procedimento de lançamento de ofício, apresentar a DITR retificadora sem a interrupção do pagamento do imposto apurado na declaração original.

Ato Declaratório Ambiental (ADA) – A Famato conseguiu na Justiça, por meio de um mandado de segurança coletivo, derrubar a exigência do ADA para o Estado. A decisão já transitou em julgado e, portanto, é definitiva e retroativa. Sendo assim, os produtores de Mato Grosso não precisam declarar o número do ADA, apesar de a IN da Receita Federal dizer que ele é obrigatório. No caso de Mato Grosso, a obrigatoriedade do ADA na declaração do ITR não se aplica. O proprietário de imóvel rural deverá apenas informar o número do CAR Federal quando preencher os campos da área de Reserva Legal, APP e de vegetação nativa.

Para acessar o Programa ITR 2020 clique aqui:

http://receita.economia.gov.br/orientacao/tributaria/declaracoes-e-demonstrativos/ditr-declaracao-do-imposto-sobre-a-propriedade-territorial-rural/programa-gerador-da-declaracao-pgd-ditr-perguntas-e-respostas-e-base-legal/2020/programa-itr-2020

 

Fonte: Ascom Famato – Foto: Divulgação

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Com mais frigoríficos habilitados a vender para a China, preço da carne deve subir em MT.

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O diretor técnico da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Francisco Manzi, avaliou que o preço da carne para o consumidor mato-grossense deve subir em decorrência da habilitação de mais plantas frigoríficas do Brasil para venda de carne para a China. Ele explicou que é uma questão de aumento da demanda em relação à oferta disponível, mas que os preços devem se estabilizar futuramente, com o aumento da produção.

A ministra da Agricultura Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, anunciou que mais 13 plantas frigoríficas brasileiras estão habilitadas para a China. Duas destas são de Mato Grosso, uma de carne bovina e outra de carne de aves.

No último mês de setembro sete frigoríficos de Mato Grosso já haviam sido habilitados para exportar para a China. Somente em 2019, o estado, com um único frigorífico, já exportou o equivalente a US$ 97,105 milhões em carne bovina. Com o aumento da demanda pelas carnes produzidas em Mato Grosso, Francisco Manzi avalia que o reflexo inicial será o aumento dos preços para o consumidor local, já que a oferta de carne será menor.

“Já tem um reflexo importante no preço da arroba, o preço subiu porque hoje o mercado interno tem um concorrente, que é o mercado externo. O mercado interno sempre representou algo em torno de 70% a 75% do consumo, as exportações se restringiam ao restante, mas agora as exportações estão aumentando”, disse.

Porém, Manzi disse que com o aumento da procura, deve haver uma intensificação na produção, que ele avalia ser fácil de ocorrer, devido à capacidade que Mato Grosso possui na criação de gado, e com isso os preços devem acabar se equilibrando.

“Em primeiro momento pode haver um aumento no preço da carne que vai para a mesa do consumidor sim, mas em um segundo momento, como nós temos uma demanda reprimida do produtor, que tem uma capacidade de produção muito grande em Mato Grosso, para se ter uma ideia a média de produção de arroba por hectar em Mato Grosso por ano é cinco, mas temos várias fazendas que produzem 80 arrobas, muitas fazendas produzem 20 arrobas, então não é difícil intensificar e aumentar a sua produção”, explicou.

Ele ainda disse que antes da habilitação das plantas, o mercado nacional estava com um consumo baixo, segundo ele em decorrência do alto número de desempregados no país. Porém, com as exportações o mercado deve se aquecer novamente.

Manzi também afirmou que o aumento no preço que já vem sendo percebido pelo consumidor é decorrente de uma atualização do valor da arroba, que estava defasada. A tendência, segundo ele, é este preço aumentar. Porém, avalia que a intensificação da produção deve estabilizar o mercado.

“Não houve um aumento real do preço da arroba, até agora o que aconteceu foi uma reposição do valor, porque já vínhamos trabalhando com esta faixa entre R$ 130/R$ 140 por arroba há mais de sete anos, então agora retornou ao valor que estava, quando se desconta a inflação. A partir daí, se continuar com este patamar aquecido acreditamos que vai haver sim uma intensificação e com isso se estabiliza o mercado interno”.

Fonte: Vinícius Mendes/Olhar Direto

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