
A proposta, que nasceu do diálogo direto de Diego Guimarães com produtores rurais, pequenos agricultores e lideranças do agronegócio, havia sido protocolada por ele ainda em novembro de 2024 (Projeto de Lei nº 1857/2024) com o objetivo de revolucionar a infraestrutura energética rural.
O projeto foi tão bem-sucedido que o próprio Governo do Estado encampou a bandeira. O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e a concessionária Energisa lançaram o programa intitulado MT Trifásico, em evento no Palácio Paiaguás, transformando a iniciativa do deputado em política pública de Estado. A votação desta quarta-feira na Assembleia Legislativa, portanto, coroa esse processo ao conferir uma base jurídica à medida.
“O lançamento no Palácio Paiaguás provou que nossa pauta era urgente e que o Governo reconheceu isso. Agora, com a derrubada do veto, garantimos a força da lei e o papel de fiscalização dos deputados. É a certeza de que o agro, a agricultura familiar e o turismo terão o suporte necessário para crescer”, celebrou Diego Guimarães.
Investimento – A iniciativa conta com um planejamento para os próximos anos, unindo o Poder Público e a iniciativa privada. O programa prevê um investimento de R$ 1,4 bilhão entre os anos de 2026 e 2030 para a implantação de aproximadamente 5 mil quilômetros de linhas da nova rede elétrica trifásica.
Esse montante resultará em um benefício compartilhado que atende diretamente o agronegócio, a agricultura familiar, os sistemas de irrigação e a agroindustrialização, além de garantir maior estabilidade no fornecimento de energia para 1,7 milhão de clientes da Energisa em Mato Grosso.
Na ocasião do lançamento, o governador Otaviano Pivetta havia destacado a importância de diversificar os investimentos estaduais. Ele pontuou, à época, que o Estado faz esse investimento com a certeza de que milhares de pessoas serão beneficiadas, garantindo que os mato-grossenses tenham a oportunidade de desenvolver ainda mais suas atividades econômicas.
Além do impacto no cinturão agrícola, a articulação de Diego Guimarães garantiu um olhar estratégico para o turismo. Atendendo a uma indicação direta feita pelo parlamentar durante o lançamento do programa, o Governo do Estado aprovou a extensão do benefício para a região da Transpantaneira, no município de Poconé.
A chegada da energia trifásica de alta qualidade é vista como o passo que faltava para estruturar a rede de hotelaria e impulsionar o turismo sustentável no Pantanal mato-grossense.
Fiscalização – Com a consolidação da lei, a Assembleia Legislativa assume sua cadeira no recém-criado Conselho Gestor do programa, que conta ainda com membros da Casa Civil e secretarias de Fazenda (Sefaz), de Agricultura Familiar (Seaf) e de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
“Mato Grosso já avançou muito em rodovias e ferrovias; agora, damos um passo crucial na segurança energética. Nosso papel agora é fiscalizar rigorosamente a aplicação desse R$ 1,4 bilhão para que a energia de qualidade chegue com agilidade na ponta, transformando a vida de quem produz”, finalizou Diego Guimarães.
Investimento e Parceria- Valor total: R$ 1,4 bilhão investidos entre os anos de 2026 e 2030.
- Governo de MT: Aporte de R$ 700 milhões em recursos estaduais.
- Concessionária Energisa: Contrapartida de R$ 700 milhões para a execução.
- Aprovação: O programa foi instituído pelo projeto de lei do deputado Diego Guimarães e teve a aprovação definitiva consolidada na Assembleia Legislativa.
Principais Objetivos- Extensão da rede: Instalação de 5.000 quilômetros de novas linhas trifásicas.
- Estabilidade energética: Reduzir quedas de energia e oscilações no interior do estado.
- Modernização do campo: Permitir que produtores utilizem maquinários pesados, como pivôs de irrigação e secadores de grãos.
Impactos no Setor Produtivo- Agricultura Familiar: Viabiliza a automação e agroindústrias de pequeno porte para agregar valor à produção.
- Competitividade: Reduz custos operacionais gerados pelo uso de geradores a diesel.
- Atração de Indústrias: Fortalece a infraestrutura necessária para atrair novos complexos agroindustriais para as regiões produtoras
























