Saúde

Capital paulista prorroga vacinação contra sarampo até 31 de agosto

Publicado

A campanha de vacinação contra o sarampo foi prorrogada até o final do mês na cidade de São Paulo para crianças de 6 a 11 meses e jovens de 15 a 29 anos de idade. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o objetivo da ação, iniciada no dia 10 de junho, é aumentar a cobertura vacinal e conter o aumento da doença, que já tem 997 casos na capital.

De acordo com a secretaria, até o momento a cobertura beneficiou 35,4% de jovens com idades entre 15 a 29 anos e 41,3% dos bebês de 6 a 11 meses, como resultado da estratégia adotada durante a ação. A instalação de postos volantes em locais de grande circulação de pessoas, como estações de trens, metrô e terminais de ônibus e, mais recentemente, em creches, escolas e universidades, facilitou a operação.

“As ações de bloqueio da doença têm objetivo de interromper a transmissão da doença, independentemente da confirmação do diagnóstico. Os bloqueios são desencadeados na residência do paciente com suspeita da doença, bem como em locais frequentados por ele, como escola ou local de trabalho. Neste ano, já foram realizadas mais de 3 mil ações do tipo em toda a cidade”, informolu o órgão, em nota.

De acordo com boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde, desde o início do ano até o dia 13 de agosto foram registrados 8.609 casos suspeitos de sarampo, 1.319 confirmados, 734 descartados e 6.556 estão em investigação. Até o momento, não há registro de morte no estado. Os casos suspeitos e confirmados estão distribuídos em 50 municípios, com o maior percentual dos casos confirmados na faixa etária de 15-29 anos (44,4%).

Edição: Maria Claudia

Comentários Facebook
publicidade

Saúde

Desinformação é maior entrave para controle do câncer do colo do útero

Publicado

A desinformação, envolvendo muitos mitos e fake news (notícias falsas), é a principal barreira para o controle do câncer do colo do útero no Brasil segundo estudo divulgado hoje pela Fundação do Câncer, dentro da campanha da União Internacional para o Controle do Câncer (UICC) alusiva ao Dia Mundial do Câncer, que se comemorou na sexta-feira (4). A pesquisa inédita Conhecimento e Práticas da População sobre Prevenção do Câncer do Colo do Útero tomou por base estudos publicados entre 2003 e 2020 na literatura científica nacional e internacional.

O objetivo foi identificar as barreiras e as lacunas existentes sobre a vacinação contra o vírus HPV (sigla em inglês para Papilomavírus humano) e o rastreamento para o câncer do colo do útero, responsável pela morte de mais de 6 mil mulheres por ano no Brasil. A Organização Mundial da Saúde (OMS) quer atingir, até 2030, metas que visem erradicar o câncer de colo do útero, causa de morte de mais de 331 mil mulheres por ano, em todo o mundo.

O médico epidemiologista Alfredo Scaff, consultor da Fundação do Câncer, disse que o câncer do colo do útero é evitável porque as pessoas já dispõem de uma vacina contra o vírus HPV, que causa a doença. O levantamento vem contribuir, segundo ele, para diminuir os buracos existentes entre os cuidados disponíveis para o controle desse câncer no mundo e no Brasil, devido à constatação de um distanciamento muito grande entre o acesso e a oportunidade do tratamento da doença entre pessoas, dependendo da região onde moram, se têm ou não plano de saúde ou acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS).

“Esse câncer é uma das maiores iniquidades que nós temos na oncologia hoje. É no mundo inteiro mas, no Brasil, isso é muito evidente. O câncer do colo do útero é o primeiro câncer que tem uma vacina”, disse Scaff, que acrescentou que 99% dos cânceres do colo do útero são causados pelo vírus chamado HPV, que tem uma vacina. “Tem que vacinar”.

Scaff estima que, em uma geração, pode-se controlar esse tipo de câncer. Ele reconheceu, entretanto, que existem problemas para se alcançar uma imunização completa da população-alvo, que são meninas entre 9 e 14 anos de idade e meninos de 11 a 14 anos.

Conhecimento

A médica Flávia Miranda Corrêa, doutora em saúde coletiva, pesquisadora da Fundação do Câncer e responsável pela pesquisa, esclareceu que a primeira parte do levantamento, divulgado hoje, se refere ao conhecimento e práticas da população sobre a prevenção do câncer do colo do útero, tendo como público-alvo 7.712 crianças e adolescentes entre 10 e 19 anos; 3.335 pais e responsáveis entre 18 e 82 anos; e 54.617 mulheres na faixa etária de 14 a 83 anos.

A segunda parte, envolvendo o conhecimento e práticas dos profissionais de saúde sobre prevenção e rastreamento, deverá ser liberada no final do próximo mês. Serviram de base à pesquisa 68 estudos, sendo 16 sobre vacinação e 52 sobre rastreamento da doença.

Resultados

Os primeiros resultados em relação às barreiras sobre a vacinação contra o HPV entre crianças e adolescentes mostram que entre 26% e 37% dos consultados não sabiam que a vacina previne contra o câncer do colo do útero; entre 53% e 76% ignoravam que a vacina diminui a incidência de verrugas nos órgãos genitais. Flavia afirmou que isso demonstra que a maioria das crianças e dos jovens ignora para que serve a vacina.

Entre os entrevistados, 82% acharam que a vacina protege contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). “Esse é um problema muito importante, porque a gente sabe que não é verdade. A vacina é específica para o HPV e pode dar uma sensação de falsa proteção. Esse desconhecimento tem que ser desconstruído”, apontou a médica.

Além disso, entre 36% e 57% das crianças e adolescentes ouvidos acham que a vacina pode ser prejudicial à saúde. Flávia contra-argumentou que a vacina é segura, está no mercado desde 2006 e há um monitoramento constante. A médica considerou que essa ideia apurada é errônea e pode ser um impeditivo muito grande para a vacinação.

Entre 35% e 47% acreditam que a vacina pode incentivar a iniciação sexual precoce. “Não é verdade. Inclusive no contexto do Brasil, nós sabemos que não induz a uma atividade sexual mais precoce”. Entre 32% e 50% não sabiam o número correto de doses. A vacina contra HPV é tomada em duas doses, no intervalo de seis meses, informou a pesquisadora da Fundação do Câncer.

Pais e responsáveis

O desconhecimento continua entre os pais e responsáveis: 17% não sabiam que a vacina previne câncer do colo do útero; 33% não tinham ideia sobre a prevenção de verrugas anais e genitais; 74% imaginavam que a vacinação previne outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs); 20% achavam que o imunizante pode ser prejudicial à saúde; entre 34% e 61% não conheciam a população-alvo que deve ser imunizada contra o HPV; e 22% acreditavam que a vacina pode incentivar a iniciação sexual precoce dos filhos.

Flávia Corrêa disse que a vacina é cada vez mais eficaz quando usada em quem não tem atividade sexual ainda. Ela esclareceu que a vacina tem a função específica de evitar os danos do HPV, como verrugas, lesões precursoras e o próprio câncer de colo do útero. Advertiu que doenças como sífilis, contágio por HIV (Aids) e demais DSTs não são contempladas nessa imunização.

Rastreamento

Os estudos para identificar se as mulheres conheciam os exames preventivos de rastreamento do câncer do colo do útero (Papanicolau) constataram conhecimentos e práticas inadequadas entre 40% e 71% do público consultado, respectivamente. Os motivos apontados pelas mulheres que nunca realizaram o exame preventivo foram: “não achavam necessário” (45%), “não foram orientadas” (15%), “tinham vergonha” (13%) e “nunca tiveram atividade sexual” (8,8%).

A conclusão da pesquisa da Fundação do Câncer é que o conhecimento deficiente e práticas equivocadas sobre a vacinação contra HPV e o rastreamento do câncer do colo do útero estão associados à baixa renda, menor escolaridade, cor da pele parda ou negra, residência em áreas urbanas pobres e rurais, o que reforça a importância da luta contra a iniquidade.

É preciso ainda esclarecer a população quanto a problemas relacionados a falsas informações e fake news divulgadas pela internet sobretudo, que facilitam práticas equivocadas. A Fundação do Câncer pretende atuar para passar informações corretas e de qualidade para toda a população.

Vacinação gratuita

Alfredo Scaff destacou que o Brasil é um dos poucos países do mundo em que a vacinação contra o HPV é universal, pública e gratuita pelo SUS, integrando o Programa Nacional de Imunização (PNI). O problema, reiterou, é a falta de informação para a vacinação. A imunização contra o HPV é menor entre meninos do que entre as meninas. Em 2020, 55% das meninas brasileiras de 9 a 14 anos tomaram as duas doses da vacina. Entre os meninos de 11 a 14 anos, a taxa dos que completaram o ciclo vacinal foi 36,4%.

Além de a vacina para meninos ter sido iniciada dois anos depois que a das meninas, a médica Flávia Corrêa explicou que há desconhecimento de que a vacina é importante para os garotos não só para que eles não transmitam o HPV para as meninas mas, também, para protegê-los de doenças relacionadas ao vírus HPV, como câncer de pênis, câncer anal e de orofaringe (parte da garganta localizada atrás da boca).

No dia 4 de março, no Dia Internacional de Conscientização sobre o HPV, a Fundação do Câncer mobilizará a população sobre o tema, com postagens em suas redes sociais. Em 26 de março, Dia Mundial da Prevenção do Câncer de Colo do Útero, a entidade abrirá inscrições para um curso voltado aos profissionais de saúde, com foco na atenção primária, cujo início está previsto para abril.

 

 

Comentários Facebook
Continue lendo

Saúde

Secretaria de Estado diz que devido à suspensão de licitação, UTI´S do Hospital Regional de Alta Floresta ainda não foram entregues

Publicado

Em agosto deste ano, o secretário de Saúde do estado de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo afirmou que os 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva do hospital regional Albert Sabin deveriam ser entregues na primeira quinzena de novembro.

Mas, passado o prazo estipulado, os leitos ainda não entraram em funcionamento e o paciente que precisa de atendimento intensivo continua a depender de regulação para outras unidades.

Na época, o secretário frisou que praticamente todos os equipamentos já haviam sido adquiridos e 95% da obra estava finalizada, faltando alguns ajustes e correções do projeto.

O hospital tem 77 leitos, incluídos os de Pronto-Atendimento e salas cirúrgicas e atende mais de 100 mil pacientes de Alta Floresta, Apiacás, Carlinda, Nova Bandeirantes, Nova Monte Verde, Paranaíta, Peixoto de Azevedo e sul do Pará.

Diante da situação, a redação do site Notícia Exata entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde para saber o porquê do atraso no funcionamento dos leitos.

Em nota encaminhada a SES informou que devido à suspensão do procedimento licitatório referente ao Pregão Eletrônico nº 1/2019 para contratação de empresas que prestariam serviços médicos às Unidades de Terapia Intensiva (UTI) em Mato Grosso, a SES-MT ficou impossibilitada de implementar, ainda em novembro, os leitos de UTI na unidade de saúde.

A Secretaria ainda informou que em breve deve ser publicado um novo edital para a reabertura do processo de licitação de serviços médicos.

Confira nota na integra

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) informa que, devido à suspensão do procedimento licitatório referente ao Pregão Eletrônico nº 1/2019 para contratação de empresas que prestariam serviços médicos às Unidades de Terapia Intensiva (UTI) em Mato Grosso, a SES-MT ficou impossibilitada de implementar, ainda em novembro, os leitos de UTI na unidade de saúde.

A SES-MT esclarece que em breve deve ser publicado um novo edital para a reabertura do processo de licitação de serviços médicos.

Enquanto isso, as obras do Hospital seguem em ritmo acelerado para conclusão.

O órgão estadual já realizou o processo seletivo para contratação de equipes multidisciplinares que irão atuar na unidade de saúde e também fará a aquisição de equipamentos médicos para a UTI por meio de uma adesão à ata (forma de aquisição em um registro de preços) do Hospital Metropolitano de Várzea Grande.

Fonte: Redação Notícia Exata

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana