Matheus Gonçalves dos Santos, de 33 anos, suspeito de matar a ex-companheira Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, em Guarantã do Norte, morreu durante uma ação policial no Paraguai, nesta quarta-feira (24). Ele era considerado foragido da Justiça de Mato Grosso e estava com mandado de prisão preventiva em aberto pelo crime de feminicídio.

Segundo informações preliminares divulgadas no Paraguai, Matheus foi morto durante um confronto no posto policial de Naranjito, na localidade de Ybyrarobaná, no departamento de Canindeyú. Ele estava acompanhado do filho de 12 anos, que presenciou a ação e não ficou ferido.
As circunstâncias do confronto ainda são investigadas pelas autoridades paraguaias. Matheus era procurado no Brasil desde que a Justiça decretou sua prisão preventiva, após o corpo de Gleici ser encontrado na terça-feira (23), na residência ligada ao suspeito.
No mandado de prisão, a Justiça de Mato Grosso já apontava que o investigado havia fugido para o Paraguai levando o filho menor do casal. A decisão também registrava preocupação com a situação da criança, que estaria em território estrangeiro, sem documentação pessoal, em contexto de vulnerabilidade e diante da informação de que o suspeito poderia estar armado.
Diante da fuga internacional, o juiz Guilherme Carlos Kotovicz, do plantão da Comarca de Guarantã do Norte, havia determinado que a Polícia Federal fosse acionada para incluir o mandado nos sistemas de cooperação internacional, inclusive com pedido de difusão vermelha da Interpol.
Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, foi encontrada morta dentro de sua residência, na manhã de terça-feira (23), na rua Bromélias, no bairro Jardim das Palmeiras, em Guarantã do Norte.
Segundo informações apuradas, familiares passaram a desconfiar de que algo poderia ter acontecido após Gleici não comparecer à sessão de hemodiálise marcada para segunda-feira (22). Como a ausência era considerada incomum devido ao tratamento contínuo realizado pela vítima, parentes acionaram as autoridades para verificar a situação.
Ao chegarem ao imóvel, policiais encontraram Gleici já sem vida no interior da residência. Equipes da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foram acionadas para realizar os procedimentos periciais.
Conforme as análises preliminares da perícia, o estado em que o corpo foi encontrado indica que a morte ocorreu possivelmente no último domingo (21), cerca de dois dias antes da localização da vítima.
O caso trouxe à tona um histórico de denúncias envolvendo o casal. As primeiras ocorrências contra o Matheus foram registradas em 2023, quando Gleici procurou as autoridades para relatar episódios de violência doméstica.
Em 2024, novas intervenções policiais foram registradas por crimes de lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo, todos relacionados ao mesmo relacionamento.
Já em julho de 2025, o homem chegou a ser preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a vítima acionar as forças de segurança. Na ocasião, a Justiça concedeu medidas protetivas de urgência em favor de Gleici.
Meses depois, entretanto, a vítima solicitou a revogação das medidas protetivas, decisão que resultou na liberdade do Matheus.























