Mato Grosso

Propriedade rural mantida por pai e filho é considerada modelo pela eficiência na produção

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“É uma vida dura e muitas pessoas não dão valor a esse trabalho”. Essa é a fala de Pedro Paulo Teobaldo Ribeiro, de 16 anos, que trabalha no Sítio Cantinho do Céu, na Comunidade Guanandi, município de Acorizal (62 km ao Norte de Cuiabá). Pedro ajuda o seu pai, o produtor rural Ernesto Teobaldo de Assis Filho (55), na lida diária. Numa área de 14 hectares, pai e filho cultivam limão, banana da terra, quiabo, melancia, melão caipira e mandioca. Também criam gado de leite e recentemente implantaram uma Unidade de Referência Tecnológica (URT) com o plantio de maracujá em parceria com a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

Plantio de 450 pés da variedade Maracujá Gigante Amarelo

Pedro trabalha no sítio, no período da manhã e estuda durante a tarde. Ele comenta que gosta muito do que faz e que pretende cursar agronomia para ajudar ainda mais a sua família.  O adolescente descreve que a URT de maracujá é uma novidade na propriedade e que estão aprendendo a lidar com a cultura. No local foi realizado o plantio de 450 pés da variedade Maracujá Gigante Amarelo. A expectativa é de começar a colheita em janeiro, com a primeira safra produzindo cinco mil quilos de frutos.

O produtor Ernesto conta que está nesta propriedade há cinco anos e que a transformou em área produtiva, de onde tira todo  o sustento da família. No início investiu no cultivo da melancia e foi tão bem que agora já domina a técnica de cultivo e planta todos os anos. Nesta safra já semeou mais de duas mil sementes do fruto, numa área de um hectare. A expectativa é de colher 11 toneladas de melancia no mês de setembro. O produtor fala que os frutos chegam a pesar de 12 a 18 quilos cada e são comercializados por até R$ 25,00 a unidade.

Técnico da Empaer acompanha o cultivo do maracujá

Todas as culturas que pai e filho cultivam são irrigadas e produzem durante o ano todo. Com 200 pés de limão Taiti, apenas 100 pés estão produzindo, são colhidos por semana mais de oito caixas de 20 quilos. A fruta está sendo comercializada por até R$ 55,00 a caixa e na época da safra pode cair a R$ 15,00. O produtor comenta que tudo que produzem é comercializado nos restaurantes em Cuiabá toda segunda e sexta-feira. “Nossa intenção é ampliar o cultivo do limão com a implantação de uma URT, com o plantio de 500 pés”, explica.

Quem percorre a propriedade tem que andar com cuidado para não pisar nos canos que levam a água para abastecer toda produção. Assim é com o cultivo da banana da terra (farta velhaco), que foi plantada no sistema adensado recomendado pelos técnicos da Empaer. O plantio adensado é uma estratégia para aumentar a produtividade, além de melhorar o aproveitamento da mão-de-obra, insumos e reduzir custos com controle de plantas invasoras. O plantio foi feito numa área de cinco mil metros quadrados e nos intervalos das covas foi plantada melancia.

Os produtores colhem oito caixas de limão por semana.

O cultivo do quiabo é permanente na propriedade, ocupando uma área de quatro mil metros quadrados. São vendidos por semana 400 quilos, ou seja, 40 caixas de 10 quilos. O preço da caixa oscila conforme a época, sendo comercializada por R$ 8,00 até R$ 50,00 a caixa. O cultivo da mandioca Camanducaia, uma variedade nova, ocupou 1.500 covas e foram colhidas nove toneladas. A produção chegou a seis quilos por pé de mandioca e surpreendeu a todos com sua boa produtividade. “Gosto do que faço, não sei fazer outra coisa além de cuidar da terra e ser produtor”, confessa Ernesto.

O técnico agropecuário da Empaer, Liduino João de Lima, explica que o cultivo da mandioca da variedade Camanducaia é extremamente precoce. Enquanto outras produzem entre 10 a 12 meses, essa, em apenas seis meses, está pronta para colheita. O técnico fala que a propriedade do produtor Teobaldo é considerada modelo, pelo cuidado e esforço de pai e filho em produzir o ano todo com qualidade e eficiência.

Para facilitar a entrega dos produtos na cidade, o técnico da Empaer explica foi feito um projeto de crédito rural do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) Mais Alimentos, no valor de R$ 42 mil para aquisição de um veículo. E este ano, os produtores estão tentando recursos financeiros do Pronaf, no valor de R$ 18 mil, para construção de um barracão na propriedade. O financiamento já foi aprovado pelo banco e o produtor está aguardando.

A expectativa é colher 11 toneladas de melancia em setembro

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Mato Grosso

DR. MARCUS MACEDO RECEBE TÍTULO DE CIDADÃO MATO-GROSSENSE

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Na noite desta terça-feira (14) o advogado Dr. Marcus Augusto Giraldi Macedo, do município de Matupá, foi agraciado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso, com o título de Cidadão Mato-grossense, pelos relevantes serviços prestados a sociedade.

 

A indicação do título partiu do deputado estadual Faissal Calil.

 

Em suas redes sociais Dr. Marcus, fez um agradecimento ao parlamentar, falou de sua criação, mencionou as sobre suas irmãs, e dedicou o recebimento da honraria ao seu saudoso pai.

 

“Estou em Mato Grosso desde 1987, vim ainda criança com meus pais. Não tínhamos telefone, internet, televisão? Só um canal… não tínhamos nem porta em nossa casa. Mas com muita luta, meu saudoso pai e minha mãe Neuza Maria Giraldi Macedo criaram três filhos. Meu pai nos deixou em 2014, uma de minhas irmãs, nossa amada Ana Karina Giraldi Macedo, nos deixou em 2016, e minha outra irmã Gabriela Macedo Martins está em Santa Catarina. Na minha vida profissional, busquei traçar os caminhos do meu pai, e hoje sinto orgulho de quem me tornei. Então, dedico este título de Cidadão Mato-grossense a meu pai, Adelino Valdir de Oliveira Macedo, ou simplesmente Dr. Macedo, pois você é o espelho para todas minhas ações que levaram a este reconhecimento, e tenho certeza que onde você está agora, está cheio de orgulho de seu filho! Te amo meu pai! Quero agradecer do fundo do coração ao Deputado Faissal Calil pela indicação!” Finalizou Dr. Marcus

 

Marcus Augusto Giraldi Macedo, advogado, já presidiu a 14ª Subseção da OAB de Peixoto de Azevedo, preside a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania – CDDHC na 14ª Subseção da OAB/MT – Peixoto de Azevedo, preside a Comissão de Defesa das Prerrogativas – CDP na 14ª Subseção da OAB/MT – Peixoto de Azevedo, é Conselheiro Estadual na OAB Mato Grosso e também Membro do Tribunal de Defesa das Prerrogativas da OAB Mato Grosso, e também é professor universitário.

 

Fonte: Bruno Notícias

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Mato Grosso

Piracema termina nesta segunda-feira (31) nos rios de MT.

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O período em que é proibida a pesca em todos os rios de Mato Grosso termina nesta segunda-feira (31.01). A partir do dia 1º de fevereiro fica permitida a pesca nos rios estaduais, dentro dos limites legais de retirada de peixes e transporte de pescado.

A proibição da pesca nos rios de divisa segue até o dia 28 de fevereiro, e a fiscalização nestes trechos continua. Os rios de divisa são aqueles que uma margem fica em Mato Grosso, e outra margem em outro estado que atende ao calendário federal da piracema – que começa e termina um mês após Mato Grosso.

No Estado, 17 rios se encaixam nessa característica de rio de divisa. Entre os mais conhecidos estão o rio Piquiri, na bacia do Paraguai, que uma margem está em Mato Grosso e outra em Mato Grosso do Sul, o rio Araguaia, na bacia Araguaia-Tocantins, que faz divisa com Goiás. Na bacia Amazônica, o trecho do rio Teles Pires, que faz divisa com o Pará.

O defeso da piracema  tem o objetivo de proteger os peixes em período reprodutivo das Bacias Hidrográficas do Paraguai, Amazonas e Araguaia-Tocantins que banham o Estado, para manter o estoque pesqueiro.

Regras para pesca

Mesmo fora do período de defeso da piracema, algumas práticas de pesca são proibidas. As regras estão dispostas na Lei estadual nº 9.096/09, decreto federal nº 6514/2008 e também na Lei Federal nº 9.605/98 , que trata dos crimes contra o meio ambiente.

É proibida permanentemente a pesca depredatória, ou seja, com uso de redes e armadilhas proibidas que permitem a retirada de grande quantidade de peixes dos rios. A multa para quem realizar pesca predatória com rede vai de R$ 1 mil a R$ 100 mil, com acréscimo de R$ 20,00 por quilo de pescado apreendido.

Não é  permitida a pesca por pessoa sem carteira de pesca, cadastro, autorização, registro ou qualquer outro documento que autorize a pesca emitido pelo órgão competente.

Transportar, armazenar, beneficiar, industrializar ou comercializar pescados ou produtos originados da pesca sem comprovante de origem ou autorização do órgão competente pode gerar uma multa de R$1 mil a R$100 mil, mais um acréscimo de R$20,00 por quilo do produto do pescado. Quem for enquadrado também responde um processo criminal

A “cota” de peixes para um pescador profissional é de 125 quilos, e para um pescador amador com a carteirinha, de 5 quilos. É crime transportar peixes acima destas quantidades.

Pesca de peixes fora da medida

Para garantir que os peixes fora da medida permitida permaneçam nos rios e possam se reproduzir no período da piracema, é proibida a retirada de peixes menores, discriminados em Lei.

As medidas mínimas dos peixes constam na carteira de pesca do Estado e algumas delas são: piraputanga (30 cm), curimbatá e piavuçu (38 cm), pacu (45 cm), barbado (60 cm), cachara (80 cm), pintado (85 cm) e jaú (95 cm). Confira a tabela de espécies e medidas permitidas clicando aqui.  

 Fonte: Lorena Bruschi | Sema-MT

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